Por: Dana Badra
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República em 2026 e defendeu a construção de uma alternativa política fora da polarização que domina o cenário nacional. A declaração foi dada em entrevista ao programa Bastidores da CNN, nessa sexta-feira (6).
Segundo o governador, o Brasil precisa superar a lógica de confronto permanente entre adversários e concentrar o debate em propostas para enfrentar os desafios do país. Para ele, a política brasileira tem consumido energia em disputas de curto prazo, enquanto temas estruturais acabam ficando em segundo plano.
Entre os pontos que considera centrais estão o crescimento econômico, o fortalecimento das instituições e reformas capazes de melhorar o funcionamento do Estado. Leite também defende que o debate eleitoral combine a análise da trajetória e da integridade dos candidatos com a apresentação de projetos concretos para o país.
Ao comentar o cenário dentro do PSD, o governador disse que o partido vive um processo interno de discussão para definir quem representará a legenda na disputa presidencial. Além dele, também são citados como pré-candidatos os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás). A definição deve ocorrer até abril, prazo em que governadores precisam deixar os cargos para concorrer.
Durante a entrevista, Leite também comentou o caso envolvendo o Banco Master e afirmou que as denúncias precisam ser investigadas com rigor e transparência. Para ele, episódios desse tipo exigem não apenas a responsabilização de eventuais envolvidos, mas também o aprimoramento das instituições para evitar novas crises.
O governador citou a própria gestão no Rio Grande do Sul para defender a necessidade de reformas estruturais no país. Segundo ele, o estado enfrentava grave crise fiscal quando assumiu o governo, e medidas como ajustes fiscais, reformas administrativas e previdenciárias permitiram reorganizar as contas públicas e ampliar programas sociais.
Na avaliação de Leite, o país também precisa olhar para desafios de médio e longo prazo, especialmente diante das mudanças provocadas pela tecnologia e pela reorganização da economia global. Entre os pontos mencionados estão os impactos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho e a necessidade de ampliar a produtividade sem aumentar desigualdades.
A decisão sobre quem representará o PSD na disputa presidencial deve ser tomada nos próximos meses, quando o partido concluir as articulações internas para a eleição de 2026.
