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seg, 6 de julho de 2026

Caso de agressão a cadela provoca embate entre vereadoras

Parlamentares trocaram críticas em plenário após repercussão de vídeo em que vereadora Eva Coelho relata ter atingido uma cadela para separar briga entre animais

Vereadora Eva Coelho (PL) e Vereadora Juliana Lemos (PT) | Crédito: TSJ e Arquivo AP
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A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Sant’Ana do Livramento, realizada nesta segunda-feira, 6, foi marcada por um intenso embate entre as vereadoras Juliana Lemos (PT) e Eva Coelho (PL). A discussão teve como ponto de partida um vídeo publicado por Eva nas redes sociais, no qual a parlamentar relata ter atingido uma de suas cadelas, chamada Maristela, com um cabo de vassoura durante uma briga entre cães. O caso gerou repercussão e motivou uma nota de repúdio da Associação Santanense de Proteção aos Animais (Aspa) do qual Juliana também faz parte.

Na tribuna, a vereadora Juliana criticou a postura da colega e afirmou que a divulgação do episódio nas redes sociais reforça um comportamento incompatível com a responsabilidade de um agente público. Segundo a parlamentar, a própria narrativa apresentada por Eva levanta indícios de maus-tratos e possível omissão de socorro, especialmente diante da informação de que o animal teria apresentado salivação após o golpe.

Juliana também destacou que pessoas que ocupam cargos públicos devem dar exemplo à comunidade e questionou como o Legislativo poderá cobrar rigor na fiscalização de crimes contra animais se situações como essa forem relativizadas. A vereadora defendeu que o caso seja apurado pelos órgãos competentes.

Em resposta, durante a manifestação de liderança, Eva Coelho afirmou que agiu em uma situação extrema para impedir que seus cães se matassem. A parlamentar explicou que estava sozinha em casa, acompanhada apenas do irmão, pessoa com deficiência, e que utilizou o cabo de vassoura como forma de interromper uma briga violenta entre os animais.

Eva sustentou que jamais teve a intenção de maltratar a cadela e afirmou que suas declarações na transmissão ao vivo foram feitas em um momento de forte abalo emocional. Segundo ela, seus animais recebem alimentação adequada, acompanhamento veterinário e vacinação em dia. A vereadora também declarou que assumiu a responsabilidade pelo ocorrido desde o primeiro momento e que não tentou esconder os fatos.

Na réplica, Juliana rebateu a justificativa apresentada pela colega e afirmou que existem métodos mais seguros para separar cães em conflito, sem recorrer à violência física. A parlamentar citou técnicas de manejo e alternativas que podem ser utilizadas para interromper brigas entre animais, defendendo que o episódio exige reflexão e responsabilização.

O caso segue sendo acompanhado por entidades de proteção animal e pelas autoridades competentes, que avaliam as circunstâncias do ocorrido e as condições de saúde dos animais envolvidos. Até o encerramento da sessão, não havia confirmação da abertura de procedimento formal relacionado ao episódio.

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