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sex, 27 de fevereiro de 2026

RS acelera acima da média nacional e deve liderar crescimento do Brasil em 2026

Com PIB projetado em 4,6%, Estado terá a maior expansão econômica do país, impulsionado por uma retomada histórica do agronegócio

O Rio Grande do Sul deve se consolidar como o Estado com maior crescimento econômico do Brasil em 2026. Projeção do relatório Resenha Regional, do Banco do Brasil, aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho avançará 4,6%, índice superior ao dobro da média nacional estimada, de 2%.
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O Rio Grande do Sul deve se consolidar como o Estado com maior crescimento econômico do Brasil em 2026. Projeção do relatório Resenha Regional, do Banco do Brasil, aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho avançará 4,6%, índice superior ao dobro da média nacional estimada, de 2%.

O grande motor dessa expansão é o agronegócio, cuja alta projetada é de expressivos 16,5% — enquanto a média nacional do setor gira em torno de 1%. O desempenho confirma a força da retomada após ciclos recentes de adversidades climáticas.

Retomada histórica após quebra de safra

O cenário de recuperação já vinha sendo indicado pelo Boletim de Conjuntura do RS, divulgado em janeiro pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). Historicamente, após períodos de quebra de safra, a agropecuária assume papel central na reativação da economia estadual, irradiando efeitos positivos sobre comércio, logística e indústria.

Para 2026, a produção de grãos deve crescer 8,2 milhões de toneladas adicionais, com destaque para:

  • Soja: +55,4%
  • Milho: +19,9%

O resultado coloca o Estado novamente como protagonista no cenário agrícola nacional.

Políticas públicas fortalecem o campo

O avanço projetado é sustentado por uma série de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção rural.

Entre as principais iniciativas está o Programa Milho 100%, executado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Com investimento de R$ 93 milhões na safra 2025/2026, o programa garantiu subsídio integral para sementes de milho e sorgo a mais de 40 mil produtores em 457 municípios, ampliando produtividade e reduzindo a dependência de ração adquirida.

Outras frentes de apoio incluem:

  • Sementes e Mudas Forrageiras: R$ 26 milhões investidos em 2026, beneficiando mais de 24 mil agricultores.
  • Programa Agrofamília: R$ 56 milhões aplicados, com foco na sucessão rural e incentivo à juventude no campo.
  • Feiras da Agricultura Familiar: aporte de R$ 14 milhões; em 2025, as vendas superaram R$ 46 milhões.
  • Plano Safra RS – Bônus Mais Leite: investimento de R$ 30 milhões, com bônus de até 25% sobre contratos do Pronaf. Em fevereiro de 2026, já somava R$ 133,1 milhões em contratos assinados.
  • Desenvolve RS Rural: R$ 43,7 milhões para inclusão produtiva, sustentabilidade e fortalecimento de comunidades rurais.
  • Consulta Popular: R$ 15,3 milhões destinados à agricultura familiar e agroindústrias.

Defesa sanitária e diversificação produtiva

O governo estadual também investe na estabilidade das cadeias animais por meio do Fundesa, coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O fundo complementa ações de defesa sanitária e assegura mecanismos indenizatórios em casos de enfermidades.

No campo das especialidades, fundos como o Fundovitis (R$ 44,3 milhões para vitivinicultura), o Fundomate (R$ 850 mil para erva-mate), além dos programas Pró-Oliva, Pró-Pecã e Fundovinos (R$ 4,9 milhões), contribuem para reduzir a vulnerabilidade do setor primário e diversificar a base produtiva.

Irrigação para garantir estabilidade

Para tornar o crescimento sustentável, o Estado concede subvenções de 20% para investimentos privados em irrigação. A meta é ampliar a área irrigada em 100 mil hectares nos próximos quatro anos, conferindo maior previsibilidade ao PIB mesmo em cenários de instabilidade climática.

Reflexos na indústria e nos serviços

O efeito multiplicador do agro deve impulsionar outros setores. A projeção indica que:

  • Serviços: crescimento de 4,3% (acima da média nacional de 2,1%).
  • Indústria: alta de 1,3%, favorecida pela redução da taxa Selic e pela demanda por implementos agrícolas e bens de consumo.

O conjunto de indicadores reforça o momento de inflexão na economia gaúcha. Após enfrentar estiagens e desafios estruturais, o Rio Grande do Sul entra em 2026 com expectativa de protagonismo nacional, sustentado pela força do campo e pela articulação entre políticas públicas e produção privada.

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