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qui, 26 de março de 2026

RS reage a risco de perda de megainvestimento e mobiliza lideranças políticas e sociedade civil

Crédito: Cedida
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A possibilidade de o Rio Grande do Sul perder o maior investimento privado de sua história — estimado em R$ 27 bilhões — acendeu um alerta entre lideranças políticas, empresariais e setores da sociedade civil. O impasse envolvendo o licenciamento do chamado Projeto Natureza, da empresa CMPC, passou a ser visto como um teste decisivo para a capacidade do Estado de atrair e manter grandes empreendimentos.

A preocupação ganhou força após manifestação do Ministério Público Federal (MPF), que questiona etapas do processo, especialmente em relação à consulta a comunidades indígenas. O cenário de incerteza, no entanto, já provoca reação articulada no meio político gaúcho.

O deputado federal Zucco (PL-RS) afirmou que o momento exige uma resposta firme e coordenada das instituições e da sociedade. Segundo ele, o Estado não pode desperdiçar uma oportunidade dessa magnitude em um momento crítico de reconstrução econômica. “Depois da tragédia climática, o Rio Grande do Sul vive agora a tragédia burocrática. Isso precisa ser superado, porque o Estado precisa recuperar o tempo e o dinheiro perdidos com a terrível enchente que destruiu o RS e oferecer segurança jurídica para quem quer investir”, declarou.

Zucco também destacou que o tema ultrapassa disputas políticas e demanda união em torno de uma agenda de desenvolvimento. “Não podemos permitir que o Rio Grande do Sul perca uma oportunidade dessa magnitude. Estamos mobilizando entidades, federações e a sociedade civil para mostrar que o Estado quer desenvolvimento, emprego e investimento”, afirmou.

Na mesma linha, o deputado estadual Felipe Camozzato (Novo) foi direto ao apontar os riscos da paralisação do projeto. Segundo ele, o Estado pode perder não apenas um investimento bilionário, mas uma oportunidade concreta de transformação econômica. “R$ 27 bilhões podem ser perdidos no Rio Grande do Sul por conta de uma indefinição. Estamos falando de milhares de empregos, de oportunidades para famílias e de desenvolvimento. Nós não vamos permitir que isso aconteça”, afirmou.

Camozzato destacou ainda que a articulação envolve parlamentares de diferentes esferas e busca engajar também a sociedade civil organizada. “Vamos unir lideranças políticas, empresariais e sociais do Estado. Isso não é só sobre uma empresa, é sobre o futuro do Rio Grande do Sul e o recado que estamos dando ao Brasil e ao mundo”, completou.

A mobilização ocorre em um contexto especialmente sensível para o Estado. Ainda em recuperação após eventos climáticos extremos que impactaram severamente a economia gaúcha, o Rio Grande do Sul enfrenta o desafio de retomar o crescimento e reconstruir sua capacidade produtiva. Nesse cenário, a eventual perda de um investimento dessa dimensão é vista como um retrocesso significativo. Além dos empregos e da movimentação econômica direta, especialistas alertam para o impacto reputacional: a insegurança jurídica pode afastar futuros investidores.

 

Participo neste momento do Ato de Apoio ao Pacto Nacional contra o Feminicídio. Nosso GHC sedia hoje aqui no Teatro da Unisinos o evento de debate sobre esta causa urgente da vida e respeito as mulheres. ‘O BRASIL CONTRA O FEMINICÍDIO’.
Precisamos de políticas públicas organizadas, para combater estes crimes contra as mulheres. No RS vivemos um momento de profunda tristeza, vergonha e muita lerdeza pública governamental que nos coloca nos primeiros lugares de feminicídio no Brasil! É preciso virar este jogo! Denunciar a violência e punir os responsáveis.

 

 

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