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Mobilização

Arrozeiros se mobilizam para cobrar melhores condições para o setor

Representantes do setor de produção de arroz do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina  estiveram reunidos no parque de eventos de Restinga Seca em mais uma etapa do movimento “Te Mexe, Arrozeiro” na semana passada. Uma comitiva de arrozeiros de Sant’ana do Livramento esteve representado a fronteira durante o evento, tendo o apoio da Prefeitura Municipal que disponibilizou transporte para os produtores rurais.  

 

Delegações dos dois estados convocaram deputados estaduais e federais, senadores e representantes do governo federal para discutir a crise do setor às vésperas da colheita da safra 2017/2018.

 

O presidente da União Central de Rizicultores (UCR), Ademar Kochenborger, afirma que não há como produzir arroz com custo de R$ 45,00 por saca e com cotação de R$ 31,00. “Não sei onde vamos parar. Com a proximidade da colheita, a tendência é de que o preço caia ainda mais. Do jeito que as coisas andam, o setor arrozeiro está morto”, afirma o dirigente.

 

Às vésperas do movimento no Rio Grande do Sul, o Ministério da Agricultura anunciou, em reunião com representantes da Farsul e da Federarroz, a adoção de mecanismos de Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para 1,2 milhão de toneladas de arroz via leilões. O recurso garantido para as operações é de R$ 100 milhões.

 

Para José Antonio Tatsch da Silva ( Zecão Tatsch) Produtor Rural - Presidente da Associação dos Arrozeiros de Santana do Livramento  e Conselheiro Titular do Conselho Deluberativo do IRGA o momento é muito preocupante para o setor e essa mobilização serviu para mostrar que os produtores precisam se unir para cobrar do governo uma solução. Veja quais os principais pontos discutidos durante o encontro.

 

 

AS DEMANDAS DO MOVIMENTO “TE MEXE, ARROZEIRO”

 

  1. Renegociação de dívidas do setor com prazo e condições reais de pagamento;

 

  1. Seguro de renda para a cultura;

 

  1. Ajuste dos preços mínimos ao real custo de produção das lavouras irrigadas (R$ 43,00);

 

  1. Disponibilização de mecanismos de comercialização AGFs, PEP Exportação e Pepro com base nos preços mínimos revisados pelo custo de produção;

 

  1. Reinserção dos arrozeiros ao crédito oficial mediante renegociação e securitização das dívidas em condições de pagamento condizentes com a realidade da lavoura;

 

  1. Redução dos juros e custos do crédito oficial;

 

  1. Liberdade de compra de insumos permitidos no Brasil (por princípio ativo) e fertilizantes no Mercosul com isenção de impostos de importação;

 

Por: Matias Moura - 06/02/2018 às 0:00

 

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