No futuro, quando estudarmos o passado, teremos vergonha de nosso presente.
Na república dos safados, os pecados são perdoados, se praticados pelos aliados.
América Latina, continentes voam, ela patina.
Na república dos safados, os aposentados são surrupiados, sem ter condenados.
Nas águas de quem oprime não navega quem liberta.
Na república dos safados, banqueiro salafrário cria milionários entre parlamentares e ministros togados.
Entre utopias, discursos e rapapés, nossas ideologias são cobertores que já não tapam nossos pés.
Na república dos safados, as malas das autoridades passam livres das vistorias alfandegárias.
O Brasil tem cerca de 11 mil quilômetros de costas para seus problemas. E as elites emitem emendas, mas não se emendam.
Na república dos safados, contatos e contratos são descobertos no centro e em ambos os lados.
