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Esporte

Polo: preparação intensa na Casa Preta

Jogadores aproveitam para treinar, visando torneio, no mês que vem, em Quaraí e depois outro, também em maio, em Uruguaiana, que é referência no esporte

A Casa Preta é referência em Sant1Ana do Livramento quando se trata de jogo de Polo. No último feriadão, praticantes da modalidade aproveitaram dois dias para treinar para torneio em Quaraí, na primeira semana de maio.
A sexta-feira santa e o sábado foram utilizados por jogadores de Polo para sua preparação, já que em maio dois torneios os esperam. Primeiro, em Quaraí; depois, em Uruguaiana, no mesmo mês.
Na Casa Preta se reúnem atletas não só de Livramento, como de Uruguaiana e da vizinha Rivera. A Casa Preta, na estância do engenheiro agrônomo Luiz Gonzaga Fontoura, fica a cerca de 56 km da zona urbana de Livramento. É na localidade conhecida como Sarandi 2. O espaço foi fundado em 1º de julho de 2015.
Normalmente, os praticantes do esporte têm seus animais. Mas isso não é problema. O próprio Luiz Gonzaga coloca à disposição para os jogadores, caso necessário, animais que têm em sua estância. Mesmo que um atleta tenha um cavalo ou égua para jogar, ter apenas um animal não é o suficiente.
No Polo, cada animal pode jogar apenas dois tempos (os chamados “chukkers”). Os jogos podem ter de quatro a seis tempos, com intervalo médio de três minutos entre eles para descanso e de cinco minutos na metade da partida. Cada tempo de disputa dura até 7 minutos e meio com bola rolando.
As duas equipes que se enfrentam têm quatro jogadores cada. O nº 1 e o nº 2 são os atacantes; o nº 3 é o meio de campo; e o nº 4 é o defensor. Dois juízes apitam de dentro do campo, e um terceiro fica do lado de fora, para caso seja necessária a retirada de dúvida sobre decisão de dentro de campo. A bola é de fibra, os jogadores usam taco para acertá-la, bem como apetrechos para montar com segurança e manusear o animal no jogo, como: a cela, o capacete, o chicote, a joelheira e a proteção nas juntas dos próprios animais, para suas articulações.

Vem de família

Luiz Gonzaga não joga Polo por acaso; está no sangue. O avô já praticava, e seu pai também era adepto do esporte. Gonzaga iniciou a prática no final da década de 1990. No final dos anos 2000, quando voltou a jogar, após formado na universidade, acabou tendo a oportunidade de, anos depois, inaugurar um campo na estância da família.
“Quando voltei a jogar, não tinha estrutura em Livramento. Dependia muito dos militares uruguaios para jogar no campo ali na frente do Grã-Bretanha. Mas não era algo contínuo. Às vezes, jogavam um ano, paravam dois, como foi desde que comecei, quando tinha 16 anos, sempre foi assim”, conta o engenheiro agrônomo.
Conforme Gonzaga, em Livramento a iniciativa sempre foi dos civis, sem relação com os militares. Em meio a periodicidade dos jogos em Rivera, foi convidado para jogar em Quaraí, mas tinha que viajar para treinar.
“Deixei os cavalos lá um tempo; em 2015, tive a ideia (de fundar o campo, a Casa Preta) para ficar mais em conta, porque o esporte não é barato, o Polo é meio custoso. Se tu vai ter o cavalo em qualquer clube militar, tu vai ter que pagar o pastoreio, o clube, o alimento, tem que ter um tratador”, revela.
De acordo com Luiz Gonzaga, o tratamento dispensado aos animais para sua manutenção não é tão especial, em relação aos cuidados que os demais demandam no dia a dia do campo: “Ele tem que ter uma boa alimentação. Não tem nenhum cuidado especial. Tem que ter uma ração balanceada para manter a performance. Tem que estar sempre bem dosado contra vermes e (receber) alguma vitamina, como a B12. Tem que estar com os cascos bom; tem que manter ele ferrado, porque se não começa a desgastar e ele manca”, salienta.
Quanto ao desempenho dos bichos no Polo, Gonzaga afirma: “Normalmente, o cavalo domado na lida campeira já leva alguma vantagem, porque aceita o laço; na hora que se vai taquear, isso já é mais comum pra ele, que não se assusta. O trabalho realizado é no sentido de rédea, em círculo, para a direita, para a esquerda, em oito. E trabalho de fôlego em alta velocidade”.

Porteira aberta

Por enquanto, a Casa Preta é o único lugar em Livramento de jogo de Polo. Mesmo que seja em lugar particular, ela está aberta para quem tiver interesse, segundo informa Luiz Gonzaga:
“Sempre tive disposto a ajudar quem gostasse, quem tivesse interesse de iniciar no polo, porque se precisa de gente para jogar, não se consegue jogar sozinho e já é restrito pelos valores financeiros que envolve. A tendência é cada vez crescer mais, as porteiras sempre estão abertas para todos os convidados. Quem tiver interesse de conhecer, é só contatar, estamos para incentivar o esporte, para fomentar”, enfatiza.
Para quem tem interesse, basta acessar a página da “Casa Preta Polo” no Facebook, procurando no campo de buscas pelo próprio nome do local.

Por: Marcel Neves - marcelneves@jornalaplateia.com - 18/04/2017 às 9:26

 

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