A história ensina que, por vezes, quase que espontaneamente, eventos acabam por precipitar movimentos políticos e sociais que evoluem e tendem a alterar o status quo de povos e nações. Na Alemanha pós 1ª Guerra Mundial, humilhada pelo Tratado de Versalhes, nasceu um movimento tão poderoso que acabou por tornar aquele país a maior potência bélica da Europa, permitindo a lamentável eclosão da 2ª Guerra Mundial. Mais recentemente, no início da década de 2010, os eventos da dita Primavera Árabe também alteraram a realidade de países da África e do Oriente Médio.
No Brasil, a onda conservadora que teve seu ápice em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro, ainda rende frutos políticos, mas carecia de um fato novo para retomar o fôlego e fazer diferença no pleito de 2026. Esse fato novo, que começou de maneira desapercebida por muitos, tomou proporções avassaladoras, mobilizando milhares de pessoas do campo conservador como há tempos não mais se via. Sob a liderança jovem e inspiradora do deputado Nikolas Ferreira, com o lema “Acorda Brasil!”, milhares marcharam e protestaram em defesa da democracia, da liberdade de expressão, da anistia e contra a corrupção e os inúmeros abusos protagonizados por alguns integrantes da suprema corte do país.
“O pontapé para a volta da direita ao poder foi dado”
A caminhada de Nikolas, de Minas Gerais até Brasília, reveste-se de um significado todo especial. Ela mostrou à esquerda que o campo conservador está vivo, produzindo lideranças autênticas e carismáticas que oferecem risco real ao projeto de poder do lulopetismo. O jovem deputado conseguiu mostrar que é possível unificar a direita, reorganizar o campo conservador e assim obter condições de viabilizar uma disputa real contra o atual presidente.
O desafio que se nos apresenta agora é seguir avançando para que, além da base, se consiga conquistar o eleitorado do centro. É vital que a direita unifique o discurso nas redes sociais, reduza possíveis atritos internos e paroquiais, fazendo com que a interação digital avance na edificação de uma forte base física.
O pontapé para a volta da direita ao poder foi dado, fruto de um simbólico gesto que ganhou tração em nível nacional. Em verdade o Brasil viu algo inédito, novo mesmo e que materializa a ideia de que se juntos percorrermos um caminho, ao final conquistaremos um objetivo comum.
Por derradeiro, Nikolas, com seus 29 anos, surge agora como uma liderança nacional e em um outro nível, pois mostrou ser capaz de unir a direita com ações de fato e não com retóricas de internet. Agora, urge que a direita organize o discurso, alinhe as lideranças e volte a operar como bloco monolítico, aproveitando ao máximo o despertar patriótico que iluminou o caminho a ser seguido.
