O Dragão Chinês
O deslocamento do eixo da economia mundial
em direção à Ásia
opõe em nova batalha Brasil e Estados
Unidos, os dois maiores exportadores de
commodities agrícolas. A briga é
por uma fatia maior do mercado chinês,
motor da expansão da economia asiática.
No país mais populoso do mundo, a
produção agropecuária
é grande, como tudo na China, mas
cresce aquém do consumo e torna o
país cada vez mais dependente das
importações. Pelo seu crescimento,
atual e potencial, todos os exportadores
de commodities estão de olho no mercado
chinês. Europa, Austrália,
Nova Zelândia, Japão, Corea,
Chile, África do Sul, Argentina,
Brasil e EUA, todos querem um pedaço.
O interesse se justifica. A China é
hoje a maior economia agrícola do
mundo. É o quinto exportador produtos
básicos e o terceiro país
que mais importa commodities no mundo. Detém
3,2% das exportações globais
e 6,1%das importações mundiais
do agronegócio. A China ainda é
exportadora de milho e arroz, mas importa
cada vez mais trigo e, principalmente, soja.
Segundo especialistas, a enorme população
chinesa – estimada em 1,3 bilhão
de habitantes – continua crescendo,
se urbanizando, e, principalmente, ganhando
renda. Com o aumento do poder aquisitivo,
as refeições fora de casa
ganham espaço cada vez maior. A projeção
é que os chineses ultrapassem os
EUA nesse mercado já em 2012. Conforme
aumenta a renda, diminui o consumo de grãos
e cresce o de alimentos mais nobres, de
maior valor agregado, como carnes, pescados,
frutas e verduras.
Números
O Brasil exporta 28 vezes mais para o antigo
concorrente. Crescendo em ritmo acelerado
e sem condições de autossuficiência
na produção de alimentos,
a China tem sido o motor da expansão
do agronegócio brasileiro. De concorrente,
o país asiático passou a ser
o principal parceiro comercial do Brasil.
Em uma década, as exportações
do setor para o país asiático
cresceram 28 vezes. Passaram de US$ 320
milhões em 1999 (2% do total) para
quase US$ 9 bilhões em 2009 (14%).
A participação da China no
comércio internacional tem crescido
muito nos últimos dez anos, depois
que o país assinou o protocolo de
admissão na Organização
Mundial do Comércio (OMC), em novembro
de 2001.
Claro que escrever sobre a China, com base
nesses dados que colhi em publicações
especializadas não teria sentido
se não fizesse o link (como dizem
modernamente - antes era gancho, mesmo)
com nosso município e região.
Vou sintetizar em duas perguntas para que
vocês reflitam onde quero chegar com
todas essas informações globais,
lembrando, claro, que quem entra no agronegócio
de escala, tem que ter visão.
Onde está a genética produtora
de carne bovina?
Onde está a genética produtora
de carne ovina?
Bueno, domingo, a partir das 8h, falamos
sobre temas locais e mercado no Panorama.
Ceva teu mate e fica na comparsa, corujando,
nos 95.3 Mhz.
Até!
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