qui, 28 de agosto de 2025

Variedades Digital | 23 e 24.08.25

Querer é poder?

Gilberto Jasper
Jornalista/gilbertojasper@gmail.com

Quando era piá olhava para as pessoas com 30 anos e os considerava velhos. Na década de 60, quando nasci, os avanços da medicina sobre longevidade eram embrionários diante da obsessão atual do “jovem para sempre”. Além da medicina, a luta contra a velhice dispõe de um arsenal de procedimentos estéticos para disfarçar a idade jamais sonhada. Escolher uma carreira também obedecia a um rito muito diferente do atual.
Durante muito tempo meu pai – que morreu de infarto aos 52 anos – tentou fazer de mim um bancário. Compreensível. Era uma época que ser do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal garantia um salário e uma aposentadoria generosa, além de status na comunidade onde se trabalhava.
Fiz concurso para ambas as instituições, rezando para não ser aprovado. Passar horas atrás de um guichê, sem sair à rua, seria uma sentença de morte. Até cursinho fiz durante os sábados à tarde, ao longo de dois meses para agradar meu pai, cuja autoridade jamais contestei.
Tive paciência até comunicar que passara no vestibular para jornalismo. Ele argumentou que morreria de fome devido às dificuldades do mercado que, já naquela época, era restrito. Em relação aos costumes costumo dizer que passamos de um extremo a outro.
Antes, “na minha época”, ouvíamos para obedecer sem reclamar. Atualmente o princípios de autoridade – ou hierarquia familiar – está distorcido. Pais têm medo de ser firmes, temendo chantagens, pretensas consequências emocionais. Resultado: um contingente cada vez maior de pessoas imaturas, incapazes de conviver com as frustrações e negativas da vida.
Às vésperas de completar 61 anos, resisto à tentação de finalmente me aposentar, fazer apenas o que gosto, espichar o sono da manhã, escolher potenciais clientes para trabalhar em consultoria e assessoria. Compromissos financeiros pressionam a imensa vontade de desacelerar uma personalidade que prima pela pressa, ansiedade e inquietude. Tenho amigo que fixam uma data, um ano e cumprem à risca o planejamento, largando anos de atividade produtivos (e com qualidade!) para dedicar-se ao gozo da vida. Em sítios, no litoral ou apenas ficando em casa, saindo para caminhar com o cachorro, visitar filhos e netos. Usufruir do que resta de tempo.
Resgatar antigos projetos não é fácil ou simples. Mas quem sabe não me encorajo para pôr em prática planos de tanto tempo?

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