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    A alta do preço dos fertilizantes tem despertado grande preocupação e interesse do governo federal. Isso ocorre, sem dúvida, em função da influência do quadro no preço dos alimentos, principais responsáveis pelo crescimento da inflação.
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    Atualmente, o Brasil importa cerca de 70% dos fertilizantes que utiliza, que por sua vez representam 40% do custo de produção dos alimentos. Já destaquei aqui a urgência de uma revisão da política aplicada pelo governo neste setor. Não é possível que num país cuja inflação ronde os 4%, os fertilizantes tenham um acréscimo de 100% nos seus preços.
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    Por isso, considero muito positiva a possibilidade anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento de o governo intervir para a redução do preço desses produtos, através do aumento das importações ou pela redução das alíquotas dos impostos incidentes.
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    Paralelamente, temos a posição do Ministério da Agricultura de dar início ao processo que poderá tornar o Brasil auto-suficiente na produção de fertilizantes. Temos a capacidade de alcançar essa posição num prazo de 5 a 10 anos, no caso do fósforo e dos nitrogenados, que junto com o potássio são os principais componentes do adubo. Em relação a este último elemento, tem-se o conhecimento de uma grande mina no Amazonas, o que demandará um prazo um pouco maior para nossa auto-suficiência, em função da necessidade de uma profunda análise técnica e ambiental.
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    De toda forma, no meu modo de ver, é urgente a intervenção do governo para conter a alta do preço dos fertilizantes.

    Incentivo às PCHs

    A Agência Nacional de Energia Elétrica [Aneel] colocou em audiência pública propostas que buscam aperfeiçoar o processo de autorização para a construção de PCHs [Pequenas Centrais Hidrelétricas]. A justificativa para as alterações é bastante plausível.
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    A agência constatou que alguns investidores, após conseguirem a outorga para seus projetos, acabam não levando adiante a obra, fazendo com que o potencial de vários dos nossos rios seja desperdiçado.
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    Vale ressaltar aqui que, diferentemente das usinas hidrelétricas de grande porte - cuja concessão é disputada em leilão - as PCHs precisam apenas de uma autorização, concedida após o empreendedor fazer um inventário do rio, identificar um local para a construção da pequena usina e pedir o aval da agência para colocar o projeto em prática.
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    O que a Aneel propõe e que avalio como bastante positivo para garantir a exploração do nosso imenso potencial hidrelétrico é a exigência, no momento do registro, que o investidor comprove a capacidade de executar o projeto. A agência também deve passar a exigir uma caução no valor de R$ 20 a R$ 150 mil e determinar um prazo de validade de 12 meses para as autorizações. São medidas necessárias.

    Prejuízo das companhias aéreas

    Não são apenas as companhias aéreas brasileiras que estão enfrentando dificuldades financeiras em conseqüência do aumento dos preços dos combustíveis, com o barril do petróleo chegando ao preço de US$ 140.
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    A Associação Internacional do Transporte Aéreo, que reúne a maioria das empresas, espera para esse ano um prejuízo total de US$ 6,1 bilhões, devido ao aumento do preço dos combustíveis acompanhado pela desaceleração econômica dos EUA.
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    O combustível de avião já subiu 42% em seis meses

    rigotto@germanorigotto.com.br.

     











     

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