Jornal A Plateia - Livramento/RS. Notícia - Perdas e ganhos

Pesquisar

 

Editorial

Editorial

Perdas e ganhos

Não há como vencer sempre; por outro lado, a vida não é apenas de perdas. Há um equilíbrio contínuo, de certa forma, ainda que o ideal seja sempre o da conquista. Não se vence todos os dias, assim como não se perde sempre. Existe aquele papo de boleiro, do mundo do futebol, que diz mais ou menos assim: não é tudo alegria quando se ganha, assim como não é tragédia quando se perde. É mais ou menos por aí.

Ontem, tivemos uma importante conquista para Santana do Livramento. Temos agora mais leitos na Santa Casa de Misericórdia. O município comemora, vibra com esse ganho para o Hospital, em um momento delicado, quando se sabe que recém foram pagos (e que bom que isso aconteceu) os salários de funcionários da Santa Casa e quitados parcialmente, em 80%, o dos médicos. Além disso foi sanada a metade de uma das parcelas da dívida do 13º salário de 2016. Situação difícil, por outro lado, significativa. Nenhuma entrada de dinheiro é negativa. Lógico, há o grave problema do atraso...

Nesse contexto de dificuldades, em que a gestão da Santa Casa tem as mangas arregaçadas para resolver os problemas com os recursos disponíveis e ainda corre atrás de outras formas para melhorar a saúde da instituição, a notícia da ampliação da quantidade de leitos disponíveis à comunidade santanense oxigena a respiração do Hospital, que, por vezes, esteve na UTI e agora parece estar em melhores condições no quarto. É verdade que há uma situação em que as fronteiras são tênues e reviravoltas podem acontecer do dia para a noite... Que sejam sempre para o bem!

Os recentes ganhos da Santa Casa se contrapõem a uma realidade preocupante na zona rural do município. Entretanto, aqui também se tem perdas e ganhos. Antes, nada de fiscalização, agora, mesmo com certa crise, fiscais atuam para amenizar os problemas de até então. Precisamos de soluções, precisamos que a Santa Casa respire com seus pulmões oxigenados e, quiçá, longe da UTI e fora do quarto onde se encontra. Necessitamos que o transporte escolar seja fiscalizado, mas não que isso ocorra pela falta recorrente desse trabalho, contudo, pela permanente ação de garantir a segurança dos alunos.

Perdemos e ganhamos, o dia a dia se faz assim.

Por: - 14/07/2017 às 10:49

 

Deixe seu comentário

Pesquisar