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Defesa

“O Exército se renova a cada mudança de Comando”

Nesta quarta-feira, dez de janeiro de 2018, acontece a troca de comando no 7º Regimento de Cavalaria Mecanizado (7º RC Mec). Na segunda-feira, a reportagem esteve no Regimento e entrevistou o Coronel Carlos Alexandre de Souza, que passa a função e responsabilidade ao Tenente Coronel Rogério Arriaga Muxfeldt. Confira a entrevista com o Coronel Carlos.

Jornal A Plateia: Um resumo de sua trajetória no Exército Brasileiro.

Coronel Carlos de Alexandre de Souza: “Entrei no Exército em 1987, na Escola Preparatória de Cadetes, aos 14 anos de idade. Depois disso, fiquei três anos lá em Campinas, fui para a Academia (Aman – Academia das Agulhas Negras) por quatro e depois disso a carreira de oficial normal, aspirante, tive oportunidade de passar pela Academia como instrutor, servi no Mato Grosso do Sul, servi no Paraná, servi no Rio Grande do Sul agora, tive a oportunidade de estar por dois anos na América Central – na Guatemala – como instrutor também. Antes de assumir o Comando estava na Escola Preparatória como comandante do corpo de alunos e estou saindo do Rio Grande do Sul, de Sant’Ana do Livramento, e indo para o Comando Militar do Oeste, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Completo agora em fevereiro 32 anos de serviço ativo.”

AP: Que marca o Comandante deixa no 7° RC Mec?

Coronel Carlos: “É mais fácil dizer que marca o 7º RC Mec deixa no Comandante. O Sétimo é dos mais tradicionais no Exército e dentro da Cavalaria essa marca é mais forte ainda. É um Regimento que tem uma tradição de mais de 100 anos de existência e com importância dentro do Exército. Quem recebe a missão de comandar o Sétimo é um privilegiado e isso é sabido desde o momento em que se recebe a nomeação. Ao longo de dois anos aqui esse conhecimento, essa impressão são reforçados pelo dia a dia e por tudo que se faz, como as atividades que o Sétimo desempenha. E a origem da qualidade de trabalho não é outra que as pessoas que servem no Regimento. Oitenta por cento do efetivo do Regimento é de pessoas de Sant’Ana do Livramento e da região, principalmente os cabos e soldados, mas também os oficiais e sargentos que são da região e vem para o Regimento para permanecer o tempo que puder e isso cria uma inércia positiva. O Comandante sim que é marcado pela qualidade do pessoal e do trabalho que se faz no Regimento. Cada um dá um pouco de sua personalidade e de seu toque pessoal a essa sequência de atividades. O Exército se renova a cada mudança de Comando, mas o Comandante mais recebe a marca do Regimento do que deixa sua marca”.

AP: Que marca Santana do Livramento deixa no Coronel Carlos?

Coronel Carlos: “Sant’Ana do Livramento deixa a marca de uma cidade que acolheu a mim e minha família como se fossemos daqui. Não há nenhum tipo de ideia de que fui acolhido como Comandante do Sétimo; desde e o momento que cheguei aqui e, inclusive hoje, não sou uma pessoa tão facilmente reconhecida na rua, desde os primeiros contatos com a cidade na fase de adaptação pelas necessidades administrativas mesmo relacionadas a mudança de cidade da família, fui acolhido e recebido como todos são quando chegam aqui. Levamos daqui a impressão de que somos cidadãos de Sant’Ana do Livramento”.

AP: Que particularidade ou singularidades o 7° RC Mec apresentou ao senhor que tornam o Regimento único?

Coronel Carlos: “O 7º RC Mec é um regimento em que a quantidade e a proporção de gente que se respeita e que acima de tudo tem respeito por aquilo que recebeu de seus pais, por aquilo que é a educação em seu sentido mais amplo, a quantidade de profissionais que temos com essa característica é muito grande e isso que dá a marca ao Regimento, um Regimento que se respeita. Aí fica muito fácil para o Comandante colocar seu toque pessoal, um pouco de sua personalidade, mas em um Regimento em que tem essa maneira de se respeitar as coisas ficam mais fáceis”.

AP: O que o Senhor projeta em sua carreira militar?

Coronel Carlos: “Estou continuando uma carreira em que completo 32 anos de serviço, estou em uma fase interessante. Vou trabalhar em assessoramento de nível que até então não havia trabalhado, vou ser parte do Estado Maior de um Comando Militar de área. É uma fase que vai me trazer novas experiências, novo aprendizado em uma cidade que já conheço e gosto. Estou satisfeito por ter sido atendido inclusive naquilo que era minha opção em termos de Guarnição. Será uma experiência nova e com muita motivação. Em paralelo à tristeza por deixar o Regimento, por deixar a cidade, há também essa sensação de que fui atendido naquilo que solicitei ao Exército; no meio dessa sensação de nostalgia há também muita alegria pela nova função”.

Por: Marcel Neves - marcelneves@jornalaplateia.com - 10/01/2018 às 0:00

 

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