seg, 15 de julho de 2024

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Vizinhos impedem ocupação de residência no Loteamento Manoela

Casa é habitada por moradora há dois anos
Foto: Lucas Noro/AP

Uma tentativa de invasão na tarde desta segunda-feira (14) chamou atenção de moradores da rua dos Ipês, no Loteamento Manoela. Tratava-se do imóvel número 110, habitado por Tânia Mari Rodrigues Cabreira, que foi alvo de arrombamento por um grupo de pessoas na tarde desta segunda-feira (14).

Segundo o relato de Tânia, ela só continua tendo uma casa “graças aos vizinhos”, que orientaram os supostos invasores a se retirarem do local e acionaram a Brigada Militar (BM). Tânia estava em campanha, onde trabalha, e retornou para a cidade às pressas para conferir a situação, após ser avisada pelos seus vizinhos do ocorrido.

Tânia explicou que quando chegou no Loteamento os cadeados estavam arrebentados e que a ordem teria partido do presidente da Cooperativa Inovar, José Aguiar, responsável pelo empreendimento do extinto programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal em Sant’Ana do Livramento. “Já tinham arrombado o cadeado da fechadura e entrado, mas segundo me disseram, com ordem do seu Aguiar da Cooperativa”.

A Brigada Militar foi chamada e registrou o Boletim de Ocorrência. Tânia disse que procurou José Aguiar para pegar as novas chaves de sua casa e na oportunidade ele teria explicado que estava fazendo uma “fiscalização” e as residências que “não tivessem movimentação” seriam ofertadas à outras pessoas. “Quando eu cheguei lá para falar com ele, ele me disse que a casa estava abandonada e que tinha denúncia […] aí eu reclamei dos erros que tinha dentro de casa e ele disse que dentro de casa era minha obrigação. Eles acham que tem o direito de chegar e entrar na casa da gente”.

Ela contou que além de todas as parcelas pagas ainda foi cobrada, recentemente, uma taxa extra de R$ 1.000,00 de todos os moradores para a manutenção da infraestrutura do Loteamento. “Já paguei. Tenho ali as notas para provar, eu pago tudo, eu disse para ele [José Aguiar]: tenho tudo em dia e vocês acham que tem direito de entrar na minha casa e fazerem isso que fizeram?”, disparou.

A trabalhadora rural explicou que nada foi levado do interior da residência, mas que as faturas de energia elétrica, que costumeiramente ficam guardadas na gaveta, estavam em cima da mesa. Além disso, uma garrafa de água também foi esquecida no local.

O morador da residência ao lado, Oli Fontoura da Silva, contou que chegou em casa, após participar de um rodeio e estava deitado, quando foi avisado pelo filho que a casa ao lado estava sendo invadida. “Quem me avisou foi meu ‘gurizinho’, daí eu levantei e eles já estavam aqui, já tinham arrombado a porta. Aí eu disse que eles não podiam tirar nada da casa”.

Tânia expressou a sua gratidão a Oli e sua esposa por terem lhe avisado do ocorrido e declarou: “fui salva pelos meus vizinhos”. Oli disse que a sua atitude é comum no Loteamento. “Todo mundo ajuda aqui. Quando sai um, os vizinhos cuidam a casa do outro”, comentou. O morador contou que um caminhão com as mudanças já estava na frente da casa de Tânia, na tarde desta segunda-feira mas que, devido a sua intervenção, não chegaram a descarregar os móveis.

A moradora disse que não deseja passar por esta situação novamente, porque deve retornar para o seu trabalho na zona rural, há cerca de 30 km da cidade. “Espero que não aconteça de novo”, finalizou.

CONTRAPONTO

A Reportagem do Jornal A Plateia tentou entrar em contato com o presidente da cooperativa José Aguiar mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

 

Foto: Nick Santos/AP
Foto: Yuri Cardoso/AP

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