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    Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram uma tecnologia que, segundo eles, pode tornar a internet de 100 a 1.000 vezes mais rápida, além de mais barata. Segundo Vincent Chan, professor de engenharia elétrica e ciência da computação do MIT e que conduziu a equipe de pesquisa, o truque para tais aumentos de desempenho está dentro dos roteadores que direcionam o tráfego na web. Isso porque a substituição dos sinais elétricos dentro deles por sinais ópticos tornaria a internet 100 vezes - ou até 1000 vezes - mais rápida, além de reduzir a quantidade de energia que ela consome. De acordo com Chan, com os processadores cada vez mais poderosos e aplicativos dependendo cada vez mais de banda larga, a internet terá um "ponto de estrangulamento" no prazo de três a cinco anos. Segundo ele, os roteadores atuais têm dificuldade para lidar com os sinais de entrada de fibra óptica, principalmente no momento em que os mesmos são convertidos para sinais elétricos e que podem ser armazenados na memória até que sejam processados. Posteriormente, os sinais elétricos são convertidos de volta para os ópticos, para que possam ser enviados para o tráfego. Esse processo consome tempo e energia. Mas a partir da tecnologia desenvolvida por Chan e sua equipe - que leva o nome de comutação de fluxo - tais conversões são eliminadas. "A internet mais rápida seria um feito enorme", disse Rob Enderle, principal analista da Enderle Group. "Agora, a rede é o gargalo para a computação atual. Essa tecnologia o MIT poderia transformar a indústria como nós a conhecemos. Precisamos de uma web mais rápida o quanto antes". No entanto, pelo menos até o momento, analistas apontam que seria caro para as empresas de infraestrutura substituir os roteadores atuais por outros que esta nova tecnologia do MIT.

    Celulares com dois chips
    A fabricante brasileira de produtos eletrônicos CCE anunciou nesta sexta-feira entrada no mercado nacional de celulares, com foco no grande mercado de telefonia móvel pré-paga do país. A companhia vai começar a vender quatro modelos de aparelhos, todos desbloqueados e compatíveis com dois chips GSM (dual chip), mais comumente usados por usuários de linhas pré-pagas. Os aparelhos também possuem recepção de TV digital, câmera e conexão sem fio via Bluetooth. A meta da companhia no primeiro ano é atingir vendas de 100 mil unidades. Em cinco anos, a expectativa é de participação de mercado de 3% no Brasil. A empresa vai disputar mercado com gigantes do setor como as sul-coreanas Samsung, que já vende três modelos de celulares compatíveis com dois chips no país. Enquanto isso, a também sul-coreana LG oferece dois modelos para dois chips. O Brasil encerrou o primeiro semestre com uma base de 185,1 milhões de acessos de comunicação móvel ativos, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). E a diversidade de planos e promoções que as operadoras oferecem incentiva os usuários a buscar esse tipo de aparelho, que consegue funcionar com duas operadoras simultaneamente.

    Saiba mais:
    Roteador (ou router) é um equipamento utilizado em redes de maior porte para transferência de dados. Ele é "inteligente" e tem a capacidade de escolher a melhor rota que um determinado pacote de dados deve seguir para chegar a seu destino. É como se a rede fosse uma cidade grande e o roteador escolhesse os caminhos mais curtos e menos congestionados. Daí o nome de roteador. É através dos roteadores que conseguimos acessar as paginas da internet sem ter a necessidade de saber a sua localização.