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sex, 17 de abril de 2026

Em São Leopoldo, Zucco apresenta diagnóstico do RS e defende modelo de gestão mais eficiente

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Pré-candidato ao governo do Estado pelo PL participou do ACIST-SL em Debate e abordou cenário econômico, infraestrutura e propostas para o Estado_

O deputado federal e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), foi o palestrante da edição do ACIST-SL em Debate, nesta sexta-feira (17), em São Leopoldo. O evento, promovido pela Associação Comercial, Industrial, Serviços e Tecnologia (ACIST-SL), reuniu lideranças do Vale do Sinos e representantes da imprensa na sede social da entidade.

Na abertura, o prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco, agradeceu os recursos destinados pelo parlamentar ao município, destacando o investimento de cerca de R$ 2 milhões para aquisição de um tomógrafo para o Hospital Centenário. Segundo ele, o equipamento deve “revolucionar o atendimento aos pacientes, reduzir filas de espera e agilizar procedimentos, especialmente na área oncológica”.

Durante a palestra, Zucco fez um breve resgate de sua trajetória política. Nascido no Alegrete, foi criado na Serra Gaúcha e também morou em Porto Alegre. Estreou na política em 2018 e foi o mais votado no Rio Grande do Sul na disputa à Assembleia Legislativa. Quatro anos depois, novamente foi o mais votado do Estado na eleição para a Câmara dos Deputados.

O parlamentar também citou iniciativas de seu período como deputado estadual, como a defesa das escolas cívico-militares e projetos voltados ao tratamento do câncer infantil. Já sobre a Câmara Federal, ressaltou sua atuação como líder da oposição ao governo Lula e a articulação contra projetos como as tentativas de aumento de impostos, além da presidência da CPI do MST.

Ao abordar o cenário do Rio Grande do Sul, Zucco apontou a perda de protagonismo econômico e social do Estado. “O RS é o estado que menos cresceu nos últimos 20 anos. Já fomos referência em áreas como educação e hoje ficamos para trás”, disse. Ele também mencionou problemas de infraestrutura, como o fato de que “75% das rodovias estão em péssimo estado” e as ferrovias deterioradas.

Na área da educação, o deputado mencionou os indicadores de alfabetização e seus impactos na economia. “Hoje somos o 25º estado entre 27 em alfabetização. Isso ajuda a explicar por que 85,5% das indústrias relatam falta de mão de obra qualificada”, afirmou, citando levantamento da Fiergs. Zucco também fez críticas ao modelo de concessões adotado no Estado. “Sou favorável às concessões, mas não nesse formato, sem diálogo, sem transparência e com custo elevado para o cidadão”, disse.

“Sabemos que coisas positivas foram feitas, sobretudo na agenda fiscal, e daremos sequência a isso. Por outro lado, temos problemas históricos que não foram resolvidos. O gaúcho quer uma virada de página: sair só dos ajustes e entrar no crescimento”, acrescentou.

Ao apresentar suas ideias, defendeu uma gestão mais eficiente e próxima da realidade regional. “O governo não pode atrapalhar, tem que facilitar. Precisamos olhar para cada região com suas particularidades, seus problemas e potencialidades”, afirmou. “O desenvolvimento do Estado passa por fortalecer cada região com base naquilo que ela tem de melhor.”

O pré-candidato também destacou a necessidade de maior articulação política em Brasília. “Precisamos ter voz e força para defender projetos como a duplicação da BR-290, a extensão da BR-448 e medidas de apoio aos nossos agricultores.” Essas demandas, além da dívida com a União, lembrou Zucco, fazem parte de um documento entregue ao pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, que já se comprometeu em estar atento a esses temas se vencer as eleições.

Por fim, Zucco ressaltou a construção de uma aliança política e o processo de escuta da população por meio do projeto Força Gaúcha, para construção do plano de governo. “Formamos uma aliança forte, unida e alinhada em valores. Já estamos ouvindo lideranças, especialistas e a população para identificar necessidades e apontar soluções para os principais problemas do Estado”, afirmou. “É o povo que faz o Rio Grande.”

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