A obra de revitalização da Rua Francisco Reverbel de Araújo Góes, executada pela empresa Iccila, abrange o trecho entre a Pracinha da Brigada e a entrada da Rua José Ferrão. Segundo o secretário, no ponto onde ocorreu o desmoronamento restavam a instalação da tampa da caixa de captação de águas pluviais e a colocação de alguns meios-fios.
“É uma obra que está em andamento. Nesse ponto aí eles já estavam quase tudo pronto. Faltava a tampa da caixa e alguns meios-fios, só que a empresa entrou em férias coletivas”, afirmou.
Segundo Dilmar, com as chuvas registradas no fim de semana, o volume de água atingiu a estrutura em fase de conclusão. Conforme o secretário, a caixa de drenagem foi deslocada, comprometendo a tubulação responsável pela captação da água proveniente da Rua Aquiles Gazapina.
“A partir do momento que deu esse volume de chuva, a água começou a adentrar ali pelo lado dessa caixa e acabou movendo essa caixa para dentro da área onde estava sendo feito o serviço. A tubulação que coletava toda essa água acabou sendo comprometida”, disse.
De acordo com o secretário, o projeto da obra prevê a implantação de uma estrutura de drenagem na região, com caixas de captação e uma travessia com tubulação sob a via.
Enquanto a empresa responsável pela obra permanece em férias coletivas, a Prefeitura informou que realizará uma intervenção temporária no local.
“Nós vamos fazer um trabalho paliativo ali, mais por questão de segurança do que propriamente para dar conclusão da obra. A gente precisa pensar agora na segurança das pessoas, dos pedestres e do transporte coletivo”, afirmou Dilmar.
Segundo a Prefeitura, o trecho permanecerá sinalizado e receberá intervenções para reduzir riscos em caso de novas chuvas.
Moradores da Rua Dalila Alves Salim relataram que terra e água atingiram a parte baixa da via após o desmoronamento, ocasionando alagamentos, entupimento de bueiros e abertura de buracos.
O secretário informou que a Secretaria de Obras acompanha a situação e realizará serviços de limpeza e avaliação da rede de drenagem existente.
“O dissipador ali não conseguiu trabalhar direito, porque devido à queda da caixa ele não teve sua função completa. A água acabou levando todo esse material de terra lá para baixo, porque ali praticamente vira uma cachoeira”, explicou.
Segundo Dilmar, também será avaliada a possibilidade de ampliar a capacidade da drenagem no local.
“Nós vamos ter que ver a limpeza desses pontos e analisar a possibilidade de aumentar a vazão lá, colocando um tubo maior, de mil milímetros, para que possa acontecer essa drenagem de uma forma mais eficiente”, afirmou.
