A indústria nacional marcou presença nesta terça-feira (24), no lançamento da Agenda Legislativa da Indústria, realizado no plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados. O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria, ocorre em um momento estratégico: ano eleitoral, ambiente de juros elevados, pressão sobre o custo de produção e debates relevantes no Congresso, como jornada de trabalho, competitividade e segurança jurídica.
Nesse contexto, lideranças do setor destacaram a necessidade de que as propostas da indústria sejam incorporadas ao debate político e às futuras agendas de governo.
Representando o segmento de máquinas e equipamentos, o coordenador de financiamento da FPMAQ, deputado federal Newton Cardoso Jr. (MDB-MG), ressaltou a importância da convergência das pautas industriais e alertou para o impacto do cenário internacional.
“É uma pauta de desafios, que precisa levar em consideração riscos geopolíticos que afetam o abastecimento global, desde alimentos até combustíveis e fertilizantes, impactando toda a cadeia produtiva”, afirmou.
Newton também enfatizou o papel do Congresso no atual momento político:
“Este é um ano decisivo. As pautas aqui apresentadas precisam ser incorporadas pelos pré-candidatos. O Congresso é a casa de reverberação dos interesses da sociedade e deve cobrar compromisso com o desenvolvimento, geração de emprego e prosperidade nacional.”
Já o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), José Velloso, destacou o protagonismo do setor na construção da agenda e a necessidade de avançar em medidas que melhorem o ambiente de negócios.
“A indústria de máquinas e equipamentos está plenamente contemplada nessa agenda. É fundamental termos um arcabouço legislativo que combata o Custo Brasil, aumente a produtividade e amplie a competitividade da indústria nacional”, pontuou.
Velloso também chamou atenção para desafios conjunturais, como o cenário energético, os impactos nos custos e a necessidade de preservar avanços institucionais.
“Defendemos a manutenção da reforma trabalhista de 2017, com a prevalência do negociado sobre o legislado. Esse é um ponto essencial para garantir previsibilidade e competitividade”, afirmou.
O lançamento reforça a mobilização do setor industrial em torno de temas estruturantes — como juros, ambiente de negócios, produtividade e segurança jurídica — em um momento em que o país discute rumos econômicos e políticos para os próximos anos.
