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FÚRIA DA NATUREZA

Casas devastadas, árvores caídas e cidade sem energia: O temporal que causou um caos na Fronteira

Cidade entra em estado de emergência após desastre natural que deixou famílias desabrigadas em um dia que vai ficar marcado na história da Fronteira

O último sábado (20), amanheceu amistoso, mas os meteorologistas já indicavam a possibilidade de uma forte tempestade atingir a região oeste do estado, mesmo assim, as cidades da Fronteira não estavam preparadas para receber um fenômeno de tamanha proporção.
Foi por volta das 16h deste sábado (20), que o “tempo fechou”. Ventos fortes, que segundo as estações meteorológicas próximas, chegaram a 200 Km/h, anunciavam o perigo iminente de uma tempestade. De acordo com Luiz Fernando Nachtigall, meteorologista responsável pela área operacional de prognósticos da MetSul, a Fronteira foi a porta de entrada de uma frente fria vinda do Uruguai, que se chocou uma massa de ar quente que estava estacionada no estado. O fenômeno provocou uma linha de instabilidade que avançou para o centro em direção ao norte do Rio Grande do Sul, atingindo cidades como Pelotas, Esteio, Eldorado do Sul e Alvorada, porém, foi na região oeste que a intensidade do temporal fez com que um grande número de famílias ficassem desabrigadas.
Rapidamente a força dos ventos aliada com a chuva e granizos causaram os primeiros estragos nos bairros e na região central da cidade. Correria em busca de abrigo, sons de sirenes e gritos marcaram os primeiros instantes do temporal, onde as pessoas ainda procuravam entender a proporção dos estragos que estavam sendo causados pela tempestade. Apenas 20 minutos foram suficientes para deixar a cidade em pânico. Pessoas foram pegas desprevenidas, motoqueiros foram derrubados com a força do vento e motoristas ficaram presos dentro de seus veículos que ficaram envolvidos em fios de energia que foram arrancados de vários postes. A partir daí, a comunicação foi interrompida e quase toda a cidade ficou sem energia.
Com a grande quantidade de chuva caindo sobre a Fronteira, em pouco tempo, carros ficaram “ilhados” e bueiros transbordaram invadindo alguns estabelecimentos que ainda funcionavam na região central. Nos 20 minutos em que o temporal tomou conta de Sant’Ana do Livramento a quantidade de chuva superou a que era esperada para todo o mês de dezembro. Foram 110mm que “lavaram” tanto o meio urbano quanto o rural, que também foi assolado pela força deste fenômeno que destruiu, em torno 30 postes em apenas uma estrada que leva à vila Thomaz Albornoz. O volume de chuva esperado para este todo este mês era de aproximadamente 100mm.

 

 

Por: - 22/12/2014 às 8:02

 

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