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Há sessenta anos o país perdia o maior escritor da língua
portuguesa
Monteiro Lobato é um dos autores
mais lidos até hoje
Qual santanense não leu um dia alguma
obra de Monteiro Lobato? Qual cidadão
da Fronteira não precisou folhear,
pelo menos no período em que freqüentava
os bancos escolares, a obra de Monteiro
Lobato? O maior escritor da língua
portuguesa completa nesta quarta-feira,
60 anos de falecimento. A data, já
lembrada nas escolas da rede pública
e privada da cidade, serve também
para fomentar o hábito da leitura,
principalmente da obra de escritores nacionais.
Quem foi Lobato?
José Bento Renato Monteiro Lobato
(Taubaté, 18 de abril de 1882 —
São Paulo, 4 de julho de 1948) foi
um dos mais influentes escritores brasileiros
do século XX. É popularmente
conhecido pelo conjunto educativo, bem como
divertido, de sua obra de livros infantis,
o que seria aproximadamente metade da sua
produção literária.
A outra metade, consistindo de inúmeros
e deliciosos contos (geralmente sobre temas
brasileiros), artigos, críticas,
prefácios, um livro sobre a importância
do petróleo e do ferro e um único
romance, O Presidente Negro, não
alcançou a mesma popularidade, mas
ainda assim representa um divisor de águas
na literatura brasileira. Em 12 de novembro
de 1914, o jornal O Estado de São
Paulo publicou o seu artigo Velha Praça.
Era véspera de Natal quando o mesmo
jornal publicou um conto daquele que mais
tarde seria o seu primeiro livro, Urupês.
Sua quarta e última filha, Rute,
nasceu em fevereiro de 1916, quando iniciava
colaboração na recém
fundada Revista do Brasil. Era uma publicação
nacionalista que agradou em cheio o gosto
de Lobato.

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