sáb, 25 de junho de 2022

Aplateia Digital 25 e 26/06/22

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Combustíveis e a mobilidade

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Buenas!

O mundo está evoluindo, direi melhor, em constante evolução, nem sempre progredindo, infelizmente. As pessoas precisam se adaptar ou estarão fadadas à estagnação e, o pior dos cenários, à extinção, basta ver o caso do neandertal diante dos sapiens… Ou seja, essa opção não cabe àqueles que pretendem sobreviver às novidades e constantes mudanças que nos acometem, cada vez mais turbulentas. Filosofadas à parte, Alberto reencontra Carlos, amigo de longa data.

– Grande, Alberto! – gritou com a ênfase costumeira Carlos, do outro lado da rua, quando viu seu amigo escorado em um carro no pátio de um posto de gasolina. Alberto, vendo-o se aproximar, aprumou o corpo, já esperando novidades…

– Como está, Carlos, há quanto tempo não nos vemos! Acho que a última vez foi quando te visitei no teu prédio, em tua nova morada, bastante vertical, para dizer o mínimo.Tu morava num elevador! – comentou com um sorriso discreto e um tapinha nas costas do outro.

– Faz tempo – disse o outro -, inclusive, nem moro mais lá. Dei um upgrade na minha vida. Agora minha casa é em qualquer lugar! Pensando na modernidade líquida, concluí que temos de estar preparados para tudo, logo, não podemos ficar estagnados. Agora estou pronto para qualquer deslocamento horizontal! – falou sorridente e expansivo, como sempre.

– Não entendi muito bem, como assim? – Perguntou Alberto, que nunca se acostumou com as esquisitices do amigo de longa data. Certa feita, ele mudou-se para uma floresta perto da cidade, começou a construir uma cabana sobre uma árvore, até que a polícia ambiental o expulsou do local.

– Estamos em tempos dinâmicos, como sabes bem, o mundo é dos que estão prontos para conquistar os espaços deixados pelos lentos e acomodados. Agora minha moradia será onde eu quiser! – explanou empolgado, como sempre.

– Compraste um motorhome? Que espetáculo, isso é bastante moderno e prático, facilita bastante a vida, claro. Nos EUA e na Europa são mais comuns, afinal, lá é fácil de encontrar lugares seguros para estacionar, com acesso à energia, água, banheiros, etc.

– Que nada, amigo. Lembra que prezo o minimalismo? Para que um motorhome gigantesco que iria exigir tudo isto que tu citaste, se todos os meus problemas podem ser resolvidos com meu fusca, calotas espelhadas, ano 1976, todo original? – falou, com aquele sorriso perene estampado em seu rosto.

– Como assim, Carlos? aquele que tu herdou do teu pai? Tu vais morar num fusca? – argumentou um estupefato Alberto.

– A vida é dinâmica, como sabes bem, e resolvi estar sempre pronto para ir ao encontro das oportunidades que estão na estrada da vida – filosofou Carlos, diante da perplexidade do amigo…

– E você, Alberto, como estão as coisas? Estou vendo que está bem de vida, hein? Camioneta, carrão, está podendo! É 4×4 turbodiesel?

– O quê? não, este carro não é meu. O meu tá na revisão, estava aqui mexendo no celular para resolver uma situação do trabalho, por isso me escorei no carro – falou, como se precisasse se explicar ao amigo bissexto.

– Coisa boa, fico feliz por ti. O carro deu problema?

– Na verdade, meu carro é a gasolina. Daí, resolvi colocar gás para economizar. Eis que, o preço do gás subiu tanto, que resolvi negociar um carro à diesel. Porém, no Brasil de hoje, fui atropelado pelos aumentos. Ainda não decidi o que fazer com o meu carro, que está parado na oficina…

– Poxa, não é fácil, te entendo, por isso optei por um clássico – afirmou o sorridente amigo – Com um alicate e um arame, eu nunca fico na mão.

– Que bom, fico feliz por ti. Está indo para onde?

– Indo para casa. Quer uma carona? – convidou. Carlos.

– Claro, aceito.

– Chegamos! O meu possante estava estacionado aqui na frente do posto de gasolina, eu estava chegando nele quando te vi.

– Mas ele fica estacionado na rua? – retrucou Alberto, mais espantado ainda.

– Sim, com o preço da gasolina, faz mais de três meses que ele não roda, tá impraticável amigo. Estou conectado às modernidades, mas não posso esquecer que moro no Brasil. Quer entrar para tomar um cafezinho?

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