qua, 22 de maio de 2024

Variedades Digital | 18 e 19.05.24

FÉRIAS, SUAS LINDAS, POR QUE ACABAM?

 

Buenas!

Vocês já começaram a sofrer pelo final das férias escolares? Ou ainda estão em pleno gozo das folgas que o calor absurdo que vivenciamos fomenta? E o carnaval, todos prontos para o embate que ele proporciona àqueles que querem seu quinhão nas areias litorâneas ou bailes interioranos?

Eu não tenho férias regulares, acabo exercendo meu direito esparramado ao longo do ano, quebrando em várias prestações. Mas este verão, admito, fiquei com inveja de quem tira um mês ou mais nas praias, de preferência, catarinenses…

Acho que esta inveja me atrapalhou, deixei de produzir meus escritos, usei o calor como desculpa para procrastinar, exercer a arte milenar de ficar atirado vendo bobagens na tevê, exercitando os dedos no controle remoto, além de trabalhar quando em vez, afinal, os boletos não se pagam sozinho…

Neste janeiro quente e chuvoso, além de interminável, quem pôde aproveitar as férias atirado nas areias ou na beira de uma piscina se deu muito bem. Aliás, janeiro foi o mais quente da história já registrado pelo homem, que controla isso desde 1850. Não quer dizer que não teve outro pior, não há registro anterior, mas que foi quente demais, isso foi.

Falando nisso, sabem qual foi o ano mais quente da história? Foi 2023, é claro… E não sou eu digo isso, eu que reclamei o tempo inteiro do calor, que não precisei usar nenhuma vez meus cuecão, porque ano passado fez frio para assustar somente baiano ou carioca. Quem disse foi o mesmo Serviço de Mudanças Climáticas, do instituto Copernicus, da União Europeia. Cientistas afirmaram isso, não foi a tia do zap, logo, dei alguma credibilidade.

E eles avisam que podemos nos preparar, a coisa vai piorar! O calor será extremo daqui para a frente, o que não quer dizer que não teremos uma onda ou outra de frio intenso, mas que não duram tanto como outrora. Olha a onda que assolou o hemisfério norte em janeiro, foi forte, mas não foi o suficiente para aplacar o calor da maioria do mês.

Vocês que já dobraram o cabo da boa esperança e viveram a infância nos anos 1970 e 1980 no Rio Grande lembram que o frio começava em maio, daí vinha o veranico de maio e depois o frio se mantinha até meados de agosto? Hoje não temos nada disso! Um friozinho de nada, para os mais fiasquentos reclamarem, para o povo subir até Gramado e usar toucas e luvas com 25º na muringa e já volta aquele calor que nos obriga a carregar os casacos na mão…

Baseado nisso, já tomei algumas resoluções. A partir do ano que vem, vou tirar férias em janeiro. Aliás, janeiro e fevereiro, para não correr o risco de perder dias quentes, melhor, derretedores, como deverão ser os vindouros.

Pensando bem, vou superar os meus conhecidos magistrados, que são os únicos seres humanos vivos com direito a dois meses de férias, vou começar em dezembro, ficando todo o período que deverá ter temperaturas acima de 40º curtindo as areias de Cidreira, a nova Meca dos gaúchos.

Assim, terei mais tempo para me preparar para os temporais e enxurradas que costumam vir com o calor extremo. Já encomendei um bote de borracha e uma âncora. Caso as águas venham com muita força, poderei me amarrar em alguma árvore. Pensando bem, árvore não, porque se vier chuva com vendaval, elas podem querer dar uma volta, arejar suas raízes…

Com isso, eu supere a inveja de quem tira férias no período mais quente do ano e aproveite um pouco da folga que sou merecedor, afinal, apesar de não ter o recesso do judiciário, as férias de juízes, eu possa exercer o direito de fazer nada porque o calor superou a casa dos 30º. Quando atingir este número, será exercido o Direito Universal de Procrastinar e ir para a praia.

Bora começar uma nova era, com férias prolongadas para todos e propícia para encararmos o calor que nos aguarda nestes novos e glamourosos tempos?.