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qui, 5 de fevereiro de 2026

Deputado Adão Pretto propõe mutirão na Assembleia para votação de projetos de combate à violência contra a mulher

No retorno às atividades do Legislativo gaúcho, na terça-feira (3), um dos assuntos mais comentados foi a escalada dos casos de violência contra a mulher no Rio Grande do Sul. Somente no mês de janeiro de 2026, foram confirmados 11 feminicídios no Estado, um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Foto: Cedida
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Logo após a posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do RS, uma reunião foi convocada pela Procuradoria da Mulher para tratar do tema. Entre as propostas debatidas, está a realização de um mutirão para a tramitação e votação de projetos ligados ao combate à violência de gênero no Estado. A iniciativa foi apresentada pelo presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da ALRS, deputado Adão PrettoFilho, que também coordena a Frente Parlamentar de Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher.

“Estamos em um período crítico, atravessando uma epidemia de violência contra as mulheres. O que assusta é que os casos de feminicídio estão espalhados por diferentes cidades e regiões do nosso Estado. Estou propondo uma mobilização para que, nos próximos três meses, possamos aprovar projetos que possam salvar a vida de mulheres. É uma resposta necessária por parte do Parlamento”, explica.

Na última quinta-feira (29), o deputado já havia encaminhado à Mesa Diretora um requerimento solicitando prioridade na tramitação de propostas que representem mais garantias de segurança e acolhimento às mulheres. Pretto também aproveitou a reunião para cobrar mais investimentos do governo do Estado na qualificação do atendimento às vítimas, especialmente nas delegacias.

Um levantamento da Frente Parlamentar de Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher revelou que, entre 2012 e 2025, aconteceram 1284 feminicídios e mais de 27 mil estupros no Rio Grande do Sul.

Educação como forma de prevenção

Adão Pretto Filho é autor do projeto que prevê a inclusão da Lei Maria da Penha no currículo das escolas estaduais do Rio Grande do Sul. Para o parlamentar, a educação é um terreno fértil para trabalhar a prevenção da violência.

“Sou pai de duas meninas e, diariamente, me pergunto como será o futuro e o que podemos fazer agora para evitar que essa onda de violência continue sendo um mal da nossa sociedade. Precisamos enfrentar a situação que vivemos hoje, mas, se quisermos de fato mudar essa cultura machista, o caminho é a prevenção”, conclui Pretto.

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