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Bastidores

Alunos especiais podem ficar fora da sala de aula em Livramento

O conhecido problema da generalidade das leis, já que o Poder Público tem obrigação de olhar para o todo mas, muitas vezes, deixa – por isso mesmo – de cuidar das situações especiais. Livramento, como outros municípios gaúchos, está enfrentando um problema pontual relacionado à educação de jovens diagnosticados como “especiais”. Por razões e decisão técnica e de gestão, o Governo do Estado fechou as Classes Especiais nas escolas Moisés Viana, Olavo Bilac e Hector Acosta e, para atender os alunos especiais, quer transferi-los para a modalidade de Ensino de Jovens e Adultos – EJA “Alfabetização”. O problema é que os pais e responsáveis pelos alunos entendem que eles não têm condições de frequentar essas aulas no mesmo ritmo dos demais. A 19ª CRE vem tentando encontrar uma solução para a problemática – e o início das aulas se aproxima.

Resolução do MEC prevê o atendimento mas não há recursos

De acordo com a Resolução nº 04/09 de 2008, que trata sobre Inclusão, todo aluno em classificação média diagnosticada como “especial” deve ser incluído nas classes comuns de ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado, ofertado em salas de recurso. O impasse se dá pelo fato de que alguns alunos estão com idade cronológica superior a 17 anos e diagnosticados com idade mental de aproximadamente 05 anos, não sendo possível sua permanência no ensino regular. Acompanhados pelo vereador Carlos Nilo Pintos, que vem lutando por todos os assuntos ligados aos deficientes em Livramento e no Estado, integrantes da 19ª CRE vêm se reunindo com pais e responsáveis pelos alunos. Na última segunda, 22, foi apresentada a proposta do atendimento pela EJA “Alfabetização”, mas os pais dos alunos manifestaram posição contrária por entender que seus filhos não têm condições de acompanhar tal procedimento.

Escolas não têm qualificação para prestar o atendimento

Essa situação demonstra claramente o problema da necessidade da estruturação da rede pública para acolher estudantes especiais. Não basta simplesmente, sob a politicamente correta defesa da inclusão, tentar forçar a permanência de especiais nas salas de aula sem o mínimo de condições para prestar o atendimento que precisam – nem estrutural, nem profissional. O vereador Nilo relembra casos relatados pela especialista Marilene Cardoso, a quem tem recorrido para palestrar sobre o assunto. Ela afirma que está comprovado cientificamente que as escolas possuem 70% de alunos diferentes – com algum tipo de necessidade especial - enquanto que apenas 30% são os ditos “normais”. Portanto o MEC ainda se preocupa mais com os 30% do que com os 70% que necessitam de uma pedagogia voltada para suas necessidades. A reunião de segunda-feira contou ainda com as presenças da coordenadora adjunta da 19ª CRE, Flávia Posiche, da coordenadora pedagógica Maria Otília Muller, das assessoras de Educação Especial, professoras Suzel e Denise, e da assessora jurídica da Coordeandoria, Beu Suarez.

Por: ediselgarte@jornalaplateia.com WhatsApp (55) 84296522 - 24/01/2018 às 0:00

 

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