Santana do Livramento reafirmou seu protagonismo no cenário cultural gaúcho com a realização do Festival Canto ao Pampa 2026, um evento marcado pela força das tradições, pela representatividade artística e pela emoção que tomou conta do público durante toda a programação. O festival teve sua noite final no CTG Fronteira Aberta neste sábado (11 de abril de 2026), consolidando-se como um dos maiores acontecimentos culturais recentes da fronteira Brasil–Uruguai.
O evento — realizado pela Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura, Governo Federal, Secretaria de Cultura do RS e Pró‑Cultura RS, com incentivo do Governo do Estado do Rio Grande do Sul — foi viabilizado pelo CTG Fronteira Aberta através do Patrão Luiz Botino e toda a patronagem, que abriram suas portas para receber artistas, músicos, jurados, visitantes e amantes da cultura nativista.
A produção geral ficou a cargo da Engaja Assessoria, com a Direção de Produção de Elder Vieira e Produção Executiva de Maiara Barp Vieira, que conduziram o festival com organização, cuidado e profissionalismo. A Expand Libras também teve papel fundamental, garantindo acessibilidade por meio de intérpretes de Libras e monitoria especializada durante todo o evento.
Além disso, todo o festival contou com transmissão ao vivo pelo YouTube, ampliando o alcance da iniciativa e levando a força do Pampa a espectadores de diversas regiões do Brasil e do exterior.
Abertura e Encerramento de Alto Nível
A grande final iniciou com um show emocionante de Analise Severo, uma das principais intérpretes da música gaúcha, que contou com a participação especial de Jean Kirchoff, artista igualmente consagrado nos festivais nativistas.
O encerramento ficou por conta de Cristiano Quevedo, referência da música regional, que subiu ao palco acompanhado da jovem e talentosa Maria Alice, natural de Sant’Ana do Livramento. Juntos, entregaram uma apresentação marcante, à altura da trajetória do festival.
O corpo de jurados foi formado pelos artistas Analise Severo, Cristiano Quevedo, Jean Kirchoff, Maria Alice e Rogério Villagran, que avaliaram as obras com rigor técnico, sensibilidade e profundo conhecimento do cancioneiro gaúcho.A força das composições finalistasO festival recebeu um grande número de canções inscritas, um indicativo da relevância e do respeito conquistados pelo evento. Selecionar apenas 12 finalistas foi um grande desafio para os jurados, diante da qualidade artística apresentada.
As canções classificadas para a grande final foram:
No Corredor
La Zamba Que Hizo Volver
Assovio de Reculuta
Atulhado
Florcita Del Camalote
Um Milongão da Fronteira
Compromisso
Folga da Estância
Me Dá uma Mão
Milonga Frontera
Sina de Tapera
Belicosa
Cada obra trouxe à cena a poesia, os ritmos, as paisagens e os valores que compõem a identidade do gaúcho e a alma da fronteira.Premiações – Reconhecimento à excelência
O momento mais esperado da noite foi marcado pela entrega dos troféus às composições e artistas que mais se destacaram. Os premiados foram:
Premiações Gerais
1º Lugar: Atulhado
2º Lugar: Florcita del Camalote
3º Lugar: Me Dá uma Mão
4º Lugar: Compromisso
Premiações Especiais
Música Mais Popular: Um Milongão de Fronteira
Melhor Letra: Compromisso
Letra Mais Campeira: Atulhado
Melhor Melodia: Florcita del Camalote
Melhor Arranjo: Me Dá uma Mão
Melhor Conjunto: Belicosa
Melhor Intérprete: Ângelo Franco
Melhor Apresentação de Palco: Um Milongão de Fronteira
Troféu Destaque: Jeferson Ferreira
Melhor Instrumentista: Guilherme Castilhos e Gabriel Belissaro
Troféu Revelação: Bruna Gonçalves
Um marco para a cultura da fronteiraO Festival Canto ao Pampa 2026 simboliza o fortalecimento da tradição nativista na região, recolocando Sant’Ana do Livramento e toda a fronteira gaúcha em evidência no calendário dos grandes festivais do Rio Grande do Sul.
A expressividade das obras apresentadas, a participação de artistas renomados, a presença de jovens talentos e o comprometimento do público demonstram que a fronteira vive um momento de renovação e valorização cultural.
Com o sucesso desta edição, a intenção dos organizadores é ampliar ainda mais o festival nos próximos anos, tornando-o uma referência estadual e nacional, com maior estrutura, novas atrações e ainda mais impacto cultural.
A soma da tradição, inclusão, acessibilidade, transmissão digital, diversidade musical e valorização dos artistas formou um festival completo — não apenas um concurso, mas uma celebração da identidade do povo fronteiriço.
O Canto ao Pampa 2026 deixa um legado de união, reconhecimento e fortalecimento da cultura gaúcha, abrindo caminho para novas edições e novos encontros em torno da música, da poesia e do espírito do Pampa.

