seg, 22 de julho de 2024

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Última Edição

Sobreviver

Gilberto Jasper
Jornalista/[email protected]

É inédita a quantidade de conteúdos que recebemos através do celular, de maneira especial pelo whatsapp. Com boa vontade pode-se dizer que 90% do total sequer merecem atenção elem dos 10 primeiros segundos. Mas como sempre há exceções. Como jornalista gasto muitas horas todos os dias consumindo conteúdos sobre vários assuntos.
O amigo e radialista João Demachi, da Rádio Eco do Vale, do município de Pouso Novo, enviou-me um vídeo de pouco mais de três minutos. Nele, um psiquiatra não identificado, tece comentários relativos à pandemia. Ele recorda que desde 2020 o cotidiano é um desafio emocional sem precedentes para a nossa geração.
Observa que o termo resiliência que, em resumo, é a capacidade humana de adaptação e recomeço diante das agruras da vida, está seriamente ameaçada pelo prolongamento do cotidiano devastador. “Não existe remédio para o otimismo”, explica, porque se trata de uma atitude individual diante da realidade, sem droga ou medicamento para repor a falta.
Mais adiante ele recomenda que deixemos de mandar mensagens escritas ou áudios por whats para apostar em ligações “ao vivo” para as pessoas queridas que fazem a diferença em nossas vidas. A eficácia desta prática eu posso testemunhar. Na semana passada liguei (para o telefone convencional dele!) para um tio com quem há 20 anos não conversava. Ele é meu padrinho, homem de múltiplos talentos artísticos, toca um sem número de instrumentos, um ser humano especial.
Há um mês ele ficou viúvo (calma, minha tia não morreu de covid!), mas não perdeu o alto astral, característica marcante do tio Dittmar Kirsch, de Lajeado. Relatou que o carinho das filhas tem sido o combustível fundamental para viver. Disse, ainda, que telefona com frequência para outros parentes.
Voltando ao vídeo, o psiquiatra fez outra recomendação:
– Ouvimos o dia todo o ‘fique em casa’, mas eu digo: “saia de casa”, em horários de pouco movimento com todos os cuidados sanitários – adverte.
Diz que caminhar e a natureza, as pessoas e detalhes imperceptíveis ao andar de carro ou transporte coletivo é um bálsamo para fazer frente às tragédias.
– Esta postura pode até não dar um novo propósito de vida, mas estimula a esperança, fortalece a resiliência tão necessária em época de más notícias e perdas tão próximas – conclui o profissional de saúde mental.
É inédita a quantidade de conteúdos que recebemos através do celular, de maneira especial pelo whatsapp. Com boa vontade pode-se dizer que 90% do total sequer merecem atenção elem dos 10 primeiros segundos. Mas como sempre há exceções. Como jornalista gasto muitas horas todos os dias consumindo conteúdos sobre vários assuntos.
O amigo e radialista João Demachi, da Rádio Eco do Vale, do município de Pouso Novo, enviou-me um vídeo de pouco mais de três minutos. Nele, um psiquiatra não identificado, tece comentários relativos à pandemia. Ele recorda que desde 2020 o cotidiano é um desafio emocional sem precedentes para a nossa geração.
Observa que o termo resiliência que, em resumo, é a capacidade humana de adaptação e recomeço diante das agruras da vida, está seriamente ameaçada pelo prolongamento do cotidiano devastador. “Não existe remédio para o otimismo”, explica, porque se trata de uma atitude individual diante da realidade, sem droga ou medicamento para repor a falta.
Mais adiante ele recomenda que deixemos de mandar mensagens escritas ou áudios por whats para apostar em ligações “ao vivo” para as pessoas queridas que fazem a diferença em nossas vidas. A eficácia desta prática eu posso testemunhar. Na semana passada liguei (para o telefone convencional dele!) para um tio com quem há 20 anos não conversava. Ele é meu padrinho, homem de múltiplos talentos artísticos, toca um sem número de instrumentos, um ser humano especial.
Há um mês ele ficou viúvo (calma, minha tia não morreu de covid!), mas não perdeu o alto astral, característica marcante do tio Dittmar Kirsch, de Lajeado. Relatou que o carinho das filhas tem sido o combustível fundamental para viver. Disse, ainda, que telefona com frequência para outros parentes.
Voltando ao vídeo, o psiquiatra fez outra recomendação:
– Ouvimos o dia todo o ‘fique em casa’, mas eu digo: “saia de casa”, em horários de pouco movimento com todos os cuidados sanitários – adverte.
Diz que caminhar e a natureza, as pessoas e detalhes imperceptíveis ao andar de carro ou transporte coletivo é um bálsamo para fazer frente às tragédias.
– Esta postura pode até não dar um novo propósito de vida, mas estimula a esperança, fortalece a resiliência tão necessária em época de más notícias e perdas tão próximas – conclui o profissional de saúde mental.