O basquete brasileiro está de luto. Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, o ex-jogador Oscar Schmidt, considerado o maior nome da história da modalidade no país.
De acordo com informações confirmadas por veículos nacionais, Oscar passou mal em sua residência, em Santana de Parnaíba (SP), e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana. Ele deu entrada já em parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O ex-atleta deixa a esposa, Maria Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie.
O eterno “Mão Santa”
Conhecido mundialmente como “Mão Santa”, apelido que simbolizava sua impressionante precisão nos arremessos, Oscar construiu uma trajetória marcada por talento, longevidade e amor ao esporte.
Nascido em Natal (RN), em 1958, ele teve uma carreira de quase três décadas e se tornou um dos maiores pontuadores da história do basquete mundial, com quase 50 mil pontos somados entre clubes e seleção.
Mesmo sem atuar na NBA, recusando propostas para seguir defendendo a seleção brasileira, consolidou seu nome como ídolo nacional e referência internacional.
Legado no esporte mundial
Oscar Schmidt disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e é até hoje um dos maiores cestinhas da história da competição. Também brilhou em clubes do Brasil e da Europa, com passagens marcantes pela Itália e Espanha.
Entre suas maiores conquistas, destacam-se:
- Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos
- Participações em Mundiais e Olimpíadas como protagonista
- Inclusão no Hall da Fama do basquete mundial
Seu estilo ofensivo, aliado à dedicação extrema, fez dele um símbolo de excelência esportiva.
Luta contra a doença
Desde 2011, Oscar enfrentava um câncer no cérebro, passando por cirurgias e tratamentos ao longo dos anos. Em momentos recentes, chegou a afirmar que havia superado a doença, embora seguisse sob cuidados médicos.
Repercussão e despedida
A morte do ídolo gerou forte comoção no meio esportivo. Jornalistas, ex-atletas e personalidades destacaram não apenas o talento dentro das quadras, mas também sua personalidade marcante e sua contribuição para o crescimento do basquete no Brasil.
Oscar Schmidt deixa um legado eterno — não apenas como o maior jogador da história do basquete brasileiro, mas como um dos maiores nomes do esporte mundial.
