A assistente social Mara Munhoz encontrou sua vocação a partir das próprias experiências de vida. Presenciar e viver situações de desigualdade despertou nela o desejo de estudar e transformar sua realidade. Ao perceber que o conhecimento abriu novos caminhos em sua trajetória, decidiu dedicar sua vida a ajudar outras pessoas a fazer o mesmo. Para Mara, ser assistente social vai muito além de uma profissão: é uma missão.
No trabalho diário, seu objetivo é orientar e apoiar famílias em situação de vulnerabilidade, ajudando-as a acessar informações e garantir direitos por meio das políticas públicas. Para ela, esse trabalho representa a possibilidade de transformação e autonomia para muitas pessoas que, muitas vezes, não sabem por onde começar.
Entre os principais desafios da profissão, Mara destaca a falta de informação e as dificuldades que muitas pessoas encontram quando precisam reivindicar seus direitos. Segundo ela, em muitos casos a inclusão ainda existe apenas no papel, e a burocracia acaba sendo um obstáculo para quem mais precisa.
Atualmente, Mara desenvolve seu trabalho em diferentes espaços, atuando na APAE, na Escola de Golfe Boa Bola e também na Unip/Cultural, onde segue contribuindo com ações voltadas ao cuidado, à inclusão e ao desenvolvimento social.
Mesmo diante das dificuldades, o trabalho também traz momentos de grande satisfação. Na APAE, por exemplo, Mara conta que é impossível não se emocionar ao ser recebida diariamente com sorrisos sinceros. Acompanhar o desenvolvimento das crianças e adolescentes e perceber a evolução de cada um é uma das maiores motivações para seguir em frente.
Uma experiência marcante aconteceu quando ela ministrava catequese em uma comunidade do interior de David Canabarro. Um menino, filho de agricultores, contou que sonhava em ser DJ, algo que parecia distante de sua realidade. Mara o incentivou a acreditar em seu sonho e a se preparar para realizá-lo. Anos depois, recebeu uma mensagem do jovem contando que havia se tornado um DJ reconhecido na região da Serra Gaúcha e agradecendo pelas palavras de incentivo.
Para Mara, ser mulher também influencia sua atuação profissional. A sensibilidade, a escuta e a capacidade de compreender as dificuldades das pessoas ajudam a construir vínculos mais fortes no trabalho social. Ao mesmo tempo, ela ressalta que é preciso firmeza na defesa dos direitos e na busca por uma sociedade mais justa.
O que a mantém motivada é perceber a evolução das pessoas e das famílias que acompanha. Cada conquista representa um passo importante e reforça a importância do trabalho social na transformação de vidas.
Fora da profissão, Mara é uma mulher resiliente, mãe atípica, alegre e determinada. Para ela, ajudar outras pessoas e contribuir para um mundo mais justo é o que dá sentido, a sua caminhada.
