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Editorial

A solidariedade nossa de cada dia

Com a chegada dos períodos de frio mais intenso, como este fim de semana,  sentimos a necessidade de buscar o calor em todas as suas formas: o calor de uma roupa mais produzida e, óbvio, que nos aqueça mais; o calor de comidas e bebidas mais fortes, especialmente os tradicionais chocolate quente, cafezinho mais frequente, o chimarrão companheiro, um bom mocotó ou espinhaço de ovelha mexido, enfim...
Acima de tudo, busca-se o calor humano que aquece nossas almas e expia um pouco dos nossos pecados, humanos que somos, na difícil arte de viver em uma sociedade competitiva que, para melhorar muitas vezes mais do que o necessário as condições de vida de uns, acaba por piorar muito além do aceitável as condições de outras.
Felizmente, enquanto cidadãos conscientes da necessidade de buscar o equilíbrio em tudo, para que todos possam ter uma vida melhor, mais digna e prazerosa, temos a excelente oportunidade de ajudar àqueles que precisam mais e que têm menos condições  de alcançar a satisfação de tais necessidades por si próprios.
Ao olhar para o lado e vermos seres humanos sucumbindo em meio à estrutura social desequilibrada, nada mais correto do que adotar a postura responsável  perante esta situação. O pouco que cada um puder fazer pelas famílias mais carentes, as campanhas de mobilização comunitária e todas as formas de ajuda são bem-vindas neste período que se inicia agora, em que as baixas temperaturas castigam crianças, adultos e idosos. 
Merecem elogios redobrados, nesse sentido, iniciativas como de pessoas e organizações que planejam campanhas do agasalho - e não são poucas em nossa cidade, elas e eles exercem um papel exemplar nessa área assistencial.
O bonito disso, especialmente, é que são pessoas que efetivamente querem ajudar a melhorar a qualidade de vida no município. Muitas, nem mais vivem na fronteira, mas mantém vivos, por opção própria, seus vínculos com o povo do qual fazem e sempre farão parte.
Tão belo quanto a atuação dessas pessoas, é o envolvimento da empresas fronteiriças, que há várias décadas prestam serviços à comunidade santanense e riverense, ajudando a transportar o progresso e os sonhos desta terra. São exemplos a serem seguidos, não apenas porque todos nós temos a consciência, enquanto cidadãos, de nossa responsabilidade perante a sociedade na qual vivemos, mas principalmente porque a ajuda que pudermos dar a quem precisa e o envolvimento em causas de interesse coletivo como as campanhas de donativos de agasalhos são uma forma de demonstrar que não estamos e nem queremos ficar acomodados na posição de achar que fazemos a nossa parte cuidando de nossas próprias vidas e não precisamos assumir mais nenhuma responsabilidade.
Ao contrário, queremos mostrar que estamos cotidianamente dispostos a ajudar na concretização do sonho de um mundo mais digno não somente para as pessoas que nos rodeiam como os amigos, filhos, netos e bisnetos, mas para o próximo que, muitas vezes precisa da nossa ajuda.

Por: - 10/06/2017 às 10:25

 

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