O sonho de vestir a farda da Guarda Civil Municipal (GCM) de Bagé transformou-se em uma espera angustiante para os candidatos aprovados no último concurso público. Embora tenham cumprido todas as etapas do certame, um grupo de profissionais ainda aguarda o chamado oficial para reforçar a segurança da cidade.
A expectativa dos aprovados ganhou força durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2026. Na ocasião, o prefeito Luiz Fernando Mainardi afirmou publicamente que utilizaria os candidatos remanescentes para recompor o quadro da corporação, ocupando as vagas deixadas por guardas que pediram exoneração após passarem em outros concursos.
No vídeo da sessão, o prefeito foi enfático sobre o cronograma ao garantir que a prefeitura realizaria ao menos essa recomposição até o final de março. “Nós vamos chamar esses três, pelo menos, ainda agora em março, podendo até chamar mais, porque me parece que tem mais um ou dois que também estão [em vacância]”, enfatizou Mainardi na ocasião.
O mês de março terminou sem que as nomeações fossem publicadas, o que gerou uma onda de cobranças por parte dos futuros servidores. Segundo a vereadora Andrea Gallina, que levou o tema ao plenário através do Requerimento nº 1171/2026, os candidatos têm buscado apoio constante para entender o motivo do atraso. “Como vereadora, a gente sofre este questionamento também”, relatou a parlamentar, reforçando que os guardas que fizeram o concurso estão cobrando explicações sobre a demora do Executivo, já que a própria administração reconheceu a necessidade de “recompor o tamanho da Guarda”.
Diante do silêncio da prefeitura após o prazo estipulado, o documento protocolado na Câmara exige agora um posicionamento formal sobre quais passos serão adotados para suprir as lacunas no efetivo humano e como a administração pretende fortalecer o setor diante das vacâncias existentes.
Para os aprovados, a convocação é o cumprimento de um compromisso firmado em praça pública com aqueles que se dedicaram a servir à comunidade bageense.
