Definir estádio
de São Paulo é "urgente",
diz ministro
O impasse a respeito do estádio
de São Paulo é o principal
problema da preparação brasileira
para sediar a Copa do Mundo de 2014, mas
a capital paulista prometeu apresentar uma
solução dentro dos próximos
dias ou semanas, disse ontem o ministro
do Esporte, Orlando Silva.
O ministro, em teleconferência com
a imprensa internacional sobre os preparativos
do país para o Mundial da Fifa e
a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro,
defendeu que São Paulo seja a cidade
da abertura da Copa, desde que esteja em
condições de receber o primeiro
jogo da competição.
O Morumbi, primeira escolha paulista para
sediar o Mundial, foi descartado pela Fifa
depois que o São Paulo Futebol Clube,
proprietário do estádio, não
apresentou as garantias financeiras para
as reformas necessárias para a Copa.
Entre as opções paulistas,
estão a construção
de um estádio completamente novo
em Pirituba, zona norte da capital, uma
reforma e ampliação do estádio
do Pacaembu, inaugurado em 1940, uma ampliação
no projeto de reforma do Palestra Itália,
do Palmeiras, e a construção
de uma nova arena pelo Corinthians.
Uma reunião foi realizada na semana
passada entre o governador Alberto Goldman
(PSDB), o prefeito da capital, Gilberto
Kassab (DEM), e o presidente da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira,
para discutir o tema, mas as autoridades
não chegaram a qualquer acordo.
"O prefeito me prometeu em poucos dias,
em poucas semanas, a definição
final sobre o estádio", afirmou
Orlando Silva. "Acredito que São
Paulo deveria ser a cidade de abertura do
Mundial da Fifa, mas para isso, a preparação
da cidade deve estar à altura do
desafio."
Apesar da indefinição paulista,
o ministro garantiu que o Brasil vai cumprir
os prazos e terá estádios
"de última geração"
tanto para o Mundial como para a Copa das
Confederações, que acontece
em 2013. Segundo ele, seis das 12 cidades
já iniciaram as obras das arenas
--Manaus, Cuiabá, Natal, Salvador,
Belo Horizonte e Brasília.
Os estádios têm à disposição
uma linha de financiamento do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) de 4,8 bilhões de reais --até
400 milhões de reais para cada um--
que está incluída num investimento
total de mais de 23 bilhões de reais
que o governo federal fará em obras
voltadas para a Copa do Mundo.
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