As intolerâncias alimentares têm sido cada vez mais observadas na prática clínica e estão associadas a manifestações que impactam diretamente o bem-estar e a rotina da população. No contexto do Dia da Saúde, o tema ganha destaque pela relação com hábitos alimentares, qualidade de vida e funcionamento do sistema digestivo.
Os sintomas mais frequentes incluem dor abdominal, distensão, sensação de inchaço, gases e alterações no hábito intestinal, como diarreia ou constipação. Essas manifestações costumam ocorrer após a ingestão de determinados alimentos e podem variar conforme o organismo, a quantidade consumida e a frequência da exposição.
Entre as condições mais conhecidas estão a intolerância à lactose e a sensibilidade ao glúten. A primeira está relacionada à dificuldade na digestão do açúcar presente no leite e seus derivados, enquanto a segunda envolve reações do organismo a proteínas encontradas em cereais como trigo, cevada e centeio. Em ambos os casos, os sintomas podem apresentar diferentes intensidades e nem sempre são imediatamente associados à alimentação. Vale ressaltar que existem diversas outras intolerâncias e condições gastroenterológicas relacionadas a alimentação que merecem muita atenção.
A identificação dessas condições exige avaliação clínica detalhada, considerando histórico do paciente, padrão alimentar e frequência dos sintomas. A relação entre ingestão de determinados alimentos e o surgimento de desconfortos é um dos principais elementos analisados durante a investigação.
O diagnóstico pode envolver exames laboratoriais específicos, testes de exclusão alimentar e, em determinadas situações, procedimentos endoscópicos. Existem hoje exames muito modernos que auxiliam no diagnóstico dessas intolerâncias como por exemplo e teste respiratório de hidrogênio expirado. Nesse exame, é investigado diversas condições clínicas com um aparelho que consiste em assoprar em um equipamento que consegue mensurar os gases exalados pelo nosso organismo, explica o Dr. Dionatha Liska. Esses métodos auxiliam na análise do trato digestivo e na exclusão de outras doenças com sintomas semelhantes, contribuindo para maior precisão na definição do quadro clínico.
A adoção de dietas restritivas sem orientação profissional não é recomendada, uma vez que pode resultar em deficiências nutricionais e dificultar a identificação correta do problema. A conduta adequada depende da avaliação individualizada e da definição de estratégias que considerem as necessidades de cada paciente.
Além do impacto físico, as intolerâncias alimentares também podem influenciar em aspectos sociais e comportamentais, especialmente em situações que envolvem alimentação fora de casa ou mudanças na rotina alimentar. Por esse motivo, o acompanhamento adequado contribui para a adaptação às restrições necessárias e para o controle dos sintomas.
No Dia da Saúde, o tema chama atenção para a necessidade de observar sintomas persistentes e buscar avaliação médica especializada. O diagnóstico adequado orienta o manejo das intolerâncias alimentares e a adaptação da dieta.
Doutor Dionatha Liska
Gastroenterologista e Endoscopista
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