qua, 19 de junho de 2024

Variedades Digital | 15 e 16.06.24

Coofitec corre contra o relógio

Cooperativa aguarda conclusão de processo de definição de área para sair da estrutura do antigo Lanifício Thomaz Albornoz

A Coofitec – Cooperativa dos Profissionais da Fiação e Tecelagem de Sant’ Ana do Livramento – está em contagem regressiva para sair das instalações dos antigos prédios do Lanifício Thomaz Albornoz. A estrutura foi vendida e o mês de agosto é derradeiro em termos de prazo para que os cooperados possam reestruturar as operações da única entidade cooperativa do Brasil que realiza beneficiamento de lã.
O momento é de apreensão, pois diretoria e cooperados aguardam o sinal verde do Executivo Municipal para transferir o maquinário para outra área, designada pela Municipalidade em uma fração da antiga Swift Armour.
Edson Renato Silva Jorge, diretor presidente da Coofitec ressalta que a Prefeitura prometeu a Coofitec uma fração de uma área no recinto da antiga Swift, terrenos hoje pertencentes a empresa Cobreal. “O nosso prazo já está se esgotando e até agora não temos uma definição concreta, formalizada sobre a área” – sintetiza. Renato, como é mais conhecido, respondeu alguns questionamentos à reportagem.

A Plateia – Todo o terreno e prédios do antigo Lanifício que foram cedidas a Coofitec foram vendidas. Qual é a situação hoje?

Renato – Nós temos um prazo a cumprir e queremos cumpri-lo, pois recebemos um importante apoio da família Albornoz, que nos doou todo o maquinário e precisa concretizar a entrega da atual área para o comprador, isso agora, em agosto. Nossa preocupação, que é a mesma das barracas, artesãos e clientes de vários outros municípios e estados brasileiros, os quais dependem da renda que a cooperativa gera e dos serviços que presta, é ficarmos se operações.

A Plateia – Qual o caminho para a Coofitec?

Renato – Estamos aguardando a Prefeitura encaminhar para a Câmara a designação de uma fração de área situada na antiga Swift Armour, mas, até o momento, e já participamos de várias reuniões com o Executivo, não temos uma resposta efetiva. Isso nos preocupa muito, pois nosso prazo para deixar o local onde nos encontramos está se extinguindo. Não podemos parar nossas operações mais do que o necessário para realizar a mudança, pois daqui dependem não apenas os 50 sócios cooperados e suas famílias, como também, uma gama de artesãos de Livramento e municípios da região, bem como de outras cidades e estados, além dos clientes, como Cotegal, de Caxias do Sul, além de outras empresas, de Pelotas, de Porto Alegre e, inclusive, do Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, entre várias outras. Essa demora significa que estamos às vésperas de ficarmos sem as operações, sem geração de renda e, por conseguinte, nossos cooperados ficam desempregados. Isso sem falar nos outros prejuízos sociais e econômicos.

A Plateia – O que significa parar a operação da Coofitec?

Renato – Veja. Em 2017, a Coofitec lavou mais de 50 toneladas de lã por mês. Nossa estimativa é de, no mínimo, uma injeção de capital no município em torno de R$ 2,5 milhões. Parar as operações significa, além do desemprego, descapitalização e prejuízos sociais, deixar de injetar recursos na economia do município de Livramento, pois reinvestimos aqui, geramos renda aqui e nossos cooperados e suas famílias aportam mensalmente os recursos que recebem no comércio, nos serviços e nas demais áreas de Livramento.

A Plateia – E a nova área já foi destinada?

Renato – Ainda não recebemos nada formalizado. Temos o compromisso do prefeito municipal da destinação de cerca de 33.887,00 metros de uma área que está na antiga Swift Armour para que possamos nos instalar mediante termo de comodato. Já atendemos aos pedidos e solicitações que nos foram feitos por parte do Município, inclusive encaminhando o layout do que pretendemos e agora estamos, todos nós diretores e cooperados, muito apreensivos, esperando que a Prefeitura formalize os procedimentos para que possamos nos mudar e liberar a estrutura que ocupamos para que os proprietários façam a entrega dos prédios aos compradores.

Momento de espera e apreensão

A Coofitec, conforme o diretor presidente, conta com o apoio da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), entre outras instituições e pessoas da comunidade na realização do que, esperam os cooperados, seja um novo início para a cooperativa. “Queremos cumprir com os diretores, Thomaz Albornoz Neto e Carlos Eduardo Guerra Albornoz, com sempre mantivemos uma relação muito positiva, baseada na confiabilidade. Inclusive, eles nos doaram todo o maquinário que hoje utilizamos e diante desse apoio, nosso desejo é cumprir tão logo possível com o prazo que nos foi dado, o qual se extingue em agosto; mas dependemos exclusivamente da Prefeitura realizar os encaminhamentos e formalizar a destinação de área para a Cooperativa, a fim de que possamos cumprir e o mais breve possível retomar as operações” – conclui.
A expectativa da Coofitec, neste momento de espera – e que também gera apreensão entre todos os cooperados, suas famílias, clientes e artesãos que dependem da lã beneficiada para executar seus trabalhos – é de que a Prefeitura de Livramento ofereça uma resposta formal nos próximos dias, a fim de que seja possível dar início nas ações de retirada de maquinário, assim como as atividades de adaptações das novas instalações destinadas para retomada da prestação de serviços.

Edson Renato Jorge diretor presidente da cooperativa
Maquinario utilizado foi doado pela Familia Albornoz para que a Coofitec leve para seu novo local

Trabalho dos cooperados

Por: redacao@jornalaplateia.com

CMPC confirma investimento no RS, mesmo após enchentes

A multinacional chilena CMPC confirmou que o investimento no Estado, anunciado durante a assinatura do protocolo de intenções com o governo estadual no final de abril, terá seguimento, mesmo após os eventos climáticos que atingiram o RS. A confirmação dos R$25 bilhões, que terão como destinação a instalação de uma nova planta industrial de produção de celulose em Barra do