O mês de abril é dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e tem como objetivo combater o preconceito, informar a sociedade e promover a inclusão de pessoas autistas. A data, lembrada em todo o mundo, integra o calendário das cores na saúde e é conhecida como Abril Azul. A campanha, além de mobilizar a sociedade, também convida à reflexão os futuros profissionais da área da saúde, que precisam desenvolver competências como empatia, ética e cuidado integral no atendimento ao paciente.
Conforme a orientadora educacional do Senac Santana do Livramento, Carmem Helena Paim dos Santos, no curso Técnico em Enfermagem os alunos participam de simulações e atividades voltadas ao atendimento de pacientes com diferentes perfis, incluindo pessoas com TEA. “Sempre que possível, levamos os alunos para realizar atendimentos à população, oportunizando a aplicação prática das habilidades de comunicação, manejo comportamental e tomada de decisões trabalhadas em sala de aula”, explica.
Para ela, discutir inclusão no contexto da saúde é essencial, já que o cuidado vai além do aspecto clínico e envolve diferentes formas de comunicação, percepção sensorial e interação social. “A inclusão e a empatia garantem um atendimento mais seguro, respeitoso e afetivo, reduzindo barreiras e promovendo vínculos. São pequenas atitudes que fazem diferença no dia a dia”, afirma.
O técnico em Enfermagem tem papel fundamental nesse processo, atuando no acolhimento, na execução dos cuidados, na observação do comportamento e na mediação da comunicação entre paciente, família e equipe de saúde. “É um profissional-chave para garantir segurança, conforto e continuidade do cuidado, pois possui um olhar atento e preparado para esse tipo de atendimento”, destaca a orientadora.
Durante a formação, os alunos também são preparados para lidar com diferentes realidades, aprendendo a reconhecer singularidades e adaptar suas práticas conforme as necessidades de cada paciente. “Trabalhamos frequentemente com datas relevantes da área da saúde, como o Abril Azul, incentivando os alunos a compreenderem o paciente de forma integral, considerando aspectos físicos, emocionais e sociais”, completa Carmem. Ela ressalta ainda o aumento na identificação de casos em adultos, reforçando a importância de uma formação qualificada para um atendimento cada vez mais humanizado e centrado nas necessidades individuais.



