Uma experiência voltada à astronomia tomou conta do ginásio do CIEP nesta semana. Com projeções em 360 graus, vídeos imersivos e simulações espaciais, o Aurora Planetário começou a receber nesta segunda-feira, 25, alunos da rede municipal em uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação que pretende atender cerca de 3 mil crianças até o próximo dia 28.
A proposta busca aproximar os estudantes da ciência de forma prática e acessível. Segundo a secretária municipal de Educação, Sandra Pontes, o objetivo da ação é estimular o interesse dos alunos pelo conhecimento científico por meio da experiência visual e sensorial proporcionada pelo planetário móvel. “É o despertar da curiosidade científica, uma simulação do céu e do universo, a prática do que foi estudado na teoria, uma verdadeira imersão no conhecimento adquirido em sala de aula, onde eles poderão, de uma forma lúdica, visualizar constelações, planetas e galáxias”, destacou a secretária.
A supervisora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Lúcia Drekener, explicou que a atividade surgiu a partir de uma ideia construída ainda no ano passado e colocada em prática neste ano, em parceria com escolas da rede estadual, que auxiliaram na estrutura física para receber o projeto. “Estamos atendendo uma média de 300 crianças por turno. É uma experiência importante para as nossas crianças”, afirmou.
Do lado de fora da estrutura inflável, os estudantes aguardavam a entrada no planetário. No interior da estrutura, acompanhavam projeções do espaço, observavam estrelas, constelações e planetas enquanto ouviam explicações adaptadas para cada faixa etária.
Proprietária do Aurora Planetário, Graziela Mafessoni atua há seis anos levando experiências semelhantes para escolas e municípios. Segundo ela, o trabalho busca unir conhecimento e imaginação. “Cada sorriso, cada olhar… eles já entram encantados com o visual lá dentro. Ensinar de forma lúdica, falar um pouquinho sobre os planetas e passar conhecimento brincando é muito gratificante”, relatou.
A programação varia conforme a idade dos estudantes. Para os menores, o conteúdo é mais visual e introdutório. Já para os alunos maiores, o passeio inclui aprofundamento sobre o sistema solar, curiosidades astronômicas e simulações do universo. “Dependendo da faixa etária é o tipo de filme que a gente passa e o assunto que a gente se aprofunda. Quando são turmas maiores, fazemos uma viagem pelo universo utilizando aplicativos que simulam os planetas em tempo real”, explicou Graziela.
Além das projeções científicas, a atividade também inclui uma simulação de montanha-russa espacial, que provoca reações de surpresa e diversão entre os estudantes.
Para a supervisora Lúcia Drekener, a combinação entre aprendizado e entretenimento contribui para o envolvimento dos alunos com os conteúdos trabalhados. “Depois que saem daqui, comentam sobre o que aprenderam, sobre os planetas e também sobre a montanha-russa”, destacou.


