qua, 22 de maio de 2024

Variedades Digital | 18 e 19.05.24

O ANO COMEÇA SÓ DEPOIS DO CARNAVAL. SERÁ?

Buenas!

Agora não temos desculpas para procrastinar! De um jeito ou de outro, a vida tem de tomar seu rumo, chega de enrolação e desculpas, o ano de 2024 foi oficialmente liberado a abrir suas portas, afinal, acabou-se o carnaval!

Sim, caríssimos, apesar de alguns pensarem o contrário, o ano não começa em janeiro, ao menos no Brasil. Agora, finalmente o ano vai começar, carregando consigo muitas propostas e expectativas. Contudo, dependendo de como vamos lidar com elas, podemos colher bons frutos ao seu findar, daqui dez meses.

Não são todos que têm o privilégio de se preocupar com o ano após o carnaval, eu sei, mas há uma significativa e afortunada parcela da população que vive assim. Não quer dizer que não fizemos nada nestes 45 dias decorridos entre o réveillon e o fim do entrudo de fevereiro. Claro que fizemos algo. Mas, reflita comigo, há de concordar que fizemos pouca coisa aproveitável.

Falando nisso, vale um balanço destas primeiras semanas do ano, de algumas das coisas que marcaram estes dias. Não podemos desperdiçar o tanto de acontecimentos ocorridos no limbo pré- início de ano…

Comecemos pelo janeiro mais quente da história! Se deu bem quem ficou de bunda para cima na praia ou maratonando série no ar condicionado. O restante do país  derreteu num calor infernal, além, é claro, de alguns terem sofrido com os ditos temporais de verão, que arrasaram muitas cidades, inclusive, a capital do gaúchos. E eles continuam fevereiro adentro, cuidado, não,esquece do guarda-chuvas!

Falando nisso, outra coisa marcante do início do ano foi a presteza das empresas de energia elétrica. Nunca dantes na história do RS tanta gente ficou sem luz por tanto tempo. Nem quando o serviço era feito por funcionários públicos, o povo ficou sem luz e com tantos galhos de árvores nas ruas.

Senhorinhas e comerciantes perderam todas as suas mercadorias devido à demora no restabelecimento da energia em milhares de residências Rio Grande afora.

Mas serviu de aprendizado, nunca mais… Ops, ouvi um trovão lá fora e já faltou luz aqui dentro. Ainda bem que tenho bateria no meu note, mas não sei quanto tempo dura. Vou terminar a crônica, espero que dê tempo.

Na política sempre falam que o início do ano é parado, que os políticos não fazem nada. Fizeram nada mesmo, é verdade, mas a Polícia Federal fez bastante, prendendo políticos aqui, fazendo buscas em gabinete de deputado ali, achando uma pepita de ouro acolá, quebrando um sigilo por aqui…

E o que acharam do vídeo da reunião golpista presidencial do ano passado descoberto há pouco? Segundo a PF, o judiciário, o Papa e seu João, porteiro do meu prédio, não há dúvidas de que planejaram um golpe.

Não sei não, hein! Eles filmaram tudo aquilo, guardaram o vídeo e não tiveram o menor pudor ao confirmar os assuntos, os planos de prisões de autoridades, os decretos, as “viradas de mesa” e ainda falaram: E daí? Não sei não, quando a esmola é demais, o santo desconfia…

E os helicópteros caindo? Nunca antes na história deste país caíram tantos em tão pouco tempo. Pelo que vi, foram 14, em média, dois por semana. É muito teco-teco caindo. Eu já voei num brinquedo destes, dá um nervoso lá em cima, tu não sabe como ele subiu, não sabe como se mantém lá em cima , muito menos como vai pousar!

E a dengue, já tomaram sua vacina? Ops, não tem para todos, mas nem todos pegam a tal da dengue, ela nem é tão mortífera, mas não custa prevenir! Eu só ouvi falar que existe, mas também, nem o vírus da Covid-19 passou perto de mim, devo ter algum sangue ruim. Se não tem o mesmo sangue que eu, te cuida com o mosquito, e se previna, elimine águas paradas e beba muita água!

E o carnaval? Foram para a rua, pularam em bloquinhos, assistiram desfiles, beberam até cair ou ficaram em casa vendo os desfiles na tevê? Ou ficaram “macetando” o apocalipse, igual a Ivete? Ou, quem sabe, optaram por maratonar séries, filmes como eu?

Até no cinema fui e recomendo: “Pobres Criaturas” imperdível, mas não é para qualquer um,  é muito inteligente! Porém, como sempre faço, não posso negar uma coisa: eu vi a Paolla!

Sim, fui um dos 214 milhões de brasileiros que pararam alguns (ou muitos) minutos diante da tevê, do celular ou  do computador para conferir as curvas, o molejo, o balancê, o reco-reco, em suma, o desempenho da Paolla de Oliveira na Sapucaí. E digo uma coisa só: os invejosos se engasgaram com todo  o fel que tiveram que engolir de volta!

Então, que comece o ano, abolindo os voos de helicóptero, as gravacoea de reuniões políticas, os temporais arrasadores e, enfim, que soem as trombetas do Apocalipse da Baby Consuelo!