Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

sáb, 25 de abril de 2026

O olhar da psicopedagoga Angélica Rodrigues Vega sobre formação e autonomia

Educar para o trabalho

O texto abaixo está em

No Dia do Trabalhador, refletir sobre a relação entre educação e mercado de trabalho é também pensar no desenvolvimento humano desde os primeiros anos de vida. Para a professora e psicopedagoga Angélica Rodrigues Vega, o trabalho vai além da atividade profissional,  ele está ligado à construção da autonomia e da identidade.

Segundo ela, ainda na infância, experiências que envolvem responsabilidade, convivência e aprendizado contribuem para formar indivíduos mais preparados para a vida. Ao longo da infância e da adolescência, esse processo se intensifica, estimulando o pensamento crítico e a capacidade de adaptação.

Mais do que transmitir conteúdos, a escola precisa aproximar os alunos do mundo real. Projetos, palestras, vivências e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais são ferramentas importantes nesse processo.

“É fundamental investir em uma formação que promova adaptação e aprendizado contínuo, acompanhando as transformações do mercado”, destaca.

Angélica ressalta que a formação de um bom profissional não se limita ao currículo tradicional. O contato com diferentes áreas desde cedo amplia a visão de mundo dos alunos e contribui para escolhas mais conscientes no futuro.

Competências como resiliência, colaboração e autogestão, segundo ela, são essenciais para lidar com desafios e atuar de forma eficiente no ambiente de trabalho.

O papel da psicopedagogia

A psicopedagogia tem papel importante na construção da autonomia, da autoestima e da capacidade de tomada de decisões. “A ideia é formar sujeitos mais conscientes, reflexivos e preparados para assumir responsabilidades”, explica.

Além disso, habilidades como empatia, comunicação assertiva, flexibilidade e gestão de conflitos ganham cada vez mais espaço no cenário profissional atual.

Para Angélica, os educadores têm papel fundamental ao estimular o protagonismo dos alunos e criar espaços de aprendizagem mais participativos. Ela também observa mudanças no perfil dos jovens, que hoje buscam mais propósito no trabalho e têm maior conexão com a tecnologia, mas ainda enfrentam desafios como a exigência de experiência.

Com experiência na educação básica, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e em atendimentos psicopedagógicos, a profissional defende uma formação contínua e integral.

“Educar é formar cidadãos autônomos, críticos e resilientes. Esse é o verdadeiro sentido do nosso trabalho”, conclui.

 

NO AR
Rádio RCC