Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

sex, 3 de abril de 2026

Por Germano Rigotto: RESUMO DE SEXTA-FEIRA – 03/O4/2026             

Foto: Cedida
O texto abaixo está em

Edição de Chico Bruno

MANCHETES DOS JORNAIS

FOLHA DE S.PAULO – Vagas de um a dois salários mínimos puxam 87% da alta no emprego desde 2023

O ESTADO DE S.PAULO – Lula ameaça anular leilão de gás com ágio de 100% da Petrobras

O GLOBO – Pacote para o diesel, gás e frete sofre resistências e liga alerta no governo

Valor Econômico – Não circula hoje

CORREIO Braziliense – Governo convocará 7 mil novos servidores públicos

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia

PAÍS pobre e desigual – Os trabalhadores que ganham entre um e dois salários mínimos representaram sozinhos 87,3% do crescimento da população ocupada entre 2023 e 2025, em um movimento que criou empregos no mercado de trabalho para pessoas que estavam desocupadas, segundo especialistas. Em três anos, houve um aumento de 4 milhões no número de ocupados formais e informais nessa faixa de renda, enquanto a ocupação como um todo cresceu 4,6 milhões, segundo dados do IBGE. Esse novo retrato é considerado positivo por especialistas em mercado de trabalho porque a taxa de desemprego entre os mais pobres é bem mais elevada. Ou seja, foram criados empregos principalmente para uma parcela da população que tradicionalmente sofre mais com a desocupação. A melhora na base da pirâmide mostra que estamos gerando vagas que não exigem tantas habilidades, relacionadas a comércio e serviços, e o mercado está aquecido para ocupações que exigem menos qualificação e pagam menos. Apesar do aumento dos empregos na faixa entre um a dois salários não há motivo para grandes comemorações. Mais de 70% da população ocupada no Brasil ganha até dois salários. É o reflexo de um país pobre e desigual, cenário do qual não vamos sair sem reformas de longo prazo.

VIRADO na porra – Pressionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cancelar o leilão de gás de cozinha (GLP), realizado no último dia 31, a Petrobras está numa “sinuca de bico” para resolver o impasse, já que o certame foi concluído e as entregas começaram a ser feitas à zero hora do dia 1º, já com os novos preços. O leilão teve ágio de mais de 100%, e até antes da próxima segunda-feira, 6, segundo pessoas do setor, as 70 mil toneladas vendidas já terão sido entregues. Nesta quinta-feira, 2, Lula afirmou em entrevista à TV Record da Bahia que vai anular o leilão, que classificou como “cretinice” e “bandidagem”. Segundo ele, o certame foi feito sem a orientação do governo. “Foi feito um leilão, com cretinice e bandidagem que fizeram com o óleo diesel. As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: ‘Não vamos aumentar o GLP’. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras. Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão. O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, disse.

RESISTÊNCIA a pacote – Enquanto o governo tenta costurar um pacote de medidas para deter o impacto da guerra no Oriente Médio nos preços dos combustíveis no Brasil, grandes companhias de distribuição de combustíveis do país decidiram não aderir à subvenção ao óleo diesel. A resistência pode enfraquecer as medidas do governo e por isso preocupam o Planalto. O risco é pressionar a inflação e impulsionar eventuais manifestações de caminhoneiros país afora. Após as queixas das empresas, a equipe econômica admitiu, reservadamente, a possibilidade de ajustes na subvenção, e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que regula o setor, informou que fará consulta pública sobre o programa.

NOVOS servidores – “Nossa expectativa é convocar aprovados ao longo de todo o ano”, destacou a ministra da Gestão, Esther Dweck, ao reforçar que uma das metas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) é democratizar o acesso ao serviço público. “Quanto mais diversidade, melhores serão as políticas públicas”, ressaltou sobre a aprovação por meio de cotas, que chegou a 45%. A participação feminina também avançou, de 37% na primeira edição do concurso, para 48,4%, no mais recente.

LULA e Alckmin reagem aos EUA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), reagiram, ontem, ao relatório produzido pelo governo dos Estados Unidos que aponta o sistema de pagamentos Pix como uma das barreiras impostas pelo Brasil ao comércio norte-americano. Lula enfatizou que nenhum país nem “ninguém” vai alterar o funcionamento do método de pagamento instantâneo criado pelo país. “Os Estados Unidos fizeram um relatório, nesta semana, sobre o Pix, e eles disseram que distorce o comércio internacional, porque o Pix, acho que, cria problemas para a moeda deles. É importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir: o Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, enfatizou. “O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix para que, cada vez mais, ele possa atender às necessidades de mulheres e homens deste país.” A declaração ocorreu durante visita do presidente às obras do VLT em Salvador. Ele já se encaminhava para o fim do discurso quan do o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, se aproximou e disse: “Fala o negócio do Pix”. O documento dos EUA foi publicado pelo escritório de representação comercial da Casa Branca (US TR). Nele, a gestão norte-americana aponta o que chamou de “tratamento preferencial ao Pix, que prejudica os fornecedores de serviços de pagamentos eletrônicos dos EUA”. Na avaliação de Alckmin, as críticas de Washington não geram preocupações para o Brasil.

FACHIN rebate EUA – O Supremo Tribunal Federal (STF) saiu em defesa das instituições brasileiras após a repercussão de um relatório do Comitê do Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. O documento, que aponta supostas violações à liberdade de expressão no Brasil com efeitos extraterritoriais, foi classificado pela Corte como uma peça baseada em “caracterizações distorcidas”. Em resposta, o tribunal prepara esclarecimentos diplomáticos para restituir a “leitura objetiva dos fatos” junto ao Congresso americano. O documento, intitulado “O ataque à liberdade de expressão no exterior: o caso do Brasil”, está em sua 3ª parte — as anteriores são de abril e maio de 2024 — e contém 85 anexos com decisões do ministro Alexandre de Moraes. Presidido pelo deputado republicano Jim Jordan, o comitê afirmou que as ordens judiciais visam silenciar opositores políticos e podem interferir nas eleições de outubro de 2026. Segundo nota oficial do presidente do STF, ministro Edson Fachin, a Corte e seus integrantes “primam pela defesa da independência entre os Poderes e autoridade de suas decisões”. O texto reforçou que os magistrados seguem rigorosamente os preceitos da Constituição de 1988, que incorporou um sistema robusto de proteção às liberdades de informação e imprensa.

“QUEM defende ditadura não deveria ser candidato” – Confirmado na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para buscar a reeleição, o vice-presidente Geraldo Alckmin alfinetou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto. Ao comentar o cenário eleitoral, Alckmin relativizou a queda de Lula nas pesquisas — o chefe do Executivo aparece empatado com Flávio. Ele destacou que os levantamentos que “vão valer mesmo” serão os realizados no período de campanha. “O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha eleitoral, porque as pessoas vão poder comparar os governos. De um lado, quem defende a democracia — nós salvamos a democracia em 2022 versus o autoritarismo — de quem defende a ditadura”, afirmou. “Quem defende ditadura não deveria ser candidato”, acrescentou, durante um café da manhã com jornalistas, no Ministério do Desenvolvimento, Indú tria, Comércio e Serviços (Mdic).

REBAIXAMENTO do BRB eleva preocupação no mercado – O rebaixamento pela Moody’s das notas de crédito do Banco de Brasília (BRB) para CCC+ — que significa risco de calote — escancara os problemas para o banco público se capitalizar e coloca o mercado financeiro em alerta devido aos problemas recentes de vários bancos médios, como Master, liquidado em 18 de novembro de 2025, pelo Banco Central. A Moody’s não é a primeira das três agências de classificação de risco norte-americanas a rebaixar o BRB. A Fitch realizou dois rebaixamentos no fim de 2025 e, em março deste ano, foi a vez da Standard & Poor’s. A justificativa da Moody’s sobre a medida indica a necessidade de injeção de capital no banco, além do problema da não entrega dos balanços dentro do prazo regulamentar, que venceu em 31 de março. De acordo com Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, o mercado financeiro está bastante preocupado com o BRB, ainda mais depois do desfalque bilionário do Master no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ele, inclusive, fez um alerta sobre o risco sistêmico para o mercado de crédito dos bancos médios, financiado pelos investidores que aplicam em Certificados de Depósito Interbancário (CDBs). “Os investidores estão muito reticentes em aplicar nos CDBs de bancos médios. E isso vai ter um efeito bem duradouro no mercado”, previu.

MUITO demorado – Os rebaixamentos nas notas de risco do BRB feitos pelas três agências norte-americanas demoraram a chegar, na avaliação de um especialista desse segmento que pediu anonimato. Conforme avalia, as agências acabaram ignorando todo o imbróglio envolvendo o Master, que, pelas investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero, foram identificadas R$ 12,2 bilhões em fraudes na venda de carteiras de crédito podres ao BRB, divulgados no mesmo dia da liquidação do Master, em novembro passado.

SEM transparência – Analistas ainda lembram que o novo rebaixamento do BRB confirma a teoria do mercado financeiro de que a gestão anterior da instituição controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) foi pouco transparente e colocou, segundo analistas, o banco à beira da falência. Ibaneis deixou o governo nesta semana para disputar uma vaga ao Senado, mas isso não vai impedi-lo de ser questionado sobre a gestão do BRB na campanha eleitoral.

NÚMEROS confusos – Para analistas, entre os motivos do atraso na divulgação do balanço do BRB estão as dificuldades da instituição para contabilizar os ativos, após a compra de R$ 12,2 bilhões da carteira de créditos podres do Master, identificados pelas investigações da PF na Compliance Zero, que culminou na liquidação do banco de Daniel Vorcaro. “O Master sobrevalorizava os ativos e, agora, o BRB está com dificuldade para saber o quanto tem de bens saudáveis que podem colocar no balanço”, apostou um analista do mercado financeiro que pediu anonimato.

BURACO no FGC – A liquidação do BRB não é do interesse dos associados do Fundo Garantidor de Crédito — ou seja, os bancões públicos e privados que mais contribuem para o FGC. Eles não têm o menor interesse em bancar mais uma liquidação de banco médio, corroendo quase metade dos recursos do fundo novamente. Em junho de 2025, a liquidez do FGC era de R$ 121 bilhões. A quebra do Master e de várias subsidiárias provocaram um rombo de, pelo menos, R$ 52 bilhões em indenizações para correntistas e investidores — até o momento. A liquidação do BRB deveria provocar uma descapitalização do fundo de tamanho semelhante, segundo analistas. Eles citam os últimos dados do BRB enviados ao Banco Central, que indicando que R$ 53,6 bilhões em depósitos na instituição poderiam ser cobertos pelo FGC, respeitando o limite de R$ 250 mil para cada pessoa física ou jurídica.

FEDERALIZAÇÃO descartada – O Ministério da Fazenda deu vários sinais de que o governo não tem interesse em federalizar o BRB. E na avaliação economista e consultor Roberto Luis Troster, ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), isso faz todo o sentido, dado o tamanho do banco. “O BRB não é um banco importante para o desenvolvimento nacional, como eram os casos do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia, que foram federalizados. Não faz o menor sentido fazer o mesmo com o BRB. O banco precisa ser capitalizado”, explicou.

DISSE me disse – Servidores do BRB teriam, supostamente, vazado uma lista de colaboradores que seriam demitidos, devido a intenção da governadora Celina Leão em afastar todos aqueles ligados ao caso do Master. Há quem diga que ela tem sido pressionada a demitir alguns servidores e entregar o relatório sobre o caso.

OUTRO lado – Já o BRB rechaçou a suposta demissão de empregados do BRB supostamente envolvidos nos fatos investigados pela Compliance Zero. “O banco aguarda a conclusão do mesmo e destaca que a antecipação de imputação de responsabilidade de qualquer empregado é leviana”, disse. Inclusive, de acordo com fontes ligadas à instituição, nem existiria a tal “demissão sumária”.

INDEFINIÇÃO – A situação eleitoral da ex-ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, permanece indefinida. Nos bastidores, PT e PSB afirmam não conversar com ela sobre uma candidatura ao Senado por São Paulo — sobretudo, por causa da chegada da ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet ao partido de João Campos para a disputa da mesma vaga. Na Rede Sustentabilidade só há orçamento para uma campanha de Marina à Câmara. Fontes no PT afirmam que a ex-ministra deve ficar na Rede, o que indicaria disputa à reeleição como deputada.

AMPLIADA a área contra drones – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, ontem, a ampliação do perímetro de proibição de voos de drones nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro — que cumpre prisão domiciliar humanitária, por 90 dias, pela condenação por chefiar uma quadrilha que tentou dar um golpe de Estado no país. Na primeira decisão, o magistrado havia fixado um raio de 100m, que, agora, foi ampliado para 1km. A alteração foi determinada depois de um ofício da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ser enviado ao STF com uma reavaliação da restrição anterior. O comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Allenson Nascimento, pediu na quarta-feira uma reavaliação de perímetro depois de receber dados técnicos sobre a segurança da área.

DEFESA quer incluir cuidador – A defesa de Jair Bolsonaro encaminhou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, seja autorizado a atuar como cuidador do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar. Os advogados pedem que o nome de Carlos Eduardo seja incluído no rol de pessoas autorizadas a frequentar a residência no Jardim Botânico, em Brasília, sem necessidade de autorização prévia do tribunal a cada visita.

QUERIDINHO do Valdemar – Escolhido para ser puxador de votos em SP para a Câmara dos Deputados, Renato Bolsonaro (PL) tem gerado ciumeira entre outros pré-candidatos do PL. O irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro será o número 2222 nas urnas. A decisão foi tomada no ano passado e anunciada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto. Mas alguns políticos ainda brigavam pelo número. Na eleição, a dobradinha do número usado pelo candidato à Presidência é vista como o “filé mignon” na campanha. Por isso, a disputa para herdar o número usado por Eduardo Bolsonaro nas últimas eleições. A principal crítica é que Renato Bolsonaro não tem expressividade política. Das oito vezes em que foi candidato, venceu apenas uma: em 1996, foi eleito vereador por Praia Grande (SP). Tanto é que ganhou a pecha de “ruim de voto”.

Nomes de peso do PL reclamam que ele já chega como preferido e “senta na janela”.

O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, decidiu deixar o governo Lula nesta quinta-feira (2), e auxiliares do presidente afirmam que ele deve tentar concorrer ao Senado por São Paulo, pelo PSB. Pessoas próximas ao ministro afirmam que sua candidatura ainda não está fechada e que o objetivo dele é reforçar a campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. O PSB já filiou a também ministra Simone Tebet (Planejamento), que está deixando o governo para disputar as eleições e anunciou que será candidata ao Senado por São Paulo. A decisão de França foi tomada após reunião com Lula na tarde desta quinta. Segundo relato, o presidente deu aval à decisão do aliado e reconhece que França é uma liderança importante no estado. O ministro estava cotado para assumir a pasta da Indústria e Comércio (MDIC) no lugar de Geraldo Alckmin, que também deixa seu posto à frente do ministério. Ele é do PSB e será candidato à reeleição como vice na chapa de Lula.

SEM pirotecnia – A Polícia Federal analisa movimentações financeiras sobre desvios no INSS para descobrir se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi beneficiário final de recursos sob suspeita. Os investigadores, porém, querem evitar uma quebra de sigilo mais ampla, que poderia ser interpretada como uma devassa sobre o filho do presidente da República. Lulinha teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por ordem do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da própria PF. Não houve, no entanto, nenhuma quebra de sigilo das empresas que pertencem ao filho do presidente.

OSTENTAÇÃO – Diante de documentos revelados pela Folha que indicam o uso de aviões de empresas ligadas a Daniel Vorcaro, do Banco Master, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci, o escritório Barci de Moraes, do qual ela é sócia, afirmou que “contrata diversos serviços de táxi aéreo”.

Mas a justificativa foi recebida com surpresa entre grandes escritórios do país, que consideram incomum o hábito de pagar jatinhos para as viagens de advogados e sócios. A compra de passagens em rotas regulares operadas pelas companhias aéreas é a prática mais utilizada para os deslocamentos a trabalho, porque sai mais barato do que o aluguel de jatos privados. Segundo advogados ouvidos pela reportagem, até mesmo nos escritórios que atuam em causas milionárias o orçamento com viagens não comporta gastos tão elevados.

INVESTIGAÇÃO rastreia fundos de Vorcaro – Investigadores rastreiam fundos no exterior ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, focando em paraísos fiscais, como Dubai, em meio a negociações de delação premiada. A investigação, centrada em suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB), busca assegurar a devolução de ativos como parte do acordo. Estima-se que Vorcaro tenha R$ 10 bilhões fora do país, complicando as tratativas devido ao montante que precisará devolver.

VIAGENS nebulosas – O ministro do STF, Dias Toffoli, viajou em julho de 2022 em um jatinho de uma empresa ligada a Daniel Vorcaro, ex-sócio do Banco Master, diz a Folha de S. Paulo. A viagem, que gerou deslocamento de seguranças do TRT, ocorreu antes de Toffoli deixar a relatoria de um caso no STF envolvendo o banco. O caso tem relação com um relatório da Polícia Federal entregue ao presidente do STF, Edson Fachin.

MAL-ESTAR no STF – Um impasse no STF sobre a gestão de Edson Fachin e o escândalo do Banco Master bloqueia a aprovação de um plano administrativo. A proposta de um código de conduta, defendida por Fachin, enfrenta resistência de ministros como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Tais divergências expõem divisões internas, com Fachin e Cármen Lúcia liderando um grupo pró-transparência, enquanto Moraes e Dino formam outro núcleo de influência.

ESPERANDO aprovação – O presidente Lula reafirmou a intenção de criar o Ministério da Segurança Pública, atrelando sua viabilização à aprovação da PEC da Segurança Pública, que

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