Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

sáb, 10 de janeiro de 2026

Resumo de Sexta-Feira – 09/01/2026

Germano Rigotto Foto: Cedida
O texto abaixo está em

Edição de Chico Bruno

Manchetes dos jornais

O GLOBO – Ofertas por posts pagos contra o BC chegaram até a R$ 2 milhões

O ESTADO DE S.PAULO – PF encontra no celular de Vorcaro indícios de ordens para ataques

Correio Braziliense – Celebração da vitória sobre golpe tem veto ao PL da redução de penas

FOLHA DE S.PAULO – Cofres públicos terão que cobrir rombo de fundos de previdência com Master

Valor Econômico – No 1º bimestre, empresas brasileiras devem captar até US$ 10 bi no exterior

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia

DINHEIRÃO – Contratos oferecidos a influenciadores de direita para defender Daniel Vorcaro e Banco Master e criticar o Banco Central nas redes chegaram a R$ 2 milhões para uma sequência de publicações, revelam MALU GASPAR e JOHANNS ELLER. Informações e documentos obtidos dos influenciadores que receberam as propostas, incluindo trocas de mensagens e impressões de depósitos bancários, mostram que a Agência Mithi recrutou donos de perfis com muitos seguidores para participar da campanha. Depois que o caso veio à tona, alguns perfis apagaram postagens relacionadas ao Master e ao BC. A polícia federal abriu uma investigação sobre o esquema.

AO ataque – A Polícia Federal tem indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro pode estar por trás das ações virtuais de influenciadores para defender o Banco Master, atacar autoridades públicas e, até mesmo, criticar jornalistas. Na análise inicial que os investigadores estão realizando no telefone celular do banqueiro, apreendido em 17 de novembro no momento de sua prisão durante a Operação Compliance Zero, foram encontrados diálogos em que Vorcaro ordenava a realização desse tipo de ação. Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou.

PL varrido – Em duas cerimônias distintas, uma no Palácio do Planalto e a outra no Supremo Tribunal Fe deral (STF), o Executivo e o Judiciário lembraram, ontem, os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro, que culminaram em depredação de prédios públicos e em centenas de prisões. Além de não programarem eventos para a data, os chefes do Congresso Nacional se ausentaram de ambas as solenidades. O presidente Lula aproveitou a efeméride para anunciar o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Legislativo, que reduz as penas dos condenados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares das Forças Armadas. “A tentativa de golpe veio para nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela é uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores”, discursou Lula. Em reação imediata, a oposição na Câmara e no Senado anunciou mobilização para derrubar o veto. Presidente da Corte que julgou e puniu os responsáveis por atentar contra o Estado Democrático de Direito, o ministro Edson Fachin elogiou o relator do caso, Alexandre de Moraes. “Ele (Moraes) se colocou firme por dever do ofício, com sacrifícios pessoais e familiares, e esteve onde precisava estar.”

QUEM vai cobrir – O governo federal concluiu que estados e municípios serão os responsáveis finais por cobrir rombos em fundos de previdência caso tenham prejuízo em investimentos feitos em títulos vendidos pelo Banco Master. Institutos que pagam aposentadorias a servidores aplicaram ao menos R$ 1,8 bilhão em Letras Financeiras do banco, que teve liquidação decretada há menos de dois meses. A conclusão está em documento formulado pelo Ministério da Previdência Social em resposta a questionamentos feitos pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), que requisitou informações sobre o caso do Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro). Conforme mostrou a Folha, 18 institutos municipais e estaduais investiram em Letras Financeiras do Master nos últimos anos. Entre eles, destacam-se o Rioprevidência, do estado do Rio de Janeiro, com R$ 970 milhões investidos, a Amprev (estado do Amapá), com R$ 400 milhões, e o Iprev de Maceió, com R$ 97 milhões. O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus suspendeu, nesta quinta-feira (8), a inspeção in loco para apurar a conduta do Banco Central na liquidação do Banco Master. A decisão é válida até posterior deliberação do plenário do órgão de contas.

CORRENDO atrás – As empresas brasileiras devem retomar o ritmo de captações externas no começo deste ano, após um soluço no mercado de renda fixa internacional para companhias do país, marcado pela cautela dos investidores devido ao susto com a recuperação judicial da Ambipar e as dificuldades financeiras da Braskem. A expectativa é que em janeiro e fevereiro as emissões de dívida em dólar alcancem até US$ 10 bilhões, com cerca de dez empresas na lista de potenciais ofertas. Se confirmado, o volume se equipara ao mesmo período de 2025, que já foi bastante forte. A tendência é que o começo do ano seja o período mais positivo de 2026, uma vez que muitas companhias devem optar por antecipar captações para evitar a proximidade das eleições. As empresas também vão manter no radar eventuais desdobramentos da interferência dos EUA na Venezuela, que pode trazer alguma volatilidade ao mercado – o que ainda não ocorreu. Apesar das eleições, a visão entre banqueiros de investimento é que este será mais um ano forte para as emissões de dívida em dólar, após a recuperação do mercado em 2025, quando as captações chegaram a cerca de US$ 34 bilhões. O ano passado foi de grande movimentação. Após períodos mais calmos, o volume de emissões, de US$ 34 bilhões, foi 59% maior que o registrado em 2024, com mais de 40 operações.

LEWANDOWSKI se despede; Justiça pode ser dividida – Depois de quase dois anos, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski deixou, ontem, o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele comunicou a decisão em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, a quem entregou a carta de demissão, antes da cerimônia que marcou os três anos da tentativa de golpe de esta do em 8 de janeiro de 2023. Desde o ano passado, Lewandowski pretendia sair do governo, porém, foi convencido a permanecer.

ESTAMOS aí para dar uma força I – Na expectativa de concorrer a deputado federal pelo PT do Distrito Federal, o secretário Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, disse que também está à disposição para contribuir no que for necessário no Executivo. “Se for avaliado que o meu nome, é importante para o debate eleitoral, para fazer um contraponto à extrema-direita sobre segurança, estou inteiramente à disposição. Mas se definirem que é importante que eu faça isso dentro do próprio governo, eu também estarei aqui”, disse Marivaldo.

ESTAMOS Para dar uma força II – Caso seja confirmado na disputa eleitoral, o secretário deve deixar a pasta em abril. No Congresso, ele afirmou que irá lutar pelas pautas relacionadas à segurança pública e à soberania digital na Câmara. Marivaldo foi candidato a senador pelo PSol-DF em 2018.

Há três anos… – … Os golpistas que invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes cadastravam nome e CPF para acessar wi-fi da Câmara dos Deputados — produzindo provas contra eles mesmos e facilitando o trabalho da Polícia Federal na identificação dos criminosos. O Ministério Público Federal (MPF) já denunciou 1.901 pessoas por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, o mais violento ataque à democracia desde o golpe militar.

OTIMISMO vem do Senado – O ano legislativo vai começar fervendo. A base governista se prepara para reverter sete votos entre os senadores para a derrubada integral do projeto da dosimetria. Nos bastidores, parlamentares apoiadores de Lula afirmam que perderam as esperanças de mudar o entendimento dos deputados que votaram a favor da redução das penas dos condenados do 8 de Janeiro. Por outro lado, entre os senadores, o cenário é mais otimista.

DÉFICIT de peritos – A defasagem no quadro de peritos criminais federais, somada à previsão de novas aposentadorias, fez o tema ganhar prioridade no fechamento de 2025. A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), entidade que faz o alerta, afirma ter intensificado a articulação com o Congresso e o Poder Executivo, sobretudo com a direção-geral da Polícia Federal (PF), para viabilizar códigos de vaga e permitir o aproveitamento integral dos aprovados no concurso em andamento. A medida é considerada essencial para sustentar a capacidade de resposta da criminalística federal.

AÇÃO preventiva – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin (foto), instituiu um grupo de trabalho para propor soluções a fim de evitar que ex-presidiários acabem em situação de rua depois de deixarem o sistema prisional. Os conselheiros deverão identificar riscos que levem os apenados à vulnerabilidade, além de elaborar programas para a reintegração social desse público. “Nós entendemos que, uma vez em situação de rua, ex-presidiários podem voltar à criminalidade — o que prejudica a sociedade como um todo”, disse o conselheiro do CNJ Ulisses Rabaneda, coordenador do grupo.

ÔNIBUS elétricos em alta – A gigante BYD encerrou 2025 com um desempenho histórico no segmento de ônibus no Brasil. Ao longo do ano passado, a companhia entregou 188 veículos, um crescimento expressivo em comparação aos 69 coletivos em 2024, mudando a perspectiva sobre a mobilidade sustentável no país. “Esse crescimento expressivo comprova que a mobilidade elétrica já é uma realidade consolidada no transporte público brasileiro”, diz o diretor de veículos comerciais e solar da BYD Brasil, Marcello Schneider.

RESTA somente convencer o chefe – Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, cresce a pressão para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repita o feito da gestão de Michel Temer e separe a pasta em duas. O tema da segurança é a principal preocupação do Planalto para as eleições deste ano — e o petista quer mostrar resultados concretos durante os debates. Ele, no entanto, avisou ao seu time que só irá decidir sobre o assunto após as aprovações da PEC da Segurança Pública e do projeto Antifacção no Congresso Nacional. A divisão do ministério também traz outros desafios burocráticos, pois teria que ocorrer por meio de uma medida provisória. Lula ainda não está totalmente convencido sobre a eficácia da mudança.

TENSÃO com EUA permanece – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou, ontem, por telefone, com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, o sequestro do ditador Nicolás Maduro e da mulher, Cília Flores, e os bombardeios a Caracas. Na ligação, os dois expressaram “grande preocupação” com a interferência do governo de Washington na América Latina e consideraram que a ação norte-americana viola o direito internacional. Eles concordam que isso abre um precedente “extremamente perigoso”.

GOVERNO planeja proibir o pagamento de R$ 11 bi em emendas – Em meio a uma escalada das tensões entre o governo Lula e o Legislativo, o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse ontem que o Planalto está estudando uma forma de bloquear cerca de R$ 11 bilhões reservados pelo Congresso para o pagamento de emendas parlamentares no orçamento de 2026. A previsão para este ano é que a administração Lula liberará R$61 bilhões em recursos federais para indicações feitas por congressistas para seus redutos eleitorais — o projeto inclui as chamadas “emendas paralelas”, valores que são contados como recursos ministeriais, mas que são direcionados por membros do Congresso.

FLÁVIO busca Novo “Posto Ipiranga” – Na busca por um “Posto Ipiranga” para sua candidatura presidencial, Flávio Bolsonaro tem se encontrado com líderes do mercado financeiro, como André Esteves do BTG Pactual. Ele planeja anunciar até abril um nome similar ao de Paulo Guedes, que desempenhou papel crucial na campanha de seu pai, Jair Bolsonaro. No entanto, Guedes e Roberto Campos Neto não demonstram interesse em retornar à política. Flávio considera Gustavo Montezano e Adolfo Sachsida como alternativas. Em campanha desde 2025, o senador também defende a privatização e propõe medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e ajustes no Bolsa Família.

AMIN protocola projeto para anistiar condenados pelo 8/1 – O senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou nesta quinta-feira (8) um projeto que pede a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O senador foi o relator na Casa do projeto de lei que reduz as penas aos envolvidos nas manifestações de três anos atrás. Ele havia anunciado que apresentaria texto pela anistia em caso de veto do presidente Lula (PT) –o que aconteceu nesta quinta.

JUIZ dos EUA reconhece processo de liquidação do Master – O juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida (EUA), reconheceu nesta quinta-feira (8) o processo de liquidação do Banco Master no Brasil. A decisão foi proferida após pedido feito no final do ano passado pelo liquidante do banco, que tenta proteger os ativos de Daniel Vorcaro e sócios do Master de execuções de dívida antes que sejam definidos os pagamentos de credores. Em seu despacho, o magistrado determinou a suspensão automática de qualquer ação ou execução contra os bens de Vorcaro e seus sócios que estejam nos Estados Unidos. Ele disse que o processo de liquidação está pendente no Brasil, bem como os interesses principais dos envolvidos no caso. O juiz aceitou o pedido da EFB Regimes Especiais de Empresas para reconhecer o caso como processo principal estrangeiro, o que garante autonomia para a Justiça brasileira conduzi-lo. Vorcaro tentava frear o pedido da EFB na corte norte-americana sob o argumento de que o processo de liquidação ainda pode ser revertido no TCU (Tribunal de Contas da União), pedindo que a Justiça norte-americana adie o reconhecimento do processo.

ALCOLUMBRE deve segurar votação – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avisou a aliados que pretende segurar a votação do nome indicado pelo presidente Lula (PT) para a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Em conversas reservadas, o parlamentar contesta informações de que ele seria responsável pela indicação de Otto Lobo, que provocou reação negativa no mercado financeiro. Otto era presidente interino da autarquia desde o fim de julho. Uma semana após assumir o cargo, na contramão da área técnica, ele tomou uma decisão favorável ao Banco Master, que livrou o banco e os empresários Nelson Tanure e Tércio Borlenghi Junior de um inquérito que apurava suposta “ação orquestrada” para elevar o preço das ações da Ambipar, empresa de gestão de resíduos. Alcolumbre disse a parlamentares que não levará o nome de Lobo a votação no Senado enquanto não forem revelados aqueles que seriam os verdadeiros padrinhos da indicação.

 

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