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ter, 3 de fevereiro de 2026

Por Gilberto Jasper: Uma cartilha para quem deveria ser exemplo

Jornalista/gilbertojasper@gmail.com
Gilberto Jasper - Foto: Divulgação | Crédito: Jornalista/gilbertojasper@gmail.com
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Gilberto Jasper
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Segunda-feira ocorreu a abertura do ano judiciário com sessão solene do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente, ministro Edson Fachin, afirmou que a elaboração e implementação de um código de ética para balizar o comportamento do órgão é a prioridade de sua gestão.
A afirmação pode soar com ineditismo, mas basta pensar por 30 segundos para entender o absurdo que vivemos no Brasil. Será que homens e mulheres escolhidos politicamente – e não através de concurso – para decidir os processos mais relevantes da república precisam de um regulamento para ter um comportamento de magistrado. Ou seja, acima de qualquer suspeita, isento, imparcial e que, como a mulher de César “não apenas seja honesta, mas pareça honesta”.
O protagonismo do STF é inédito, nascido da judicialização extrema – fenômeno que atinge todos os segmentos da vida brasileira – somado à busca de notoriedade dos ministros e que ganhou força a partir da transmissão ao vivo das sessões do tribunal. À boca pequenas, costuma-se dizer que o brasileiro não sabe a escalação da Seleção Brasileira de futebol, mas conhece de cor a “escalação” só falavam “nos autos”, ou seja, no processo, hoje eles proferem palestras, concedem entrevistas, participam de podcast e não têm constrangimento em frequentar altas rodas sociais. Encontros com empresários e patrocinadores de congressos – muitos dos quais réus em processos no STF – não inibem a busca da celebridade.
Desculpem se insisto neste tema pela segunda vez consecutiva. Mas pertenço à velha guarda, que não abro mão de alguns valores e princípios. Considero a função de magistrado essencial, uma garantia à democracia e às liberdades, desde que exercida com independência, imparcialidade e isenção.
Os recentes episódios envolvendo o Banco Master desnudaram os bastidores de Brasília e as relações espúrias e, como dizem os esquerdistas, “pouco republicanas” envolvendo figurões.
O “mau cheiro” denunciado pelas reportagens da jornalista Malu Gaspar revela o compadrio que envolve políticos, empresários e ministros do Supremo Tribunal Federal, uma mistura bombástica. São fatos que envergonham e que fazem com que nós, mortais comuns, sejamos incrédulos diante do conceito de “justiça”.

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