Por: Gilberto Jasper
Jornalista/gilbertojasper@gmail.com
Um mês depois de completar 66 anos confirmo a certeza de que todas as minhas economias, ou pelo menos parte significativa delas, é destinada à manutenção da saúde.
Se todos os corruptos deixam parte do roubo com advogados para ficar em liberdade, nós, mortais comuns, transferimos o suado dinheiro para os planos de saúde/médicos, dentistas, nutricionistas, personal training/academias, psicólogos/psiquiatras ou instituições que cuidam de idosos. Os avanços da medicina e consequentemente da indústria química têm sido responsáveis pelo aumento da longevidade.
No Rio Grande do Sul, estado campeão da estatística do contingente de idosos, é cada vez mais desafiador encarar o cotidiano de quem passou dos 50 anos. Já há alguns anos necessito fazer exercícios físicos ao menos duas vezes por semana. Faço as aulas ao ar livre, sim, apesar do inverno gaudério inclemente. não gosto de frequentar academias.
Depois da aula me sinto muito bem – de saúde e comigo mesmo, por ter tido ânimos de encarar o frio e desafiar as dores. Costuma-se dizer que, se ao acordar temos algum sintoma dolorido, é um ótimo sinal. Afinal, é garantia de que estamos vivos…
Há décadas fiz a chamada “cirurgia de miopia” que zerou esta anomalia ocular. Na semana passada, na visita anual que faço ao oftalmologista, o expert Sérgio Sprinz disparou, sem cerimônia: “Estás com uma bela catarata!”. Pronto, estou diante de um novo desafio – de saúde e financeiro. Fazer o que?
Há poucos dias me submeti à segunda cirurgia para a colocação de implantes dentários, outro contratempo que persegue a nós, “guris há mais tempo”, ou diria, sábios e alquebrados pelo tempo. Graças a Deus, o trauma da visita ao dentista foi parcialmente reduzido, graças à paciência da doutora Cláudia Presotto e do doutor Ricardo Smidt. Já as dores são tema para o traumatologista e ortopedista Pacheco, craque renomado internacionalmente que me atende através da troca de mensagens de whatsapp. Só nos casos mais agudos agendo uma consulta presencial, já que – confesso – não curto contatos on-line. Prefiro o contato humano.
Neste breve relato é possível constatar o custo de chegar à velhice, mas as alegrias do reencontrar amigos e afetos compensa!
