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Descaso com dinheiro público: Creche da Simon Bolívar um retrato do abandono

Obra do governo federal está abandonada há mais de 4 anos e vem sofrendo furtos e vandalismo dia a pós dia. Segundo município a questão está na justiça

Uma situação que causa revolta. Quem passa na BR 158 na entrada do município, onde deveria existir um letreiro com a seguinte frase “bem-vindo a Santana do Livramento” ou a “Fronteira da Paz”, avista ao invés disto uma cena estarrecedora. Um prédio público em ruínas.
Tratasse da Obra da Creche da Vila Simon Bolívar financiada pelo Sistema Pró-infância do governo federal que teve início em meados de 2014 e não foi concluída após o abandono da empresa da MVC que abandonou a obra. No município foram iniciadas duas escolas, das 4 que estavam comtempladas dentro do projeto inicial, a segunda está localizada na Vila Brasília.
Com o abandono das obras pela empresa, criou-se um jogo de empurra, empurra entre governo federal que diz que quem deveria zelar pelo patrimônio seria município, enquanto o município alega que ainda não recebeu a obra concluída.
Enquanto essa queda de braço não é resolvida a obra vem sofrendo vandalismo, depredações e furtos constantes como é o caso dos portões, grades, portas, placas, fiação e o mais agravante de tudo o telhado que está sendo levado aos poucos.
Boa parte da cobertura da obra já foi furtada, porque infelizmente não existe vigilância no local. A reportagem do Jornal A Plateia entrou em contato com o Secretário de Planejamento o engenheiro Miguel Pereira que disse que esta questão está tramitando na justiça e que infelizmente o mais correto a fazer seria derrubar toda a estrutura e refazer de alvenaria, já que a creche foi construída com uma tecnologia que somente a empresa MVC dominava no mercado. Cada uma das obras foi orçada em 2 milhões de reais segundo o secretário e teria capacidade de atender até 300 crianças em turno integral.
“A possibilidade de recuperar esse material é muito pequena. Mínima. E ainda tem um agravante em relação a responsabilidade como havia uma empresa executando a obra e quem pagava esse empresa era a união, o município apenas fazia os laudos e vistorias. Quando a empresa simplesmente não cumpria o contrato e saiu da obra ninguém assumiu essa responsabilidade de cuidar a obra. Nesse jogo de empurra a escola ficou no vazio e acabou desse jeito completamente destruída. Está gestão quando entra já encontra essa situação já consolidada. Alguns município por exemplo pagaram uma empresa de demolição pegaram o material e jogaram no pátio da empresa e acionaram judicialmente as garantias da empresa” comenta o secretário.
Segundo Miguel esses municípios a partir desse fato, acabaram concluído as obras com recursos próprios. Já em Livramento está questão está sendo revolvida via procuradoria jurídica do município. “Para se ter uma ideia, o município ainda tem depositado em conta para concluir essas duas obras 1 milhão e 300 mil reais. Só que são contas bloqueadas e o município não conclui porque não tem como legalmente. É um grande problema”.
Enquanto isso dezenas de crianças de toda a região do Bairro Simon Bolívar seguem com a espera de um dia, quem saber estudar bem próximo de casa.

Foto: Marcelo Pinto/AP
Foto: Marcelo Pinto/AP
Foto: Marcelo Pinto/AP
Foto: Matias Moura/AP
Foto: Matias Moura/AP
Foto: Marcelo Pinto/AP

Morning Express

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