RESUMO DE QUINTA-FEIRA – 25/06/2026 – Edição de Chico Bruno

O texto abaixo está em

MANCHETES DOS JORNAIS

O GLOBO – Alvo de operação da PF no caso Master, Jaques Wagner deixa liderança do governo

FOLHA DE S.PAULO – Jaques Wagner deixa liderança do governo Lula após PF ligá-lo ao Master

O ESTADO DE S.PAULO – Wagner deixa liderança do governo após reunião com Lula

Correio Braziliense – Sob pressão no caso Master, Jaques Wagner deixa liderança

Valor Econômico – Investigado pela PF no caso Master, Wagner deixa a liderança do governo no Senado

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia

A INSUSTENTÁVEL permanência – A saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado mostrou como as necessidades da política se impõem sobre relações pessoais ou até mesmo princípios relevantes, como a presunção da inocência. Em um episódio marcado pelo silêncio do Palácio do Planalto, o senador saiu de cena para preservar o candidato à reeleição de desgastes na campanha eleitoral. Duramente atingido por dois megaescândalos — o mensalão e o petrolão — o presidente Lula não quis correr riscos. Afastou qualquer suspeita de proximidade com a teia perigosa de Daniel Vorcaro que enredou Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e gente próxima a Davi Alcolumbre e outros notáveis da República. Com o afastamento de Wagner, encerra-se mais um capítulo da malfadada articulação política do Planalto. O substituto do senador na liderança do governo terá a missão de encontrar caminhos no campo minado controlado por Davi Alcolumbre. A rejeição ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal foi uma das derrotas mais amargas sofridas pelo governo — e erro crasso do senador baiano. Nada indica que o cenário mudará no segundo semestre.

 

COMUM acordo – Após quase uma semana de crise e pressão pela saída, o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado. A mudança foi acertada em uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada e representa a tentativa de estancar o impacto na campanha à reeleição da investigação sobre a suposta atuação do parlamentar a favor do Banco Master em troca de “vantagens indevidas”. O encontro durou cerca de duas horas. Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi de “comum acordo” e chamou a reunião com Lula de “conversa entre amigos”.

 

AMIGOS de longa data – O senador Jaques Wagner é um dos mais longevos aliados políticos de Lula em Brasília. Amigos desde a década de 1970, eles são oriundos do movimento sindical — Lula, dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), e Wagner, dos trabalhadores da indústria petroquímica da Bahia. Jaques Wagner foi ministro do Trabalho e das Relações Institucionais no primeiro mandato de Lula. Em 2006, foi eleito governador da Bahia. Em 2010, reelegeu–se e conseguiu fazer seu sucessor em 2014: Rui Costa. Wagner foi ministro da Casa Civil da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e chegou a entregar o cargo em 2016 para que Lula fosse nomeado em seu lugar—- o que acabou impedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

LULA mira São e Minas – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um dia de importantes decisões sobre palanques para as eleições deste ano. Pela manhã, reuniu–se com a presidente do PT de Minas Gerais, a deputada estadual Leninha, além de representantes da direção nacional do partido. À tarde, recebeu o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB), para discutir a formação do palanque no estado. Sobre Minas, ficou decidido que o partido terá candidatura própria na disputa pelo governo. O anúncio do nome escolhido deverá ser feito nos próximos dias. Por nota, a deputada e presidente da sigla afirmou que a decisão ocorreu em comum acordo, após reunião da bancada federal mineira e integrantes da direção nacional da sigla. À tarde, por volta das 17h, Lula recebeu Haddad e França para discutir as eleições em São Paulo. Com a desistência de dois pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes — Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Ser ra (PSDB) —, PT e PSB passaram a divergir sobre o papel de Márcio França na disputa estadual. Enquanto os petistas avaliam que o ex-ministro do Empreendedorismo teria melhor desempenho como candidato a vice na chapa de Haddad, integrantes do PSB defendem o lançamento de França como candidato ao governo paulista, apresentando uma alternativa de centro para a disputa. A expec tativa nos bastidores era de que o encontro ajudasse a consoli dar os rumos da disputa paulis ta, depois de uma série de mo vimentações iniciadas quando Lula passou a defender a can didatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. O nome para compor esse palanque sempre foi tratado como uma das esco lhas pessoais do presidente, se gundo fontes palacianas.

 

‘ME TRATAM COMO IDIOTA’ – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou ter sido “desrespeitada” e “humilhada” pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Em tom de desabafo, ela gravou um vídeo de quase meia hora e o publicou nas redes sociais, no qual abre o jogo em relação ao conflito com o enteado. Segundo ela o desentendimento ocorreu no fim do ano passado, por causa de uma eventual aliança do PL com o pré-candidato Ciro Gomes no Ceará. Michelle contou que, numa ligação, Flávio foi ríspido e a desrespeitou. “Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido, que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, respondi que tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante e, então, eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, acrescentou. Michelle disse que considera ter sido “apunhalada” pelo enteado e criticou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que “plantam narrativas maldosas e mentiras descaradas” sobre ela, sobretudo após a prisão do marido. Após o vídeo da madrasta, Flávio fez uma live. Ele reiterou ter sido escolhido pelo pai para concorrer à Presidência. “A gente tem de ter cada vez mais consciência, cada vez mais sabedoria para vencer um dia de cada vez. Como toda campanha, a gente sabe que tem dias bons, que tem dias ruins, mas o que está em jogo no Brasil está muito acima de qualquer vaidade, muita acima de vencer qualquer discussão.” O senador destacou estar “sempre de coração aberto para todo mundo que quiser caminhar com a gente”.

 

APESAR dos vídeos de Michelle… – Apesar dos vídeos em tom duro de Michelle Bolsonaro (PL) contra seu enteado Flávio Bolsonaro (PL), que tiveram como estopim a eleição no Ceará, a campanha presidencial do senador não pretende recuar da aliança com Ciro Gomes (PSDB) no estado nordestino. São apresentados dois motivos para isso, segundo um aliado próximo de Flávio. O primeiro seria o aval dado pelo próprio Jair Bolsonaro para o apoio a Ciro, apesar de isso ser negado por Michelle. De acordo com um integrante da pré-campanha, o ex-presidente não apenas esteve ciente da aliança, mas também participou ativamente dela.

O segundo motivo, e mais importante, é a mensagem que Flávio pretende passar, de que é preciso ampliar seu arco de apoios para além do bolsonarismo raiz, numa eleição que promete ser apertada contra Lula. Para isso, ficar ao lado de Ciro é visto como algo estratégico, inclusive nacionalmente. No PL, a atitude de Michelle foi recebida com irritação, e não apenas pelo conteúdo do que ela disse, mas também pelo timing. Ela dividiu o noticiário num dia em que Lula sofreu o desgaste de ter de retirar do cargo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), alvejado pelo caso Master. Segundo um aliado de Flávio, Lula deveria agradecer à ex-primeira-dama.

 

FLÁVIO Bolsonaro pede desculpas a Michelle – O senador Flávio Bolsonaro pediu desculpas à madrasta, Michelle Bolsonaro, após um vídeo em que ela alega ter sido desrespeitada por ele. Flávio negou a intenção de ofensa e destacou seu respeito por Michelle. Ele também mencionou tentativas de contato não correspondidas e convidou Michelle para um encontro com líderes conservadoras, reiterando a abertura para diálogo. A situação ocorre em meio a tensões familiares e políticas no clã Bolsonaro.

 

 

VÍDEO de Michelle interrompe tentativa de trégua – O vídeo da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), em que ataca o presidencíável Flávio Bolsonaro (PL), interrompeu uma tentativa de trégua entre os dois, que vinha sendo costurada por aliados de ambos no partido. Para integrantes do PL, o posicionamento de Michelle inviabilizou qualquer armistício na família no curto prazo.

 

RELATOR mantido – O Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou, ontem, por unanimidade, o recurso da defesa de Jair Bolsonaro que pedia o afastamento do ministro tenente-brigadeiro do ar Joseli Camelo da relatoria do processo que pode resultar na declaração de indignidade para o oficialato do ex-presidente, com a consequente perda da patente de capitão reformado. A defesa buscava a suspeição de Joseli, alegando falta de imparcialidade para julgar a ação. Os advogados de Bolsonaro sustentavam que o tenente-brigadeiro teria se manifestado publicamente sobre a condenação do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da trama golpista — o que, segundo os defensores, comprometeria sua isenção. Os ministros do STM acompanharam o entendimento da presidente da Corte, ministra Maria Elizabeth Rocha. Ela já havia negado o pedido de suspeição de Joseli, em março deste ano, por considerá-lo “manifestamente improcedente”.

 

MORAES quer posição da PGR – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, ontem, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Jair Bolsonaro se manifestem, em 48 horas, sobre o possível cometimento de falta grave no cumprimento da pena. Isso porque o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária, admitiu em depoimento ter uma pistola em casa. A decisão do magistrado recorda que Bolsonaro cumpre execução penal. Moraes fundamenta a análise no artigo 50 da Lei de Execução Penal, que tipifica como falta grave a posse de “instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem” por parte do condenado. Moraes destaca que o reconhecimento dessa infração pode acarretar sanções, como a possibilidade de retorno ao regime fechado em unidade prisional, cessação do benefício humanitário, revogação de autorizações para trabalho externo e saídas temporárias, e a perda de até um terço dos dias já remi dos por trabalho ou estudo, além do reinício da contagem do prazo para progressão de regime.

 

PAPUDA terá de explicar pressão por delação – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a direção do Complexo Penitenciário da Papuda explique se Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, foi pressionado para falar sobre delação premiada. Isso porque há uma denúncia de que ele foi levado para prestar um depoimento informal, sem a presença de advogados. O caso foi trazido à tona pelos advogados do “Careca do INSS”. O suposto depoimento teria ocorrido depois de uma revista. Os defensores afirmam que na oitiva não autorizada pela Justiça, o cliente foi questionado se pretende firmar um acordo de delação premiada. Antônio Carlos está preso desde setembro do ano passado, acusado de operar o esquema de fraudes e descontos ilegais de beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

 

FOGO amigo – Na permanente rivalidade interna petista, prevaleceu a corrente que via a permanência de Jaques Wagner em cargo de tamanha visibilidade um enorme risco político. De nada adiantou a narrativa de que a saída do senador sinalizaria uma confissão de culpa. Tampouco se manteve de pé a justificativa apresentada pelo senador de que a compra de um imóvel em Salvador com o ex-sócio do banco Master foi um negócio entre amigos.

 

Palavras vãs – Particularmente em tempos de eleição, é curioso notar como a palavra de político pode ser vã. Na quinta-feira, dia da operação da PF que revelou o envolvimento de Wagner no escândalo Master, o senador disse em entrevista: “A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje e acho, sinceramente, muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim”

 

REPETECO – Para resistir em meio à tempestade, Wagner se apoia no passado. Lembra que foi alvo de busca e apreensão em 2018. E eleito senador mais votado pela Bahia. À época, o parlamentar era suspeito de irregularidades na gestão do estádio Fonte Nova. O caso foi arquivado no ano passado.

 

MAIS e melhor – O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um conjunto de deliberações para aprimorar o programa Agora Tem Especialistas, promovido pelo Ministério da Saúde. O plenário do TCU determinou que a pasta construa, em 120 dias, uma rotina de monitoramento sobre a execução financeira do programa, bem como a gestão de dados sobre as cirurgias realizadas. O voto do relator, ministro Bruno Dantas, identificou desigualdades regionais e inconsistências nas diversas etapas do programa.

 

ELA vem aí – A esposa do ex-governador do Distrito Federal e pré-candidato ao Senado Ibaneis Rocha (MDB), Mayara Rocha, anunciou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo Podemos. Nos bastidores do partido, Mayara é vista como um forte nome para fortalecer e ampliar a presença da legenda na Casa.

 

CAUSAS sociais – A ex-primeira-dama do DF foi secretária de Desenvolvimento Social durante a pandemia de covid-19. O Podemos aposta na atuação de Rocha em um período de crise sanitária, econômica e humanitária para ter um bom desempenho eleitoral. Aliados veem a esposa de Ibaneis como um dos nomes de potencial de votos dentro do grupo ligado ao ex-governador.

 

TENDÊNCIA – Em um meio predominantemente masculino, chama a atenção a iniciativa de mulheres de políticos engajadas na batalha das urnas. No Distrito Federal, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro é nome cada vez mais certo em outubro. No Paraná, a deputada federal Rosângela Moro, esposa do senador Sergio Moro, filiou-se ao PL e tentará a reeleição pelo estado do ex-juiz. Em Goiás, Gracinha Caiado (União), esposa do ex-governador Caiado, é pré-candidata ao Senado.

 

DEIXA o povo falar – O deputado Alencar Santana (PT-SP), presidente da Comissão Especial que analisou a proposta de emenda constitucional (PEC) pelo fim da 6×1 na Casa, quer a participação popular no debate. Além de divulgar uma plataforma digital sobre o tema, ele pretende promover ações de conscientização às sextas-feiras em pontos de grande circulação. Os voluntários distribuem materiais informativos e dialogam com a população sobre os impactos da jornada de trabalho na saúde, na qualidade de vida e no convívio familiar.

 

DIVERGÊNCIA – A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) discorda da pesquisa divulgada pelo Tribunal Superior do Trabalho sobre a precarização do trabalho entre motoristas e entregadores que atuam por meio de plataformas digitais. Para fundamentar a divergência, a Amobitec usa como referência uma pesquisa do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), divulgada no ano passado.

 

RENDA e trabalho O levantamento encomendado pela Justiça trabalhista ressalta os custos bancados pelos motoristas plataformizados – mais de R$ 5 mil mensais – e jornadas acima de 44 horas semanais. Já o estudo do Cebrap informa que os motoristas dedicam, em média, entre 19 e 27 horas por semana nos aplicativos, enquanto a jornada dos entregadores oscila entre 9 e 13 horas.

 

ESTABILIDADE – Em outra discordância com o TST, a Amobitec afirma que os rendimentos dos trabalhadores de plataforma são mais estáveis, pois os profissionais estariam menos vulneráveis à desocupação e a longos períodos de busca por trabalho.

 

UNIÃO Brasil terá lista de candidatos bolsonaristas – O União Brasil de São Paulo vai investir em uma lista de candidatos bolsonaristas para a Câmara dos Deputados, apesar de nacionalmente a legenda hoje tender à neutralidade. Devem concorrer para deputado federal no estado nomes como os vereadores paulistanos Rubinho Nunes e Adrilles Jorge, o influenciador fitness Renato Cariani e o jornalista Silvio Navarro, que trabalhou em veículos como Folha, Veja e Oeste e mais recentemente estava na rádio bolsonarista Auriverde Brasil.

A lista pode ganhar ainda o acréscimo do coach Pablo Marçal, caso consiga reverter a inelegibilidade declarada pela Justiça Eleitoral por causa de sua candidatura a prefeito de São Paulo em 2024. Neste caso, ele poderia se candidatar ao Senado ou a deputado federal, ajudando a puxar a legenda. Os postulantes à Câmara devem apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), com forte discurso antipetista e defesa de pautas como a segurança pública.

 

PRODUTORA de ‘Dark Horse’ contratou acusado de integrar PCC – O ICB (Instituto Conhecer Brasil), da empresária Karina Gama, contratou uma empresa de Alex Leandro Bispo dos Santos, 40, para instalar pontos de wi-fi em favelas da capital paulista. Segundo órgãos de inteligência da polícia, o empresário é membro relevante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado. Karina Gama ganhou projeção como dona da Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse” (azarão, em inglês), sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O nome da empresária também passou a ser alvo de questionamentos em razão de um contrato de R$ 108 milhões firmado entre o ICB e a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Foi nesse projeto com o município que a empresa de Santos, a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., foi subcontratada pelo ICB por até R$ 12 milhões para implantação de 2.000 pontos de wi-fi em comunidades das zonas oeste e sul da capital paulista.

 

FLÁVIO Bolsonaro planeja encontro com Milei – O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, deve viajar a Buenos Aires no início da próxima semana. De acordo com aliados, ele planeja se encontrar com o presidente Javier Milei e participar de um evento conservador promovido pelo argentino. O ultradireitista Milei é um aliado da família Bolsonaro e crítico do presidente Lula (PT). Em julho de 2024, Milei deixou de comparecer a uma cúpula do Mercosul no Paraguai para participar, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de uma conferência com conservadores em Balneário Camboriú.

 

OLHEIROS – A diplomacia brasileira vai acompanhar a participação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência pública do governo norte-americano para discutir a nova proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. De acordo com integrantes do governo, a embaixada do Brasil nos EUA já seguiria, como ouvinte, a reunião, da qual devem participar empresas brasileiras e norte-americanas. Mas agora vai conseguir monitorar o discurso do senador e pré-candidato em tempo real.

 

QUAL o verdadeiro foco – Após a reconciliação entre Edson Fachin e Gilmar Mendes, simbolizada por um abraço no STF, as tensões internas da Corte agora se concentram no caso Master e em decisões da Justiça Eleitoral. Gilmar Mendes criticou o momento da proposta do código de conduta de Fachin, mas indicou que o projeto será debatido e aperfeiçoado coletivamente. Os embates sobre o caso Master e a interferência do STF em decisões do TSE continuarão intensos

 

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