Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais
O GLOBO – EUA tomam controle do petróleo e obrigam Venezuela a importar produtos americanos
Correio Braziliense – Nas ruas e nos palácios, o repúdio ao 8 de Janeiro
FOLHA DE S.PAULO – TCU descarta reverter liquidação do Master e deve parar inspeção no BC
O ESTADO DE S.PAULO – INSS colocou sob suspeita 251 mil contratos de crédito consignado do Master
Valor Econômico – Lula indica Otto Lobo para a presidência da CVM; escolha preocupa mercado
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia
PODER da força – No primeiro anúncio de medidas concretas em relação à Venezuela após a deposição de Nicolás Maduro, a administração Trump afirmou que controlaria “indefinidamente” a venda do petróleo venezuelano, incluindo a retenção do dinheiro arrecadado, e que o país sul-americano seria obrigado a utilizá-lo importando produtos e bens dos Estados Unidos, como itens agrícolas, medicamentos e equipamentos para usinas de energia, disse o presidente. Além do pacote que impõe a dominação do principal setor econômico do país, o governo dos EUA também anunciou o que chamou de plano para o futuro da Venezuela. A primeira fase seria a “estabilização”, incluindo o sequestro de petróleo, e a fase final levaria a uma transição política.
MEMÓRIA preservada – Servidores do Planalto instalaram telões perto da Praça dos Três Poderes para os brasilienses acompanharem, às 10h, o evento para marcar os três anos dos ataques que depredaram as sedes da Presidência, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), em 8 de janeiro de 2023. No STF, haverá programação em repúdio à tentativa de golpe. Uma manifestação popular também foi convocada para hoje. Há a expectativa de que o presidente Lula vete, na cerimônia desta manhã, o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pela Câmara e pelo Senado, que reduz as penas para os condenados pelo atentado contra o Estado Democrático de Direito. Chefes do Legislativo não vão participar, expondo tensão entre as lideranças do país.
GALHO dentro – O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus deverá suspender a inspeção in loco no Banco Central para apurar a conduta do órgão no caso Master. O ministro disse a colegas da corte que descarta qualquer decisão para reverter a liquidação do Banco Master. A possibilidade de anulação dessa decisão vem provocando tensão no mercado financeiro, no Banco Central e no próprio tribunal. Ao aceitar o recurso do BC e suspender a inspeção, Jhonatan leva o caso ao plenário do TCU. Relator do caso, Jhonatan conversou com integrantes do TCU e afirmou a eles que não tomará uma medida para reverter da decisão do BC que determinou a liquidação do banco de Daniel Vorcaro. Jhonatan sofre pressão de ministros do TCU após tomar decisões que questionam a atuação do BC no processo de fiscalização e liquidação do Master. O caso criou desconforto na corte, e integrantes do tribunal afirmam que o relator corria o risco de ficar isolado.
MAIS fraude – Um processo administrativo do INSS, de novembro passado, analisando a regularidade do acordo de cooperação técnica com o Banco Master, alega haver um cenário de irregularidades sistemáticas nas operações de crédito da instituição financeira. O documento, enviado para a presidência do INSS pela Diretoria de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão e pelos coordenadores de pagamento e gestão de benefícios, afirma que o Master deixou de apresentar 251.718 documentos que comprovassem contratos de crédito consignado firmados.
INDICAÇÃO desagrada – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado de capitais brasileiro. O nome, apoiado nos bastidores por políticos do Centrão, foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), em uma derrota para o Ministério da Fazenda, que não queria sua indicação. Lula também indicou o advogado Igor Muniz, apontado como próximo ao PT, para a diretoria. As indicações, que geraram apreensão no mercado, ocorrem no momento em que Lula tenta vencer a resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a aprovar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
LULA mexeu num vespeiro – Ainda em recesso, deputados e senadores se mobilizam para cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, uma sessão do Congresso a fim de analisar o veto ao pagamento de restos a pagar de 2019 a 2023 inscritos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A ideia de parlamentares do Centrão é derrubar o veto. A avaliação é a de que a decisão de Lula atinge obras em andamento. Porém, o governo vetou a liberação desses recursos, algo em torno de R$ 3 bilhões, para concluir outras obras e entregá-las à população ainda neste ano eleitoral. Vem por aí uma queda de braço entre parlamentares e Lula por obras patrocinadas pelo Executivo e outras pelo Legislativo. O desconforto está grande, porque a decisão do governo pegou todo o período do governo de Jair Bolsonaro, quando Rodrigo Maia e, em seguida, Arthur Lira, presidiram a Câmara dos Deputados. No Senado, estavam no comando Davi Alcolumbre e, logo depois, Rodrigo Pacheco. Foi justamente o período em que o governo federal deixou que os deputados e senadores mandassem no Orçamento
VEM por aí – Se Lula atender o pedido de integrantes do PT e vetar, ainda hoje, o projeto que estabeleceu a dosimetria das penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, a oposição vai pressionar Davi Alcolumbre para abrir os trabalhos deste período legislativo com uma sessão do Congresso que possa derrubar esse veto. Assim, o caso vai terminar… no Supremo Tribunal Federal.
MASTER blindado – Ainda que tenha atingido o número de assinaturas para instalação da CPMI do Banco Master, senadores estão meio céticos em relação ao sucesso de uma possível investigação parlamentar. É que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, já colocou todo o material do Master sob sua alçada, inclusive o que já estava em poder da CPMI do INSS.
“SEM impeachar, não resolve” – O senador Izalci Lucas (PL-DF), por exemplo, acredita que o STF não permitirá acesso a qualquer documento do Banco Master. “No ano passado, quebramos o sigilo do Daniel Vorcaro na CPMI do INSS, mas não conseguimos ver os documentos”, lembra Izalci, referindo-se à documentação em papel e digital que ficou sob tutela da Presidência do Senado. “Enquanto não houver um impeachment de ministro do STF, nada será liberado”, diz o senador.
FORTALECE o discurso – Na visão dos bolsonaristas, o pedido de averiguação do atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) endossa o argumento da família, de que há uma “vingança” contra Bolsonaro. Aliados afirmam que o CFM não saiu em defesa do ex-presidente, mas, sim, da atividade médica. Os profissionais querem se proteger, porque, se uma pessoa idosa sofre uma queda, ela tem que ir imediatamente para o hospital e não aguardar uma decisão de ministro do Supremo Tribunal Federal.
ELES vão insistir – A avaliação de aliados de Jair Bolsonaro é a de que a indicação da equipe médica da Polícia Federal, de que não havia necessidade de remoção do ex-presidente ao hospital após a queda, demonstra uma certa parcialidade da instituição. Para os bolsonaristas, a PF faz o que o ministro Moraes quer e, no caso da queda, a remoção ao hospital teria que ser imediata.
A TODO vapor – O governo federal está investindo em entregas para este ano. Só em Valparaíso I, bairro no Entorno Sul de Brasília, são três condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida.
ENQUANTO isso, no Ceará… – A eleição por lá promete ser animada. A confusão começa com o ex-prefeito de Sobral Ivo Gomes rompendo com o governador Elmano de Feitas (PT) e tratando de se recompor com o irmão, Ciro Gomes, que voltou ao PSDB de olho numa candidatura ao governo estadual.
BOMBA climática – Não é apenas o meio ambiente que sofre com as mudanças climáticas, e já tem especialista alertando para a necessidade de preparação do Sistema Único de Saúde. Muitos preveem um ano de ondas de calor intensas e mais frequentes, o que deve levar muitos brasileiros ao sistema por mal-estar causado pelo calor. E também mais diagnósticos de câncer de pele nos próximos anos.
MORAES barra sindicância – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nula a determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de abrir uma sindicância para apurar denúncias relaciona das às condições do atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Moraes mandou a Polícia Federal (PF) ouvir o presidente do conselho, José Hiran da Silva Gallo, em até 10 dias. O ministro determinou, ainda, que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao Supremo, em até 24 horas, todos os exames realizados por Bolsonaro, ontem. Ele foi ao hospital para fazer exames após sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da PF na madrugada de terça-feira. Os médicos solicitaram uma tomografia computadorizada e uma ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma. A remoção de Bolsonaro ao hospital foi autorizada, ontem de manhã, por Moraes.
HOSPITAIS inteligentes – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram, ontem, um programa para construir os chamados “hospitais inteligentes” do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa vai incorporar tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA) e conexão 5G para acelerar o atendimento em urgência, emergência e em unidades de tratamento intensivo (UTIs). O primeiro hospital inteligente público será instalado em São Paulo e servirá como referência para outras instituições. O governo federal também prometeu modernizar hospitais já existentes.
ALERJ exonera filho e ex-mulher de Cabral e mais 200 – O presidente interino da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Guilherme Delaroli (PL), exonerou nesta terça-feira (6) mais de 200 funcionários da Casa, entre eles um filho e uma ex-mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Os demitidos faziam parte da estrutura montada pelo deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente afastado da Alerj sob suspeita de vazar informações de uma operação contra o ex-deputado TH Jóias, ligado ao Comando Vermelho. O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador, foi nomeado em 2023, na gestão Bacellar. Ele era assessor da presidência e recebeu líquido, em dezembro, R$ 9.741,91. Suzana Neves Cabral estava na Alerj desde 2016, nomeada por Jorge Picciani, e recebeu, no mês passado, R$ 10.910,88 líquido. Em nota, Delaroli disse que não comentaria demissões específicas. Afirmou que “as exonerações seguem o curso natural da transição na presidência”.
MORAES manda Malafaia se explicar – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, deu 15 dias para que o pastor Silas Malafaia apresente sua defesa em relação a uma denúncia pelos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro, penúltimo dia antes do recesso do Judiciário. O caso teve origem em uma representação apresentada pelo general contra Malafaia.
PROCURADORIA dá 48 h para Petrobras e Ibama explicarem vazamento – O MPF (Ministério Público Federal) no Amapá cobrou explicações da Petrobras e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) sobre o vazamento de 15 mil litros de um produto usado no processo de perfuração no chamado bloco 59, na bacia Foz do Amazonas, uma região de alto-mar a 160 km da costa amazônica de Oiapoque (AP). Os procuradores da República enviaram os ofícios à estatal e ao órgão ambiental nesta terça-feira (6), dois dias após o acidente registrado no fundo do oceano, durante o processo de perfuração. O prazo dado para respostas é de 48 horas.
JOÃO Campos e Tabata Amaral – O prefeito de Recife, João Campos (PSB), e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) têm data marcada para a cerimônia de casamento: 21 de fevereiro, logo depois do Carnaval — festa que o casal costuma comemorar na capital pernambucana. celebração será religiosa, pequena, restrita à família e a amigos próximos, e acontecerá no litoral de Pernambuco, fora da capital, como forma de evitar maior exposição e aglomerações. O casal optou por formalizar a união no início do ano para que a organização da cerimônia não interferisse no planejamento das respectivas campanhas eleitorais. João Campos é pré-candidato ao governo de Pernambuco, enquanto Tabata concorrerá à reeleição como deputada. Juntos há sete anos, o casal, ambos com 32 anos, anunciou o noivado nas redes sociais em 7 de dezembro do ano passado.
CONTA em aberto – Três anos após os atos golpistas de 8 de janeiro, a União ainda não recebeu o ressarcimento de R$ 56 milhões dos condenados, incluindo R$ 30 milhões por danos morais coletivos. A AGU bloqueou apenas 12% do valor total. Até agora, 810 pessoas foram condenadas, mas a repartição dos valores entre os réus aguarda o trânsito em julgado, enquanto acordos e ações penais seguem em andamento.
SÓCIO oculto do Careca – A Polícia Federal informou ao STF que investiga menções a Fábio Luís Lula da Silva, Lulinha, no inquérito de fraudes no INSS. Embora citado como potencial “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, não há indícios de envolvimento direto de Lulinha. O advogado de Lulinha nega as acusações e planeja pedir investigação sobre vazamento de informações do inquérito.
CIRO Nogueira vê erro de Flavio – O Centrão considera precipitada a ideia de Flávio Bolsonaro de nomear seu irmão Eduardo para o Ministério das Relações Exteriores caso vença as eleições. Líderes centristas avaliam que Eduardo não tem condições de assumir o cargo e que a escolha pode afastar eleitores moderados, dificultando alianças. A nomeação, segundo eles, faz parte de uma estratégia que não dialoga com partidos de centro, comprometendo o apoio ao projeto de Flávio. Para o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), Flávio “apressou-se”. Outros líderes argumentam que a escolha apenas lembra a “bolha bolsonarista”.
Resumo de Quinta-Feira – 08/01/2026
Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais
O GLOBO – EUA tomam controle do petróleo e obrigam Venezuela a importar produtos americanos
Correio Braziliense – Nas ruas e nos palácios, o repúdio ao 8 de Janeiro
FOLHA DE S.PAULO – TCU descarta reverter liquidação do Master e deve parar inspeção no BC
O ESTADO DE S.PAULO – INSS colocou sob suspeita 251 mil contratos de crédito consignado do Master
Valor Econômico – Lula indica Otto Lobo para a presidência da CVM; escolha preocupa mercado
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia
PODER da força – No primeiro anúncio de medidas concretas em relação à Venezuela após a deposição de Nicolás Maduro, a administração Trump afirmou que controlaria “indefinidamente” a venda do petróleo venezuelano, incluindo a retenção do dinheiro arrecadado, e que o país sul-americano seria obrigado a utilizá-lo importando produtos e bens dos Estados Unidos, como itens agrícolas, medicamentos e equipamentos para usinas de energia, disse o presidente. Além do pacote que impõe a dominação do principal setor econômico do país, o governo dos EUA também anunciou o que chamou de plano para o futuro da Venezuela. A primeira fase seria a “estabilização”, incluindo o sequestro de petróleo, e a fase final levaria a uma transição política.
MEMÓRIA preservada – Servidores do Planalto instalaram telões perto da Praça dos Três Poderes para os brasilienses acompanharem, às 10h, o evento para marcar os três anos dos ataques que depredaram as sedes da Presidência, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), em 8 de janeiro de 2023. No STF, haverá programação em repúdio à tentativa de golpe. Uma manifestação popular também foi convocada para hoje. Há a expectativa de que o presidente Lula vete, na cerimônia desta manhã, o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pela Câmara e pelo Senado, que reduz as penas para os condenados pelo atentado contra o Estado Democrático de Direito. Chefes do Legislativo não vão participar, expondo tensão entre as lideranças do país.
GALHO dentro – O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus deverá suspender a inspeção in loco no Banco Central para apurar a conduta do órgão no caso Master. O ministro disse a colegas da corte que descarta qualquer decisão para reverter a liquidação do Banco Master. A possibilidade de anulação dessa decisão vem provocando tensão no mercado financeiro, no Banco Central e no próprio tribunal. Ao aceitar o recurso do BC e suspender a inspeção, Jhonatan leva o caso ao plenário do TCU. Relator do caso, Jhonatan conversou com integrantes do TCU e afirmou a eles que não tomará uma medida para reverter da decisão do BC que determinou a liquidação do banco de Daniel Vorcaro. Jhonatan sofre pressão de ministros do TCU após tomar decisões que questionam a atuação do BC no processo de fiscalização e liquidação do Master. O caso criou desconforto na corte, e integrantes do tribunal afirmam que o relator corria o risco de ficar isolado.
MAIS fraude – Um processo administrativo do INSS, de novembro passado, analisando a regularidade do acordo de cooperação técnica com o Banco Master, alega haver um cenário de irregularidades sistemáticas nas operações de crédito da instituição financeira. O documento, enviado para a presidência do INSS pela Diretoria de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão e pelos coordenadores de pagamento e gestão de benefícios, afirma que o Master deixou de apresentar 251.718 documentos que comprovassem contratos de crédito consignado firmados.
INDICAÇÃO desagrada – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado de capitais brasileiro. O nome, apoiado nos bastidores por políticos do Centrão, foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), em uma derrota para o Ministério da Fazenda, que não queria sua indicação. Lula também indicou o advogado Igor Muniz, apontado como próximo ao PT, para a diretoria. As indicações, que geraram apreensão no mercado, ocorrem no momento em que Lula tenta vencer a resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a aprovar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
LULA mexeu num vespeiro – Ainda em recesso, deputados e senadores se mobilizam para cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, uma sessão do Congresso a fim de analisar o veto ao pagamento de restos a pagar de 2019 a 2023 inscritos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A ideia de parlamentares do Centrão é derrubar o veto. A avaliação é a de que a decisão de Lula atinge obras em andamento. Porém, o governo vetou a liberação desses recursos, algo em torno de R$ 3 bilhões, para concluir outras obras e entregá-las à população ainda neste ano eleitoral. Vem por aí uma queda de braço entre parlamentares e Lula por obras patrocinadas pelo Executivo e outras pelo Legislativo. O desconforto está grande, porque a decisão do governo pegou todo o período do governo de Jair Bolsonaro, quando Rodrigo Maia e, em seguida, Arthur Lira, presidiram a Câmara dos Deputados. No Senado, estavam no comando Davi Alcolumbre e, logo depois, Rodrigo Pacheco. Foi justamente o período em que o governo federal deixou que os deputados e senadores mandassem no Orçamento
VEM por aí – Se Lula atender o pedido de integrantes do PT e vetar, ainda hoje, o projeto que estabeleceu a dosimetria das penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, a oposição vai pressionar Davi Alcolumbre para abrir os trabalhos deste período legislativo com uma sessão do Congresso que possa derrubar esse veto. Assim, o caso vai terminar… no Supremo Tribunal Federal.
MASTER blindado – Ainda que tenha atingido o número de assinaturas para instalação da CPMI do Banco Master, senadores estão meio céticos em relação ao sucesso de uma possível investigação parlamentar. É que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, já colocou todo o material do Master sob sua alçada, inclusive o que já estava em poder da CPMI do INSS.
“SEM impeachar, não resolve” – O senador Izalci Lucas (PL-DF), por exemplo, acredita que o STF não permitirá acesso a qualquer documento do Banco Master. “No ano passado, quebramos o sigilo do Daniel Vorcaro na CPMI do INSS, mas não conseguimos ver os documentos”, lembra Izalci, referindo-se à documentação em papel e digital que ficou sob tutela da Presidência do Senado. “Enquanto não houver um impeachment de ministro do STF, nada será liberado”, diz o senador.
FORTALECE o discurso – Na visão dos bolsonaristas, o pedido de averiguação do atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) endossa o argumento da família, de que há uma “vingança” contra Bolsonaro. Aliados afirmam que o CFM não saiu em defesa do ex-presidente, mas, sim, da atividade médica. Os profissionais querem se proteger, porque, se uma pessoa idosa sofre uma queda, ela tem que ir imediatamente para o hospital e não aguardar uma decisão de ministro do Supremo Tribunal Federal.
ELES vão insistir – A avaliação de aliados de Jair Bolsonaro é a de que a indicação da equipe médica da Polícia Federal, de que não havia necessidade de remoção do ex-presidente ao hospital após a queda, demonstra uma certa parcialidade da instituição. Para os bolsonaristas, a PF faz o que o ministro Moraes quer e, no caso da queda, a remoção ao hospital teria que ser imediata.
A TODO vapor – O governo federal está investindo em entregas para este ano. Só em Valparaíso I, bairro no Entorno Sul de Brasília, são três condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida.
ENQUANTO isso, no Ceará… – A eleição por lá promete ser animada. A confusão começa com o ex-prefeito de Sobral Ivo Gomes rompendo com o governador Elmano de Feitas (PT) e tratando de se recompor com o irmão, Ciro Gomes, que voltou ao PSDB de olho numa candidatura ao governo estadual.
BOMBA climática – Não é apenas o meio ambiente que sofre com as mudanças climáticas, e já tem especialista alertando para a necessidade de preparação do Sistema Único de Saúde. Muitos preveem um ano de ondas de calor intensas e mais frequentes, o que deve levar muitos brasileiros ao sistema por mal-estar causado pelo calor. E também mais diagnósticos de câncer de pele nos próximos anos.
MORAES barra sindicância – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nula a determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de abrir uma sindicância para apurar denúncias relaciona das às condições do atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Moraes mandou a Polícia Federal (PF) ouvir o presidente do conselho, José Hiran da Silva Gallo, em até 10 dias. O ministro determinou, ainda, que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao Supremo, em até 24 horas, todos os exames realizados por Bolsonaro, ontem. Ele foi ao hospital para fazer exames após sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da PF na madrugada de terça-feira. Os médicos solicitaram uma tomografia computadorizada e uma ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma. A remoção de Bolsonaro ao hospital foi autorizada, ontem de manhã, por Moraes.
HOSPITAIS inteligentes – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram, ontem, um programa para construir os chamados “hospitais inteligentes” do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa vai incorporar tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA) e conexão 5G para acelerar o atendimento em urgência, emergência e em unidades de tratamento intensivo (UTIs). O primeiro hospital inteligente público será instalado em São Paulo e servirá como referência para outras instituições. O governo federal também prometeu modernizar hospitais já existentes.
ALERJ exonera filho e ex-mulher de Cabral e mais 200 – O presidente interino da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Guilherme Delaroli (PL), exonerou nesta terça-feira (6) mais de 200 funcionários da Casa, entre eles um filho e uma ex-mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Os demitidos faziam parte da estrutura montada pelo deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente afastado da Alerj sob suspeita de vazar informações de uma operação contra o ex-deputado TH Jóias, ligado ao Comando Vermelho. O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador, foi nomeado em 2023, na gestão Bacellar. Ele era assessor da presidência e recebeu líquido, em dezembro, R$ 9.741,91. Suzana Neves Cabral estava na Alerj desde 2016, nomeada por Jorge Picciani, e recebeu, no mês passado, R$ 10.910,88 líquido. Em nota, Delaroli disse que não comentaria demissões específicas. Afirmou que “as exonerações seguem o curso natural da transição na presidência”.
MORAES manda Malafaia se explicar – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, deu 15 dias para que o pastor Silas Malafaia apresente sua defesa em relação a uma denúncia pelos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro, penúltimo dia antes do recesso do Judiciário. O caso teve origem em uma representação apresentada pelo general contra Malafaia.
PROCURADORIA dá 48 h para Petrobras e Ibama explicarem vazamento – O MPF (Ministério Público Federal) no Amapá cobrou explicações da Petrobras e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) sobre o vazamento de 15 mil litros de um produto usado no processo de perfuração no chamado bloco 59, na bacia Foz do Amazonas, uma região de alto-mar a 160 km da costa amazônica de Oiapoque (AP). Os procuradores da República enviaram os ofícios à estatal e ao órgão ambiental nesta terça-feira (6), dois dias após o acidente registrado no fundo do oceano, durante o processo de perfuração. O prazo dado para respostas é de 48 horas.
JOÃO Campos e Tabata Amaral – O prefeito de Recife, João Campos (PSB), e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) têm data marcada para a cerimônia de casamento: 21 de fevereiro, logo depois do Carnaval — festa que o casal costuma comemorar na capital pernambucana. celebração será religiosa, pequena, restrita à família e a amigos próximos, e acontecerá no litoral de Pernambuco, fora da capital, como forma de evitar maior exposição e aglomerações. O casal optou por formalizar a união no início do ano para que a organização da cerimônia não interferisse no planejamento das respectivas campanhas eleitorais. João Campos é pré-candidato ao governo de Pernambuco, enquanto Tabata concorrerá à reeleição como deputada. Juntos há sete anos, o casal, ambos com 32 anos, anunciou o noivado nas redes sociais em 7 de dezembro do ano passado.
CONTA em aberto – Três anos após os atos golpistas de 8 de janeiro, a União ainda não recebeu o ressarcimento de R$ 56 milhões dos condenados, incluindo R$ 30 milhões por danos morais coletivos. A AGU bloqueou apenas 12% do valor total. Até agora, 810 pessoas foram condenadas, mas a repartição dos valores entre os réus aguarda o trânsito em julgado, enquanto acordos e ações penais seguem em andamento.
SÓCIO oculto do Careca – A Polícia Federal informou ao STF que investiga menções a Fábio Luís Lula da Silva, Lulinha, no inquérito de fraudes no INSS. Embora citado como potencial “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, não há indícios de envolvimento direto de Lulinha. O advogado de Lulinha nega as acusações e planeja pedir investigação sobre vazamento de informações do inquérito.
CIRO Nogueira vê erro de Flavio – O Centrão considera precipitada a ideia de Flávio Bolsonaro de nomear seu irmão Eduardo para o Ministério das Relações Exteriores caso vença as eleições. Líderes centristas avaliam que Eduardo não tem condições de assumir o cargo e que a escolha pode afastar eleitores moderados, dificultando alianças. A nomeação, segundo eles, faz parte de uma estratégia que não dialoga com partidos de centro, comprometendo o apoio ao projeto de Flávio. Para o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), Flávio “apressou-se”. Outros líderes argumentam que a escolha apenas lembra a “bolha bolsonarista”.
Na minha agenda
Às 9h40, na Rádio Guaíba, serei entrevistado pelo jornalista Lasier Martins


















