• Editorial
  • Opinião
  • Charge do dia
  • Imagem do dia
  • .. EDITORIAIS
  • Geral
  • Executivo
  • Rural
  • Esportes
  • Policía
  • Espanhol
  • .. COLUNAS
  • Chimarreando
  • Câmara de Vereadores
  • Duda Pinto
  • Realidade On-line
  • .. SERVIÇOS
  • Ônibus Intermunicipais
  • Telefones Úteis
  • Links Úteis
  • .. A PLATÉIA
  • Quem Somos?
  • Nossa Equipe
  • Ranking dos Jornais/RS
  •  
























     


     

    Felipão, o ídolo qüestionado

    Lisboa, Portugal - Tanto quanto a quase totalidade dos brasileiros, também os portugueses tem verdadeira paixão pelo futebol. Os jornais dedicam-lhe largos espaços, assim como o rádio e a televisão.
    O país parou para assistir, no último domingo, ao jogo decisivo da Copa Européia. E os portugueses torceram em massa pela Espanha, em boa parte porque foi a Alemanha quem eliminou Portugal do torneio, num jogo - palpite de alguém que é curioso, apenas, como são, aliás, muitos dos nossos comentaristas - em que o time (ou a equipa, como se diz aqui) jogou melhor e não merecia a derrota. A Espanha venceu com brilho e, em parte, com esse resultado, sente-se aqui uma réstia de vingança.
    Mas e o nosso Luiz Felipe Scolari¿
    As especulações sobre o destino da seleção portuguesa começaram nas entrevistas de vestiário, logo após a derrota para os alemães e não pouparam nosso Felipão. Uma das primeiras perguntas - inevitável - foi sobre a coincidência do anúncio de sua decisão de aceitar o convite para treinar o Chelsea, da Inglaterra, e o fato de que, a partir daí, Portugal perdeu as partidas restantes da Copa.
    Nada a ver uma coisa com outra, é claro, logo reconheceram os mais sensatos. Mas Scolari não é uma unanimidade - se o fosse seria burra, como são todas as unanimidades, segundo Nelson Rodrigues - e sobraram farpas para o nosso consagrado treinador.
    Suas agruras não terminaram aí. O jornal "O Sol", semanário respeitado que vai às bancas todos os sábados, acaba de denunciar, na manchete de capa, com direito a foto, que Luiz Felipe Scolari foi apanhado nas malhas da "Operação Furacão", driblando o fisco português.
    Trata-se de uma ação do Ministério Público, através do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que detectou pagamentos feitos ao ex-treinador da seleção portuguesa através de uma instituição financeira com destino a uma offshore, com indícios de burla ao fisco.
    "As transferências detectadas em nome do treinador ascedem a valores elevados", diz "O Sol". Felipão nega, através de seu porta-voz: "É a primeira vez que ele ouve falar desse assunto e está completamente tranqüilo. Qualquer um de nós pode ser investigado e isso não é notícia." E completa: Scolari "tem toda sua situação fiscal regularizada".
    Para o bom torcedor português, a notícia não teve repercussão maior. A imagem de Scolari aqui é a melhor possível. Afinal, ele fez com que a seleção de Portugal chegasse a uma posição nunca antes alcançada.
    E todos lembram que, na última edição da Eurocopa, em 2004, ele teve a capacidade de incendiar Portugal, ao conclamar os portugueses para que tivessem orgulho de sua seleção e desfraldassem bandeiras do país em seus carros, nas janelas de suas casas, em todos os lugares, enfim, mas em especial, nas mãos e no coração.
    Todos o ouviram. E Portugal, a partir daí, quando está em jogo a seleção, pinta-se de verde e vermelho.











     

    ..: Links Varios :..