Gilberto Jasper
Jornalista/gilbertojasper@gmail.com
Janeiro e fevereiro são caracterizados como pacatos em termos de noticiário. A cobertura se baseia no litoral – norte e sul -, regiões marcadas pelo movimento que se prolonga até o início de março. Este ano, porém, contrariando a tendência histórica, os repórteres não tiveram um só minuto de sossego.
No Rio Grande do Sul, em Brasília, nos Estados Unidos, na Venezuela e em vários pontos do globo tivemos episódios que garantiram audiência em rádio, TV, jornais e internet. Diante deste quadro é fácil prever que teremos um 2026 que jamais será pacato ou tranquilo.
O ano, que recém iniciou e sequer completou um mês, reserva muitos eventos que fazem prever que de mesmice não iremos sofrer. Teremos pelo menos dez feriados, a maioria em dias de semana, o que é garantia de feriadões repetidos e prolongados, com impactos na economia do país.
Muita gente acredita que a sucessão de folgas fará “o ano passar mais rápido”, a começar pelo Carnaval, cuja terça-feira considerada feriado, acontece em 17 de fevereiro. O domingo de Páscoa ocorre em 5 de abril, mas antes teremos a Sexta-Feira Santa, confirmando o feriadão.
Outro grande evento marcado para 2026 é a Copa do Mundo de futebol, que este ano terá três sedes: Estados Unidos, Canadá e México. A mais competição esportiva do planeta se realizará de 11 de junho a 19 de julho e contará com o recorde de 48 seleções. É óbvio dizer que o Brasil vai parar por mais de um mês, primeiro criticando, depois torcendo pela seleção.
A disputa de maior impacto, e que vai mobilizar os brasileiros de norte a sul, envolverá as eleições que elegerá presidente da república, governadores, senadores e deputados estaduais e federais. O primeiro turno do pleito está marcado para 4 de outubro. Afirmar que teremos uma verdadeira guerra nas ruas e nas redes sociais é dizer o óbvio. Tenho grande receio pelo que virá. Desde 2018 vivemos um clima de grenalização jamais visto, inclusive na imprensa. Veículos de comunicação, alimentados por milionárias verbas publicitárias, mais parecem comitês partidários e muitos colegas jornalistas atuam como cabos eleitorais.
2026 recém chegou. E vai precisar de muita energia, coragem e resiliência para chegar a dezembro.
