PUBLICIDADE faculdade Fael

Editorial

O bode expiatório

Os Correios estão passando por um roteiro conhecido da população: o caminho da Privatização. Isto é o que afirmam os sindicalistas e estudiosos da história. O sucateamento e sabotagens seriam as armas usadas para forçar a privatização e mais uma vez, tenta-se usar a opinião pública, descontente com a perda da qualidade nos serviços e com o aparelhamento da empresa para justificar a venda da estatal. Diante dessa situação, a comunidade não vê os fortíssimos interesses privados que estão por trás dessa pressão feitas por empresas multinacionais.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é uma das mais antigas do país, foi fundada em 1663 com outra denominação, mas vive hoje seus piores momentos. A direção da estatal alega um déficit acumulado de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos, com base nisso, impõe uma dura agenda de reestrutução que passa pela demissão de milhares de funcionários e o fechamento de mais de 250 agências próprias em todo o país. Os sindicatos contestam e alegam que há um jogo deliberado (empresarial e político) de afundar a empresa para forçar a sua venda.
Enquanto este debate não é socializado, a comunidade cobra resultados e prazos de quem encontra na rua: o carteiro. O agente que mais trabalha e se esforça para entregar a encomenda no seu destino se torna o bode expiatório no jogo de sacrifícios onde o sangue do carteiro, literalmente, é convertido e derramado em suor.
A comunidade precisa elevar o senso crítico. A Empresa Pública é pública justamente por que pertence ao povo, mas a sua administração a tem gerido mal e causado a insatisfação geral. O alerta foi dado, é preciso ouvir e provocar uma mudança.

Por: - 20/01/2018 às 0:00

 

Deixe seu comentário