A rotina de Maria Victoria Cardoso começa antes do nascer do sol. Às 5h30, ela já está de pé para cumprir o primeiro compromisso do dia: a musculação. Aos 19 anos, a jovem construiu uma relação intensa com o esporte, uma conexão que vai muito além da estética.
O primeiro contato aconteceu ainda na infância, aos 11 anos, quando a mãe decidiu incentivá-la a sair do sedentarismo. O que começou como funcional para crianças acabou se transformando em musculação. No início, era mais uma decisão familiar. Com o tempo, virou escolha própria.
Hoje, a musculação segue sendo prioridade, com cinco treinos semanais. Mas a agenda vai além: são de duas a três sessões de karatê, três treinos de corrida e dois de natação. O karatê entrou na vida dela aos 15 anos e trouxe ensinamentos que extrapolam o tatame.
Baseado nos princípios do Dojo Kun, o lema da modalidade, Maria Victoria aprendeu que esforço, caráter e respeito não são apenas palavras repetidas ao final do treino. São valores aplicados diariamente. “O karatê me ensina que não sou melhor que ninguém, mas devo fazer o meu melhor para o meu desenvolvimento pessoal”, resume.
A corrida e a natação surgiram como preparação para testes físicos de concursos. Ela foi aprovada na Brigada Militar e também no concurso dos Bombeiros e, neste último, acabou eliminada na etapa de natação por um mal-entendido. Ainda assim, decidiu continuar. Aprendeu a nadar há cerca de um ano e criou afinidade com o esporte. Já a corrida, mesmo não sendo a favorita, permanece como parte fundamental da preparação física.
Conciliar tantas modalidades exige organização, logística e resistência. O cansaço físico é constante, mas não maior que a motivação. Durante um período, Maria Victoria compartilhou a rotina intensa em um perfil nas redes sociais, onde acabou inspirando outras pessoas com sua disciplina diária.
Mais do que a transformação corporal, ela destaca a evolução mental. Em um período difícil de sua vida, encontrou no esporte um suporte essencial. “Muito além do meu corpo ser forte, minha mente também ficou”, afirma. Segundo relato de sua psicóloga, a prática constante foi determinante para que ela enfrentasse desafios sem desenvolver quadros de ansiedade ou depressão.
Hoje, o esporte representa rotina, prazer e equilíbrio. Deixou de ser obrigação e tornou-se o momento preferido do dia.
Aos 19 anos, Maria Victoria mostra que quando o movimento vira hábito, ele também se transforma em força física e emocional.

Disciplina que molda sonhos.

Maria Victoria é movida pela superação.
