Estamos num brete.
É o que vejo. Não estou sozinho, ouço da imensa maioria que vive no Brasil real. Tiro os apaixonados, os cegos, os que não admitem dialogar pra construir, os donos da verdade, pouco importa o lado. Estamos num brete. Faltam 3 ou 4 meses
pra definirmos quem será o próximo Presidente do país, e a intransigente dualidade não parece ceder pra um campo neutro, nem tanto a um lado, nem tanto a outro. Estamos num brete. Não é preciso análises profundas em economia, desenvolvimento, saúde, educação, segurança, bem estar social, enfim…, o Brasil não vai bem. Pra ser isento, não é de agora. Estamos num brete. Ainda distante das redes sociais, leio, observo e pouco me manifesto. Vai daí que recebi um whats, “o traidor da eleição”. Fulano abriu mão de ser candidato à presidência do país por lealdade a beltrano, gerando, inevitavelmente, o confronto entre duas personalidades difíceis, muito mais preocupadas com o poder pessoal, logo, ausentes do sentimento de brasilidade”. Estamos num brete. Não sou eu que digo, os inúmeros órgãos de pesquisa são unânimes e homogêneos, a rejeição de Lula e Bolsonaro se mantém altíssima a um alarmante índice que impressiona o menos avisado. Todavia, continuam sendo o divisor, ou um ou outro. Estamos num brete? Coloco a resposta que dei ao whats recebido. Se não há como mudar, nem mesmo ressuscitar aquele que poderia ser o melhor candidato, vamos nós, individualmente, praticar o exercício de mudar. Um passo por dia, mais um, mais outro, mais…, tal como referiu o poeta espanhol, Antônio Machado, “caminhante não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”. Vamos nós sair do brete, basta o exercício da ética e do bem comum.
Por: Eduardo Battaglia Krause – Advogado e escritor
