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Aulas Programadas mobilizam escolas do campo da Fronteira Oeste do Estado

Aulas Programadas mobilizam escolas do campo da Fronteira Oeste do Estado

Metodologia é empregada em decorrência do período de isolamento social estabelecido para conter o avanço do coronavírus

No Rio Grande do Sul, existem cerca de 600 escolas estaduais localizadas em áreas rurais. O trabalho do setor de Educação do Campo, realizado pela Secretaria Estadual da Educação (Seduc), tem o objetivo de ofertar um ensino de qualidade, respeitando a regionalidade, as potencialidades e a cultura de cada região. Os desafios aumentam em decorrência do período de isolamento social estabelecido para conter o avanço do coronavírus.

Nas instituições de ensino da Fronteira Oeste do Estado, local tradicionalmente conhecido pelas grandes extensões de terra e pela distância entre os perímetros urbanos, não falta dedicação e empenho de diretores e professores para garantir o acesso dos estudantes às Aulas Programadas.

A 35ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), de São Borja, juntamente com a 10ª CRE, de Uruguaiana, e com a 19ª CRE, de Santana do Livramento, somam 134 escolas e mais de 60 mil alunos matriculados na rede estadual de ensino.

Seja no frio da manhã de 5º C, ou nos 28º C do meio da tarde, os educadores atravessam a Campanha gaúcha para levar os materiais didáticos e entregar os conteúdos pedagógicos às famílias. Este é o caso da Escola Serafim Rosa, localizada no município de Santiago, na 35ª CRE. A diretora Elenice Torbitz vai com a equipe de professores em uma van na casa de cada um dos estudantes para ofertar as Aulas Programadas.

“Nós temos em torno de 30 estudantes que moram cerca de 60 quilômetros de distância da cidade. Saímos prevenidos com máscaras e luvas e visitamos as residências localizadas nos campos e nas fazendas. Valeu muito a pena, pois estávamos com saudades e eles também. Agradecemos muito o apoio de pais e familiares. Foi muito gratificante”, destaca Elenice.

Em Alegrete, na região da 10ª CRE, a coordenadora pedagógica da Escola Arthur Hormain, Regina Bloglio, conta como está sendo as Aulas Programadas na instituição de ensino: “Este é um momento importante, em que o professor precisa se reinventar. É isso que busco no meu grupo de trabalho. Alguns pais têm e-mail, outros têm WhatsApp no celular e outros não. Para aqueles que não têm, nós nos preocupamos em imprimir todo o material de aula. Por isso, fazemos reuniões semanais entre os educadores para criar caminhos que facilitem o acesso ao conteúdo e garantam o bem-estar dos alunos e das famílias”.

A diretora Lídia Maria Viana Vieira, da Escola Antônio José de Assis Brasil, do município de São Gabriel, na região da 19ª CRE, entrega pessoalmente os materiais didáticos para 20 alunos que residem nas áreas rurais da cidade. “A realidade desta região é bem diferente de outras do Estado que contam com espaços urbanos predominantes. Por isso, estamos indo na casa de cada estudante para mantermos os conteúdos e as atividades curriculares em dia. Para mim, esta é uma ação gratificante”, afirma.

Trabalho das coordenadorias

A coordenadora da 10ª CRE, de Uruguaiana, Sara Cardoso, acompanha diretamente o trabalho das instituições de ensino por meio da realização de webconferências semanais com as equipes diretivas e elogia o trabalho das escolas do campo. “Este é um momento de desafio, de experimentar novas formas de ensinar e de fazer gestão escolar. Todos estão de parabéns pelo excelente trabalho, especialmente os diretores das escolas rurais que estão se superando a cada dia”, enaltece.

A titular da 35ª CRE, de São Borja, Sandra Mara Fagundes, faz um balanço das Aulas Programadas na região: “Estamos atendendo os alunos de acordo com suas realidades, ou seja, em sua maioria on-line, mas também aos que não têm acesso às redes através materiais impressos, livros, leituras e pesquisas. Enfim, podemos dizer que a escola estadual se reinventou para atender às peculiaridades locais”.

A coordenadora da 19ª CRE, de Santana do Livramento, Ana Alice Campagnaro, fala sobre o esforço, a dedicação e a competência dos educadores e das equipes diretivas durante o período das Aulas Programadas. “Sabemos que nossa região é bem distinta da grande maioria das demais de nosso Estado, principalmente pelas condições econômicas, geográficas, culturais e sociais, no que se refere ao acesso à tecnologia e também a distância das residências até as escolas. Por isso, parabenizamos e enaltecemos o trabalho de todos que se esforçam, diariamente, para garantir o acesso comunidades escolares aos conteúdos pedagógicos”.

 

Germano Rigotto

Morning Express

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